Red Bull para de usar asa giratória após acidentes de Verstappen
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A Red Bull desistiu de usar no GP da Bélgica a asa traseira giratória, instalada nos carros de Max Verstappen e Isack Hadjar pela primeira vez na corrida de Miami, em maio. Para este fim de semana, a equipe austríaca vai voltar a utilizar um componente com abertura convencional, sem o giro adicional de cabeça para baixo durante o uso do modo reta, pensado para melhorar o nível de arrasto do carro.
A decisão do time acontece por motivos de segurança, após os dois incidentes de Max Verstappen nos últimos grandes prêmios: o tetracampeão sofreu um acidente ao bater forte na classificação para o GP da Áustria e, na Grã-Bretanha, abandonou a corrida após rodar e parar na brita.
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Max Verstappen sai do carro após bater no fim da classificação para o GP da Áustria
Clive Rose/Getty Images
– Vamos voltar para a antiga e ver quando a mais recente estiver pronta para ser usada novamente – confirmou o tetracampeão, em entrevista coletiva nesta quinta-feira.
Os dois acidentes de Verstappen tiveram um ponto em comum: aconteceram após a entrada em curvas de alta velocidade (relembre nos vídeos abaixo). Em ambos os casos, a asa traseira da Red Bull não fechou como deveria, o que prejudicou o balanço aerodinâmico do carro e fez com que o holandês perdesse o controle na direção.
Batida de Verstappen causa reviravolta na classificação do GP da Áustria
Verstappen tem problemas no carro e abandona o GP da Grã-Bretanha
Depois da batida em Silverstone, o piloto se mostrou preocupado com os problemas enfrentados com a asa traseira e disse estar “de saco cheio” com a situação do carro, classificando os dois momentos como “extremamente perigosos”.
As saídas de pista também chamaram atenção da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que decidiu investigar mais de perto a atuação das asas traseiras não só da Red Bull, mas também da Ferrari – primeira equipe a utilizar o conceito de asa traseira giratória, apelidada de “Macarena” por Frédéric Vasseur, chefe de equipe da escuderia de Maranello.
Asa traseira do carro de Max Verstappen aberta em treino
Philip Platzer/Red Bull Ring
De acordo com o “Motorsport”, a asa traseira giratória não causa preocupação na Ferrari, que testou o conceito por um longo período e não apresentou problemas até aqui. A Red Bull, por sua vez, tenta resolver as preocupações com a segurança para recolocar o item nos carros.
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