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Zidane, geração jovem e Mbappé em busca de mais: por que França deve chegar forte na próxima Copa

Zidane, geração jovem e Mbappé em busca de mais: por que França deve chegar forte na próxima Copa

França 4 x 6 Inglaterra | Melhores momentos | 3º lugar | Copa do Mundo 2026
A França deixa a Copa do Mundo com a decepção pelo quarto lugar, mas também com um olhar esperançoso para o futuro. Enquanto outras seleções se despedem de craques e até gerações, os franceses contam com uma base jovem, novos talentos a caminho e o retorno iminente de um ídolo, agora em nova função.
Zinedine Zidane é apontado como o favorito para ser o novo treinador da França, iniciando uma nova era após 14 anos dos Bleus sob comando de Didier Deschamps, que se despediu do cargo neste sábado.
O último trabalho de Zizou foi em 2021, no Real Madrid. A expectativa é de que ele assuma a seleção em setembro, e estreie na Liga das Nações, competição em que a França está na mesma chave que Itália, Bélgica e Turquia.
Para este início, a tendência é de que seja mantida a base que disputou a Copa. Isso porque a maioria deste grupo é jovem, com potencial para disputar um, dois ou até três Mundiais. Dos 26 convocados por Deschamps, 20 tinham menos de 30 anos.
Mbappé levanta Barcola em jogo entre França x Inglaterra
IMAGN IMAGES via Reuters
Em 2030, Olise terá 28 anos, Cherki, 26, e Doué, 25. Dembelé, o mais experiente dos astros, estará com 33.
— Temos um enorme potencial e muito talento nesta seleção. Com a experiência adquirida nesta Copa do Mundo, alguns jogadores certamente vão evoluir. A seleção francesa tem todas as condições para continuar em alto nível e conquistar novos títulos — disse Deschamps, após a derrota por 6 a 4 para a Inglaterra, no último sábado, em Miami.
Este grupo ainda pode ser rejuvenescido e qualificado com a chegada de jovens talentos. No ano passado, a França também ficou no quarto lugar do Mundial Sub-20.
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Harry Kane cumprimenta Olise depois de França x Inglaterra
REUTERS/Paul Childs
A produção maciça de jogadores passa diretamente pelo Instituto Nacional de Futebol de Clairefontaine. Inaugurado em 1998, o centro de treinamento e desenvolvimento de jovens talentos revelou inúmeros craques não apenas para a França, mas também para outras seleções.
O sucesso de Clairefontaine está na combinação entre escolha rigorosa de talentos, treinamento de excelência, educação e desenvolvimento integral. Em campo, os trabalhos têm como ênfase o desenvolvimento das habilidades técnicas, físicas e mentais, com exercícios específicos para giro, condução de bola, chutes com a perna fraca, e tomada de decisões táticas. A ideia é formar jogadores flexíveis, capazes de desempenhar qualquer função pedida por seus treinadores.
O principal expoente de Clairefontaine é Mbappé, que deixa a Copa de 2026 ainda maior. O francês se tornou o maior artilheiro da história do torneio, com 22 gols.
Com a experiência de quem disputou três Mundiais e foi a duas finais, o camisa 10 chegará em 2030 com 31 anos para escrever novos capítulos de uma história que já é extraordinária.
— Kylian é um grande jogador e, a nível humano, uma grande pessoa. Sei que foi criada uma imagem dele que não corresponde à realidade. Ele é um capitão extraordinário e, como muitos desses jogadores, evoluiu muito. Estreou na seleção aos 18 anos e hoje está decepcionado por não ter conseguido disputar a final. Eu o vi evoluir dentro e fora de campo e não me arrependo, em nenhum momento, de tê-lo escolhido como capitão. Ele foi um exemplo, um verdadeiro líder durante toda esta Copa do Mundo — disse Deschamps. geRead More