Senadora investigada por injúria racista contra Mbappé nega busca por notoriedade: “Já sou famosa”
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A senadora paraguaia Celeste Amarilla voltou, nesta quarta-feira, a se manifestar sobre a polêmica envolvendo Kylian Mbappé. Ela afirmou que suas declarações com ataques racistas ao atacante francês não tiveram como objetivo ganhar projeção pública. Ela manteve a postura de não se retratar com o camisa 10 da França.
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Mbappé, atacante da França
REUTERS/Jeenah Moon
“Não fiz isso buscando meu minuto de fama. Eu já sou famosa aqui, famosa de todas as formas. Fiz isso sem pensar, e é por isso que estou tendo problemas agora”, explicou Amarilla, em entrevista ao jornal paraguaio ABC.
Segundo a senadora, apesar do repúdio de diversos órgãos internacionais, inclusive dos governos do próprio Paraguai e da França, ela tem recebido apoio popular no Paraguai.
– Eu não esperava por isso, e nem sei se mereço tanto apoio; é incrível. Acho que todos aqueles que não gostavam de mim me perdoaram – afirmou.
Celeste Amarilla, senadora do Paraguai, investigada por injúria racista contra Mbappé
Reprodução/Instagram
Amarilla também minimizou a dimensão do episódio para a relação entre os países e afirmou que “a França é grande demais para ser reduzida a Mbappé” e descreveu a reação do governo paraguaio ao incidente como “absolutamente desnecessária”.
– Foi um claro caso de dizer ‘sim, senhor, sim, senhor’ à França, quando a França nem sequer foi afetada. Insisto, e vocês podem ler. Foi tão inapropriado quanto quiserem, mas foi com o Mbappé. Em que momento mencionei a França? – argumentou a senadora.
A entrevista ocorre dias após as mensagens publicadas pela senadora nas redes sociais depois da eliminação do Paraguai para a França nas oitavas de final da Copa do Mundo.
– Camaronês colonizado, bancando o durão para parecer francês, ressentido, novo-rico, arrogante e feio. Ficou nervoso e morrendo de medo durante toda a partida, assim como todo o seu time – escreveu a senadora, dando início ao atrito.
As publicações motivaram forte reação na França. Mbappé respondeu publicamente à parlamentar, classificando-a como uma “mulher desprezível e indigna de sua função” e afirmando que ela não representa o povo paraguaio. O atacante também disse que não permitirá que pessoas como ela “propaguem ódio e racismo pelo mundo”.
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A repercussão ultrapassou o campo esportivo. A Federação Francesa de Futebol apresentou denúncia formal às autoridades do país, classificando as mensagens como “aberrantes e inaceitáveis” e defendendo a abertura de medidas judiciais.
O caso já é alvo de investigação judicial em Paris por injúria racista, após denúncia da federação francesa. A apuração está sob responsabilidade da unidade especializada no combate ao ódio online. Segundo as autoridades francesas, o procedimento foi aberto para analisar as mensagens dirigidas ao camisa 10 da seleção.
Dentro da seleção francesa, o episódio também gerou manifestações de apoio a Mbappé. O zagueiro Dayot Upamecano afirmou que o companheiro permanece concentrado na Copa do Mundo, classificou os comentários como “inadmissíveis” e defendeu punição à autora das declarações. O defensor ressaltou ainda que o grupo está unido em torno do capitão francês na reta decisiva do torneio. geRead More


