Ex-Palmeiras, zagueiro negocia volta ao Brasil e detalha duelos com Messi, Neymar, Mbappé e CR7
De saída da Arábia, Andrei Girotto avalia propostas para voltar ao Brasil
Livre no mercado após três temporadas pelo futebol árabe, o zagueiro Andrei Girotto tem propostas de três clubes da Série A do Brasileiro. Em entrevista ao ge, o jogador de 34 anos não revelou os clubes, mas disse que definirá o seu futuro nos próximos dias.
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O atleta passa férias no Rio Grande do Sul, onde divide a rotina entre treinamentos e momentos com os familiares, que moram em Bento Gonçalves. Mas trata do futuro e deve escolher o futuro nos próximos dias.
– Estou olhando todo o mercado com carinho. Sou jogador de futebol, então vou optar pelo melhor lugar. Estou analisando as situações que têm no Brasil e os contatos da Arábia também. Vou analisar o que é melhor para a minha família e vou decidir em breve – revelou.
Na última temporada, atuou em 24 jogos pelo Al-Taawoun e marcou dois gols. A última partida foi no dia 21 de maio, no encerramento do Campeonato Saudita. Além dos clubes brasileiros, duas equipes da Arábia Saudita também têm interesse na contratação de Girotto.
Andrei Girotto em ação pelo Al-Taawoun
Divulgação/Al-Taawoun
Jogando no exterior desde 2017, o zagueiro tem passagens também por clubes da França e do Japão. No Brasil, começou no Metropolitano, de Santa Catarina, até despertar o interesse do América-MG. Depois, defendeu o Palmeiras, onde conquistou a Copa do Brasil em 2015.
– Foi um momento bem marcante para mim. Foi uma passagem rápida, de um ano, mas pude contribuir com alguns momentos importantes. Acho que eu poderia ter feito um pouco mais, pois quando eu cheguei o Oswaldo de Oliveira não me inscreveu no Paulistão, devido ao elenco ter muitos jogadores e por eu estar chegando de uma Série B – relembra.
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O jogador defendeu, ainda, a Chapecoense. Em 2017, participou do elenco que reconstruiu o futebol do clube – na temporada anterior, a queda do avião com a delegação da equipe tirou a vida de 71 pessoas.
Andrei Girotto relembra enfrentamentos contra Messi, Neymar, Cristiano Ronaldo e Mbappé
Duelo com craques e título na França
Girotto defendeu o Nantes, da França, entre 2017 e 2023. No país, teve a grande virada de chave na carreira: a mudança de volante para zagueiro.
– O treinador gostava de um futebol mais de bola saindo de trás, jogando com uma troca de passes desde a linha defensiva. Então, ele me reposicionou para zagueiro para ter essa saída de jogo. Mas eu sempre pude revezar com o meio-campo, e essa mudança acho que foi bem importante para mim – comenta.
Girotto em disputa de bola com Messi.
Nantes/Divulgação
Foram mais de 200 jogos e 12 gols, tendo conquistado a Copa da França em 2022, o que encerrou um jejum do clube de 21 anos sem títulos. Para além dos números, o jogador teve a experiência de enfrentar Messi, Neymar e Mbappé, à época jogando juntos pelo PSG.
– Os três, quando estavam juntos, era difícil. Lembro que eles se procuravam muito dentro de campo, às vezes a gente tentava cortar algum espaço porque a gente sabia que eles se procuravam. Eles tinham uma conexão bem forte, principalmente o Neymar e o Mbappé, que se davam muito bem no começo. Tinha o Messi também, que é muito diferente de todos. Foi um grande aprendizado – disse.
Girotto, Neymar e Mbappé
Nantes/Divulgação
Exigência na Arábia Saudita
Defendendo o Al-Taawoun nas últimas três temporadas, Girotto diz que vê uma evolução no futebol saudita. Na liga local, teve a oportunidade de marcar craques como Cristiano Ronaldo e Benzema.
– A liga da Arábia teve uma evolução grande. Sempre falo que o campeonato é muito forte agora, porque tem muitos estrangeiros, jogadores de alto nível que vêm da Europa. Isso ajuda você a manter um alto nível de exigência, principalmente os defensores, que jogam contra grandes atacantes – avalia.
Andrei Girotto marcando Cristiano Ronaldo
Al-Taawoun/Divulgação
Ligação com o Rio Grande do Sul
Nascido em Bento Gonçalves, cidade na serra gaúcha, Andrei Girotto começou nas categorias de base do Grêmio e, após, foi para a base do Esportivo, clube de sua cidade natal. Porém, jamais jogou profissionalmente em um clube do Rio Grande do Sul.
– Sou gaúcho, tenho raízes fortes aqui com a minha família, mas depois que a gente vira profissional, a gente torce para o time que a gente joga. Eu acho que o que eu decidir, seja aqui no Sul ou em qualquer time do Brasil, vou procurar vestir a camisa e torcer para o time que eu estou, torcer dentro de campo – finaliza.
Andrei Girotto comenta suas raízes no Rio Grande do Sul geRead More


