Argentina chega aos trancos, barrancos e coração
Argentina 3 x 1 Suíça | Melhores momentos | Quartas de final | Copa do Mundo 2026
Cabo Verde, Egito e Suíça: qualquer grande seleção toparia essa sequência de adversários no caminho do mata-mata até a semifinal da Copa do Mundo. A sorte coube justamente à Argentina, a campeã do mundo. E, mesmo assim, ela sofreu.
A seleção sul-americana bate à porta da final aos trancos, barrancos e coração – e, vá lá, decisões da arbitragem. Dos quatro times sobreviventes, ela é quem joga o futebol menos consistente. Mas também é quem vive com maior intensidade as curvas emocionais do torneio.
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Messi comemora em Argentina x Suíça
Agustin Marcarian/Reuters
A vitória na prorrogação sobre a Suíça, por 3 a 1, se soma à virada épica contra o Egito (3 a 2) e às dificuldades para superar Cabo Verde (3 a 2). O drama, tão tipicamente argentino, é reforçado pela figura mítica de Lionel Messi, por quem os demais jogadores correm até a morte a fim de lhe proporcionar mais uma taça.
A Argentina parece exausta. No mata-mata, agora são duas prorrogações e uma virada nascida do esforço de buscar um 2 a 0 contra. Isso tudo para uma equipe com média de idade na casa dos 30 anos.
É a falta de renovação cobrando seu preço. Dos 26 convocados por Lionel Scaloni, 17 estiveram na Copa do Mundo de 2022. Alguns deles, como De Paul e Enzo Fernández, vivem queda de rendimento em comparação com o Mundial anterior. Mas são compensados por Messi.
O craque teve participação em gols em todas as partidas da Copa do Mundo até agora. Tem oito gols e duas assistências. Lidera o ranking de finalizações (33) e finalizações certas (19) da Copa do Mundo. Aos 39 anos, é com sobras o melhor jogador da Argentina no Mundial.
Jogadores da Argentina comemoram classificação para a semifinal da Copa de 2026
REUTERS/Amanda Perobelli
Ao se falar sobre a trajetória argentina, é preciso colocar na balança decisões de arbitragem – do pisão impune de Messi na estreia à revolta do Egito, desembocando na expulsão de Embolo neste sábado. Uma revisão do VAR, baseada em uma atualização polêmica de regra, trocou um amarelo para Paredes (por falta) por um amarelo para o atacante suíço (por simulação). Como ele já tinha sido advertido antes, acabou expulso. A decisão revoltou os eliminados, embora o mergulho de Embolo seja visível.
Sem a expulsão, é incerto que a Argentina tivesse se classificado. A Suíça vinha oferecendo perigo e conseguia explorar o cansaço do adversário – Messi, de tempos em tempos, levava as mãos aos joelhos, exaurido. Mas os sul-americanos souberam aproveitar os espaços deixados pelos europeus. Um golaço de Julián Álvarez desempatou o jogo, e Lautaro Martínez, em contra-ataque, fechou a conta.
Agora, vem a Inglaterra – e, com ela, toda a carga emocional do reencontro com um rival histórico 40 anos depois dos gols memoráveis (o de mão e o do século) de Maradona. No futebol, a Argentina está abaixo do que vêm rendendo os ingleses, mesmo que eles também apresentem dificuldades, vide o jogo contra a Noruega.
Mas não será um jogo comum. E nossos vizinhos têm coração, têm Messi. E, acima de tudo, têm corações batendo por Messi. geRead More


