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Palpites e dicas para Espanha x Argentina pela Copa do Mundo

Palpites e dicas para Espanha x Argentina pela Copa do Mundo

França 0 x 2 Espanha | Melhores momentos | Semifinal | Copa do Mundo Fifa 2026
Espanha e Argentina se enfrentam às 16h, pela final da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
+ Argentina é a seleção com mais viradas e mais gols nos acréscimos do segundo tempo
+ Gato Mestre aumenta vantagem sobre Supercomputador com acerto na semifinal
Palpite para Espanha x Argentina

Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Resultado mais provável:
Espanha 1 x 0 Argentina
Inglaterra 1 x 2 Argentina | Melhores momentos | Semifinal | Copa do Mundo 2026
Resultados nas fases anteriores
Espanha
Espanha 0 x 0 Cabo Verde
Espanha 4 x 0 Arábia Saudita
Uruguai 0 x 1 Espanha
Espanha 3 x 0 Áustria
Portugal 0 x 1 Espanha
Espanha 2 x 1 Bélgica
França 0 x 2 Espanha
Argentina
Argentina 3 x 0 Argélia
Argentina 2 x 0 Áustria
Jordânia 1 x 3 Argentina
Argentina 3 x 2 Cabo Verde
Argentina 3 x 2 Egito
Argentina 3 x 1 Suíça
Inglaterra 1 x 2 Argentina
Nenhuma outra seleção fez tantas finalizações da meia-lua ou da frente da meia-lua quanto a Argentina. Em comparação com a Espanha, fez o dobro de finalizações (29 contra 14), com cinco gols argentinos dessa região, incluindo o gol de empate contra a Inglaterra, nas semifinais. A Espanha não fez qualquer gol dali. De todas as 111 finalizações argentinas, 80 (72%) foram feitas da pequena área, da frente da pequena área, da meia-lua ou da frente da meia-lua, a faixa central de frente para o gol. Marcou desses setores 16 de seus 18 gols. Considerada por muitos como uma seleção visceral, a Argentina tem um plano de jogo muito claro: em seu ritmo lento, preparar as jogadas de forma a finalizar o máximo possível de frente para o gol. Tem dado certo. A concentração de finalizações de frente para o gol é tamanha que decidimos produzir o quadro abaixo, em que é possível selecionar no alto, à esquerda, apenas as finalizações de uma das seleções. Logo abaixo desse controle, é possível clicar nas legendas coloridas para tirar as finalizações de cena e ver, por exemplo, apenas os gols. Fica evidente, nesse caso, como a Espanha marcou todos os seus gols de dentro da área, e como a Argentina arrisca mais de longe. Divirta-se!
De onde saíram as finalizações de Espanha e Argentina na Copa do Mundo 2026
Após sete partidas, Espanha e Argentina tiveram produção ofensiva muito próximas: os espanhóis fizeram 115 finalizações (16,4 por jogo, sétima média), e os argentinos 111 (15,9 é a oitava média). O número de acertou foi similar: a Espanha fez 44 conclusões certas; a Argentina, 45. É no número de gols que a Argentina sobra: marcou 18 e ainda ganhou um gol contra de presente; a Espanha fez 12 e ganhou um contra. Os argentinos marcaram um gol a cada 6,2 tentativas (sem contar o gol contra), sexta melhor eficiência; os espanhóis, um a cada 9,6 (29ª marca). É a chave do jogo: a eficácia argentina contra a resistência defensiva da Espanha, que sofreu apenas um gol em 47 conclusões contrárias (maior marca da Copa), enquanto a Argentina sofreu um gol a cada 7,6 conclusões contrárias, 27ª marca, com 53 finalizações e sete gols sofridos. Foram apenas 11 finalizações certas contra os espanhóis (média 1,6 por jogo, segunda melhor marca) e 16 certas contra os argentinos (2,3 por partida, quarta melhor marca). Brilham os meias ofensivos e os atacantes, mas é o trabalho defensivo da Espanha até aqui é extraordinário, a ponto de não deixar a França jogar nas semifinais.
Em momentos de aperto, a Argentina pressiona com cruzamentos altos; fez 17 (média 2,4 segunda maior da Copa) e marcou quatro gols assim. Dos 19 gols da Argentina na Copa (contando o contra), oito foram marcados a partir de jogadas aéreas e todos esses oito gols foram marcados quando a equipe empatava ou perdia, gols fundamentais para chegar à final. Como comparação, os argentinos fizeram também oito gols em jogadas rasteiras, e o time já vencia a partida em quatro deles (a metade) e em quatro empatava ou perdia. Não é exagero dizer que ao estar sob pressão, a Argentina recorre ao jogo aéreo. A Espanha busca a vitória trocando passes rasteiros: de seus 13 gols, dois foram aéreos, e o time já vencia quando fez ambos; fez nove de seus 13 gols em bolas rasteiras e desses nove, estava empatando em seis e já vencia em três deles. A Espanha não esteve perdendo em nenhum momento nesta Copa, e esse pode ser um ponto a favor da Argentina, já ter lidado mais com momentos críticos neste mundial. Dos 19 gols da Argentina, seis foram marcados no primeiro tempo (32%); dos 13 gols da Espanha, sete foram conquistados no primeiro tempo (54%).
Evolução do xG nas oitavas de final
A Espanha fez dez finalizações contra a França, cinco de dentro da área (inclusive os dois gols, o primeiro de pênalti), com características de potencial estatístico para 1,33 gol. Foi mais eficiente do que o esperado e conseguiu marcar dois gols, assegurando a classificação para a final.

Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Foram 14 finalizações da Argentina contra a Inglaterra, seis de dentro da área, com potencial estatístico para 1,32 gol. Foi mais eficiente do que o esperado e marcou dois gols.

Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More