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“Meu coração queima por isso”: saiba por que Warleson, do Botafogo, quer se provar como goleiro no Brasil

“Meu coração queima por isso”: saiba por que Warleson, do Botafogo, quer se provar como goleiro no Brasil

“Meu coração queima por isso”: Warleson, do Botafogo, quer se provar como goleiro no Brasi
O Botafogo aproveitou o início da janela internacional de transferências para anunciar um pacotão de reforços. Terceiro nome com acerto divulgado nesta segunda-feira, o goleiro Warleson está de volta ao Brasil após seis temporadas no Cercle Brugge, da Bélgica – e querendo provar que pode defender grandes clubes do futebol nacional.
— Acredito que eu tenho que provar isso ainda para o Brasil. Para mim, eu tenho qualidade para jogar no Brasil, então acho que o meu coração ainda queima por isso. Todo atleta quer jogar na Europa, e quer ficar o tempo que for, mas eu também tenho essa chama ardendo em meu coração que é voltar a atuar no meu país de origem, e poder desfrutar desse momento também no futebol brasileiro — contou Warleson, em maio, em entrevista ao ge.
Warleson é natural de Cuiabá, capital do Mato Grosso. O goleiro teve rápidas experiências em categorias de juniores da Portuguesa Santista, do Grêmio e do próprio Cuiabá, mas foi no Athletico-PR que fez a maior parte da base.
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Warleson, novo goleiro do Botafogo
Vitor Silva/BFR
O falecido olheiro Ticão, que descobriu nomes como Kleberson e Fernandinho, foi o responsável por levar Warleson ao Athletico após assisti-lo em um torneio no interior do Paraná.
Warleson nunca chegou a estrear profissionalmente pelo Athletico-PR, ficando restrito ao sub-20. Para ganhar mais oportunidades em campo, o clube decidiu emprestar o goleiro ao Sampaio Corrêa, mas a experiência no Maranhão acabou marcada por problemas financeiros.
— Fiquei nove meses lá, mas mais de 70% eu fiquei sem receber salário. Tive muita experiência, não tenho nada contra, engrandeceu a minha carreira. Quando voltei para o Athletico, a diretoria me pediu para sair novamente de empréstimo para a Ferroviária (clube paulista que tinha parceria com o Athletico), e eu falei que não. “Não vou, eu avisei que o clube não estava pagando e vocês não me deram atenção. Não vou sair. Vou ficar aqui, se quiserem me deixar de lado… Mas não vou sair de empréstimo agora”.
A partir desse momento, Warleson ouviu de um diretor do Athletico que ele não tinha qualidade suficiente para permanecer no clube, que optou pela rescisão de contrato. O goleiro seguiu para o São Joseense. Depois, contou com a ajuda de um amigo e empresário belga para conseguir um teste no Cercle Brugge, clube que passou a defender em agosto de 2019.
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Warleson, novo goleiro do Botafogo
Vitor Silva/BFR
— É um dos países onde mais se revelam goleiros no mundo. Se você olhar, todas as equipes de elite do mundo têm goleiro belga. Atuar na Bélgica, estar entre os melhores goleiros da Bélgica, é gratificante. Mostra que eu também tenho qualidade — explicou, acrescentando:
— A Bélgica é um país onde tem muito duelo aéreo. É um futebol com muito contato, muita briga, força física. Atleta que corre 13, 14 km por jogo, então é muito diferente do Brasil. Muitos gols saem na competição com bola parada, no Brasil saem mais gols com contra-ataque, posicionamento. Até gosto de falar que quem joga na Bélgica joga em qualquer lugar do mundo.
Warleson se descreve como um “cara com os pés no chão”, que buscou estudar em meio às incertezas do futebol. Formado em administração, ele também abriu duas clínicas estéticas com a esposa em São Paulo e buscou fazer investimentos financeiros desde garoto.
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Warleson, novo goleiro do Botafogo
Vitor Silva/BFR
— Não sou aquele que gosta de esbanjar aquilo que não sou. Sou formado em duas universidades no Brasil, e isso já mostra que não sou um atleta que vive na Lua. Sempre penso no que pode acontecer no futuro. Desde garotinho, na base do Athletico, procurei economizar, administrar, investir aquilo que a gente estava adquirindo da melhor forma possível. Sempre pensando na segunda chance.
Voltar ao Brasil já era um desejo de Warleson, que afirmou à reportagem ter sido cobiçado por outros clubes do futebol brasileiro no último ano, como São Paulo, Grêmio, e Corinthians. Na janela de janeiro de 2026, as equipes acabaram fechando com os goleiros Carlos Coronel e Weverton; João Ricardo chegou a acerto com o Corinthians, mas reprovou em testes médicos e voltou ao Fortaleza.
Warleson cita experiências na Bélgica e diferença para o futebol no Brasil
No Botafogo, Warleson vai encontrar um profissional que conhece desde os tempos de Athletico: o preparador de goleiros Marcelo Grimaldi, que estava no clube paranaense no mesmo período que o goleiro. Além disso, o defensor tem uma relação próxima com Vitinho, visto que jogaram juntos no Cercle Brugge.
O Botafogo volta a campo na próxima quinta-feira, às 19h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Vitória. A partida no Nilton Santos é válida pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, em jogo atrasado.
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