Barboza recusa repetir número do Botafogo e fala sobre Danilo no Palmeiras: “Brinco para ele vir”
Veja o anúncio do Palmeiras sobre a contratação do zagueiro Barboza
Último reforço contratado pelo Palmeiras e único até o momento neste meio de ano, Barboza foi apresentado na tarde desta quinta-feira na Academia de Futebol.
O zagueiro explicou os planos do clube para sua adaptação, detalhou a negociação, a escolha do número 2, com uma recusa a repetir aquele utilizado no Botafogo (20) e revelou brincadeiras com Danilo, ex-companheiro de clube.
– Eu falei com eles (Marlon Freitas e Danilo) antes de vir para perguntar do clube, a cidade, onde morar. A personalidade dele (Marlon) também me ajudou no Botafogo, éramos capitães juntos. Cultivamos essa boa relação.
– Eu amo o Danilo também, ele sabe, sempre brinco com ele para vir aqui. A negociação é algo pessoal, prefiro só olhar e não acreditar no que se fala. Todo dia é uma notícia diferente. Se tiver que vir, vai vir, é um ótimo jogador. O importante é ele ser feliz – disse o zagueiro.
O Palmeiras tem Danilo como único alvo entre reforços para esta janela do meio do ano. Antes da Copa, sinalizou ao Botafogo com uma oferta em cerca de R$ 120 milhões mais o zagueiro Naves. O clube, porém, encaminhou a venda do jogador para o Necaxa, do México, e com isso precisará fazer uma nova investida.
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Barboza vestirá a camisa 2 no Palmeiras e explicou o processo de escolha.
– Se tivesse que escolher um número para a carreira, seria a 6. Esse é só único número que eu repetiria. Não gosto de repetir a camisas, enviaram para mim as que tinham disponíveis. Tinha a 5, só usei a 6 na base. A 20 estava disponível, falaram que queriam a camisa 20, mas preferi respeitar a minha história com o Botafogo. Então escolhi a 2 e tenho certeza que vou fazer história aqui no Palmeiras.
O zagueiro teve o nome publicado no Boletim Informativo Diário da CBF na manhã desta quinta-feira e está regularizado para estrear pelo Palmeiras, que visita o Coritiba, na próxima quarta-feira, dia 22 de julho. A janela de transferências só abre no dia 20, mas a CBF abriu uma janela extraordinária para registros de transferências nacionais.
Nesta quinta-feira, Barboza participou do jogo-treino que terminou 1 a 1 com o União São João e marcou o gol da partida.
– Sou um atleta muito profissional, que se dedica o tempo todo, seja nas férias ou na temporada. Isso é fundamental. Sou um cara que quer sempre melhorar. Isso me levou até aqui hoje. O clube preparou uma pré-temporada especial para mim, por isso também não joguei os primeiros jogos-treino. Fiquei feliz com o gol, meu primeiro com essa camisa. O cruzamento do Khellven foi excelente, pude antecipar a marcação e fiz um bonito gol.
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Guilherme Xavier
Veja outras respostas de Barboza:
Brigar pelo espaço
– Sempre tive que brigar, que a concorrência seja limpa, sadia. Aqui temos zagueiros tops, no Botafogo também tinha, fiquei quase dois meses no banco. Eu gosto de ganhar tudo, vivo minha vida assim. Assim como gosto de ganhar, gosto de ser protagonista, me estresso ao ficar no banco. Vou fazer de tudo para ganhar a posição, todos são muito bons. Não vai ser fácil, mas farei meu trabalho para que isso aconteça.
Abel Ferreira
– O primeiro jogo que enfrentei o Palmeiras do Abel, já tinha visto antes. É um clube muito grande, competindo internacionalmente, mas enfrentar foi diferente. Jogamos a primeira no Nilton Santos e vi a vontade deles de ganhar. Sempre falei com cada cara que me perguntou que eu sentia que o Palmeiras tem uma ideia muito concreta. Não pode negociar as vitórias.
– Os caras aqui tem essa fome. Quando jogamos contra eles na Libertadores, ganhávamos de 2 a 0 e foi 2 a 2 em menos de cinco minutos, você vê a luta. Estava do outro lado, fui campeão também. Mas agora estou aqui para fazer história.
– Não falei com o Abel durante a negociação. Ainda estou esperando uma reunião com ele para falar. Não precisa falar muito também, ele sabe do que precisa e eu também. Quero ser um cara ganhador aqui no Palmeiras.
Gustavo Gomez e formar uma dupla de zaga
– Ele é um cara exemplar para todo mundo aqui, por tudo que construiu, sua carreira foi na base do sacrifício. Ele saiu de um clube no Paraguai onde também joguei, deixou sua história lá. Todos de lá queriam que jogássemos juntos, agora estamos aqui. Muito feliz, certeza que ele tem o mesmo pensamento de viver o futebol que eu.
– Você vê o time empatando e ele como centroavante, isso é um ponto positivo. Estou treinando com os outros, Murilo, Fuchs, Benedetti, Koné. Fiquei surpreso com a qualidade de todos aqui. A realidade é que a dupla titular é Gomez e Murilo. Tenho que fazer meu trabalho para poder jogar. Gosto dos três zagueiros também, se tivesse que escolher a formação seria essa, três zagueiros e dois pontas. Me sinto muito seguro. A gente tem elenco para brigar por tudo.
Mercado interno
– Eu acho normal, na Argentina acontece o tempo todo, na Europa também. Nada de outro mundo, os jogadores também tomam decisões e cumprem ciclos. Hoje é muito difícil de um jogador ficar no mesmo clube. No Palmeiras até tem, mas não é normal. Em quase todos os clubes cumpri meu contrato, depois acabei saindo. É normal desde que se respeite a camisa por onde passou e a que está vestindo no momento.
Principais valências
– Sou um cara de muita entrega, na bola aérea ofensiva e defensiva posso ajudar, não gosto de perder duelos na marcação. Ganho e perco, isso é natural. Na minha posição, gosto da imposição física. Não vou acrescentar além do que os zagueiros que estão aqui já fazem, mas sinto que posso somar e fortalecer esse time.
Carinho da torcida e companheiros
– Desde o primeiro momento me encheram de mensagens. Mas como falei, não queria saber até que fechasse a negociação, por respeito ao Botafogo. Mas fiquei feliz, é muito bonito esse carinho, a disposição deles vendo essa chegada. Me receberam de uma maneira muito bonita (meus companheiros), foi muito legal. Me incluíram na resenha (risos).
Liderança
– Eu não quero pisar em ninguém. Minha personalidade é assim, não tem como ficar calado se achar que algo está errado. Vou falar pedindo licença, com respeito, mas vou fazer, sou assim. Líder é uma palavra muito forte. Capitão também. Sou um cara novo, experiente também, com 31 anos. Tenho a força para ajudar os outros se vejo que algo não está saindo bem. Ganhei essa experiência no futebol.
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