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Trump envia ao Congresso dos EUA notificação formal de que guerra com Irã foi retomada

Trump envia ao Congresso dos EUA notificação formal de que guerra com Irã foi retomada

 Trump anuncia bloqueio naval e pedágio no Estreito de Ormuz; Irã reage com ataques
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou nos últimos dias ao Congresso norte-americano uma notificação formal informando que as hostilidades contra o Irã foram retomadas em 7 de julho, segundo a agência de notícias Reuters.
Com o documento, o governo Trump considera ter um novo prazo de 60 dias para o uso de forças militares na guerra no Oriente Médio sem a aprovação do Congresso.
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“Ordenei essa ação militar em consonância com minha responsabilidade de proteger os norte-americanos e a segurança nacional dos Estados Unidos, bem como os interesses de política externa do país”, afirmou Trump na carta, datada de 10 de julho e vista pela Reuters nesta segunda-feira.
Segundo a Reuters, a carta descreve as ações de Trump, incluindo a ordem de um cessar-fogo em 7 de abril —que inicialmente estava prevista para ter duas semanas, mas foi prorrogada— e os esforços de seu governo para alcançar uma solução diplomática para o conflito.
Os Estados Unidos começaram a guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, quando realizaram bombardeios conjuntos com Israel contra o território iraniano.
Na carta ao Congresso, Trump também descreveu o acordo de paz preliminar que assinou com o Irã em 17 de junho e afirmou que o regime iraniano havia violado o memorando ao atacar navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz, o que o levou a ordenar novos ataques contra o país.
À medida que o conflito volta a se intensificar, os Trump afirmou que os EUA restabelecerão seu bloqueio à navegação iraniana no Golfo Pérsico nesta terça-feira (14) e garantiriam que o Estreito de Ormuz permanecesse aberto, mediante cobrança de taxa de 20% sobre a carga dos navios comerciais que passarem pela região.
Donald Trump discursa no Salão Oval ao lado do vice-presidente JD Vance e do secretário de Estado Marco Rubio, em 23 de abril de 2026
REUTERS/Kylie Cooper
A Constituição dos EUA estabelece que apenas o Congresso, e não o presidente, tem o poder de declarar guerra. No entanto, os presidentes dos EUA há muito reivindicam o direito de ordenar intervenções militares de curta duração sem a aprovação dos parlamentares, a fim de preservar a segurança dos EUA.
Lei dos poderes de guerra
A Lei dos Poderes de Guerra nos Estados Unidos exige que o presidente informe o Congresso dentro de 48 horas após o início das hostilidades e determina que ações militares iniciadas sem a aprovação do legislativo devem ser encerradas em até 60 dias.
No caso do Irã, o primeiro prazo de 60 dias terminou em 1º de maio, mas o presidente republicano afirmou que a lei não se aplicava, pois declarou que as hostilidades haviam sido encerradas pelo cessar-fogo, mesmo com a continuidade dos ataques e o bloqueio dos portos iranianos pelas forças norte-americanas.
Democratas e republicanos contrários à guerra em curso afirmaram que o governo estava interpretando erroneamente a lei.
“O presidente não pode simplesmente ignorar meses de guerra que ele mesmo disse que durariam apenas quatro a seis semanas”, afirmou um assessor sênior democrata da Câmara dos Deputados, comentando sob condição de anonimato.
Além disso, tanto o Senado quanto a Câmara aprovaram no mês passado uma resolução instruindo Trump a retirar as forças norte-americanas das hostilidades com o Irã, apesar da estreita maioria de seus pares republicanos em ambas as casas.
As votações refletiram a crescente preocupação com o conflito que já dura meses.
Trump reagiu com veemência após a votação, acusando aqueles que votaram a favor de dar “conforto” ao Irã e de tornar seu trabalho “mais difícil”.g1 > Mundo Read More