Frontini explica saídas no Guarani e avisa: “Precisamos respeitar a saúde financeira do clube”
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O Guarani trabalha em duas frentes para fortalecer o elenco visando a reta decisiva da Série C do Brasileiro. Enquanto busca reforços pontuais na janela de transferências, a diretoria também promove uma redução na folha salarial com a saída de jogadores que perderam espaço no grupo comandado por Elio Sizenando.
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Em entrevista coletiva, o executivo de futebol Carlos Frontini explicou que o enxugamento do elenco é necessário para preservar a saúde financeira do clube e abrir espaço para futuras contratações.
– É natural que, com a abertura da janela, aconteçam entradas e saídas. Hoje também temos uma folha salarial um pouco alta. Precisamos fazer algumas saídas para respeitar a saúde financeira do clube e, depois disso, avaliar possíveis chegadas.
Frontini, executivo do Guarani
Jefferson Souza/EPTV
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Sem estipular um número de reforços, Frontini disse que o Guarani monitora o mercado, mas pretende investir apenas em jogadores que estejam convencidos do projeto. Até o momento, os atacantes Éverton Brito e Matheus Guilherme foram os reforços anunciados.
– Estamos atentos ao mercado, conversando com muitos jogadores. Mas tenho uma convicção muito particular: quando precisamos insistir demais para convencer um atleta, normalmente não dá certo. O jogador precisa querer vestir a camisa do Guarani. Precisa acreditar no projeto, pensando em conquistar o acesso, disputar um bom Paulistão e uma Série B no ano seguinte. Não pode vir apenas pelo contrato.
Éverton Brito e Matheus Guilherme foram apresentados por Frontini
Jefferson Souza/EPTV
O dirigente lembrou que a disputa pelo acesso costuma ser definida nos detalhes e defendeu que o clube esteja preparado para o quadrangular caso confirme a classificação.
– A segunda fase zera tudo e o campeonato fica muito mais difícil. No ano passado, por exemplo, o acesso foi decidido por um ponto nos dois grupos.
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Contas e salários
Frontini também voltou a admitir que o clube enfrenta dificuldades financeiras. O Guarani tem atrasos pontuais nos direitos de imagem referentes ao mês de maio e nos salários em carteira (CLT) de junho.
Segundo ele, a diretoria trata o assunto com transparência junto ao elenco.
O executivo Carlos Frontini conversa com o elenco ao lado do presidente Rômulo Amaro e do técnico Elio Sizenando
Raphael Silvestre/Guarani FC
– Não vamos esconder nada de ninguém. Existe um déficit e estamos trabalhando para resolver isso o mais rápido possível. Conversamos olho no olho com os atletas. Não adianta maquiar a situação.
O executivo afirmou esperar que parte das pendências seja solucionada nos próximos dias para dar mais tranquilidade ao grupo.
– Espero que a gente consiga resolver pelo menos parte dessa questão financeira. É claro que quanto mais tempo isso demora, pior é. Se pagar em dia ajuda? Eu não consigo afirmar. Mas o atraso certamente acaba atrapalhando em alguns aspectos.
Frontini também minimizou possíveis reflexos do processo eleitoral, marcado para 26 de julho por determinação da Justiça, e garantiu que o departamento de futebol permanece blindado das questões políticas.
– O departamento de futebol está muito blindado em relação à política. Nosso foco é exclusivamente o jogo.
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Apesar da sequência de quatro partidas sem vitória, Frontini demonstrou confiança na recuperação da equipe e reforçou que o desempenho recente não apaga a campanha construída até aqui.
– Muita gente comenta sobre o segundo tempo contra o Paysandu, mas 45 minutos não definem o nosso campeonato. Se tivéssemos mantido o desempenho do primeiro tempo, provavelmente hoje estaríamos na liderança. Claro que deixamos a desejar, e quando digo “nós”, eu me incluo como principal responsável.
Elio Sizenando ao lado do executivo Carlos Frontini
Raphael Silvestre/Guarani FC
O dirigente também saiu em defesa do trabalho do técnico Elio Sizenando, que voltou a ser questionado após a queda de rendimento da equipe.
– Quando existe uma oscilação, o sinal de alerta naturalmente é ligado. Mas esse é um momento de passar confiança para o Elio e para os atletas. Eles já mostraram durante a competição o que são capazes de fazer. Que isso sirva de aprendizado, porque a Série C mostra a cada rodada como qualquer equipe pode oscilar.
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