Pivô de polêmica, Balogun sofre falta do gol dos EUA, mas não evita eliminação com goleada
Cartão vermelho para Balogun, dos Estados Unidos, em jogo contra a Bósnia na Copa do Mundo
Pivô da maior polêmica da Copa do Mundo, o centroavante Folarin Balogun sofreu a falta que deu origem ao gol dos Estados Unidos, mas não evitou a derrota por 4 a 1 para a Bélgica e a consequente eliminação nas oitavas de final.
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Balogun pôde jogar respaldado por uma polêmica decisão do Comitê Disciplinar da Fifa, que anulou a suspensão automática que o astro americano precisaria cumprir devido à expulsão no jogo da segunda fase contra a Bósnia.
No duelo no Estádio de Seattle, nos Estados Unidos, o atacante começou como titular, fez três finalizações – duas com os pés e uma de cabeça – e saiu aos 45 minutos do segundo tempo. Depois de marcar três gols em dois jogos, o jogador do Monaco não balançou as redes desta vez.
Balogun em Estados Unidos x Bélgica pelas oitavas de final da Copa do Mundo
Albert Gea/Reuters
O lance de maior participação de Balogun no primeiro tempo ocorreu quando o centroavante recebeu passe de Pulisic, de costas para a marcação de Mechele, que o derrubou. O árbitro deu falta. Na cobrança, Tillman fez o gol de empate dos Estados Unidos, antes de a Bélgica assumir a dianteira do placar mais uma vez.
Aos 44 minutos, Balogun teve a chance de empatar de novo. Em cobrança de escanteio, Freeman escorou de cabeça e o centroavante, na pequena área, chutou por cima do travessão.
Quatro minutos depois, Balogun foi lançado em infiltração na zaga e ganhou dos defensores na velocidade, mas, desequilibrado, não conseguiu finalizar. Courtois fez a defesa.
Balogun passou boa parte da segunda etapa apagado. O atacante teve a melhor finalização do jogo aos 36 minutos, quando Reyna o lançou e, como Mechele não conseguiu cortar, partiu em velocidade e chutou de perna esquerda para defesa de Courtois.
No minuto seguinte, em cobrança de escanteio, Balogun desviou de cabeça e Courtois ficou com a bola.
Os Estados Unidos escalaram Balogun mesmo com a posição da Associação Belga de Futebol (RBFA), de que contestaria a elegibilidade do jogador para a partida, caso o nome dele constasse na súmula. A RBFA recorreu da decisão da Fifa, mas teve o recurso negado, em uma decisão que autorizou Balogun a ser escalado.
Raphael Claus expulsa Balogun em Estados Unidos x Bósnia
Phil Noble/Reuters
Entenda o caso
O Comitê Disciplinar da Fifa revogou a suspensão de Balogun, principal jogador da seleção americana, após a expulsão dele na partida contra a Bósnia, na segunda fase.
Foi um cartão vermelho apresentado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, em um lance revisado por recomendação do VAR, devido a um pisão de Balogun no calcanhar do zagueiro Muharemovic.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a revogação da suspensão automática do atacante americano.
Ao admitir a ligação, Trump chamou Claus de “árbitro suspeito” e disse que não considerou justa a marcação da falta.
Em resposta, a CBF saiu em defesa do brasileiro, dizendo que Claus “possui uma trajetória marcada por excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol”. A Federação Paulista e a Conmebol se pronunciaram em apoio a Claus.
Diante da polêmica, Infantino negou interferência de Trump e alegou que o Comitê Disciplinar é independente. Ele também se manifestou posteriormente em defesa dos árbitros participantes da Copa.
O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, declarou ter “total confiança” em Claus, a quem chamou de “árbitro experiente e altamente qualificado”
O presidente do Comitê Disciplinar, Mohammad Al Kamali, invocou a independência do órgão e alfinetou a Uefa, mas não explicou o que justificou a decisão, dizendo apenas existir a prerrogativa de suspender medidas disciplinares.
A anulação da expulsão de Balogun e a interferência de Trump
A decisão da Fifa de revogar a suspensão provocou uma onda de críticas: a imprensa internacional chamou o episódio de escândalo, a Uefa disse que a entidade “cruzou uma linha vermelha”, o ex-jogador inglês Wayne Rooney declarou que “Infantino deveria se envergonhar” e o treinador alemão Jürgen Klopp falou que Trump e Infantino “não conhecem nada de futebol”.
Técnicos que participam da Copa do Mundo também criticaram a Fifa. Foram os casos de Ståle Solbakken, da Noruega, que chamou a decisão de “erro tremendo” e Thomas Tuchel, da Inglaterra, que questionou “onde isso vai parar”.
Só o técnico dos Estados Unidos, o argentino Mauricio Pochettino, defendeu a revogação da suspensão, com o argumento de que a expulsão tinha sido injusta e que a equipe já havia sido punida o suficiente contra a Bósnia. geRead More


