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Sequência, reforços e identidade: o que explica campanha do Coritiba no primeiro turno da Série A

Sequência, reforços e identidade: o que explica campanha do Coritiba no primeiro turno da Série A

Coritiba joga mal e perde para o Palmeiras no Couto Pereira
O Coritiba encerrou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro dentro do top-10 e com a terceira melhor campanha do clube em um turno na era dos pontos corridos. Apesar das derrotas para Flamengo e Palmeiras nas duas últimas rodadas, o time de Fernando Seabra somou 26 pontos em 19 jogos, desempenho inferior apenas às campanhas de 2008 e 2013.
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Para o treinador, os números reforçam a evolução da equipe, mas não mudam a prioridade da temporada: garantir a permanência na elite.
— A gente não pode esquecer que é um ano de retorno à Série A. Quando você retorna, o primeiro objetivo, e o principal até que ele não seja concluído, é a permanência. A gente tem sempre um parâmetro de que por volta de 45 pontos você consegue garantir a permanência. Neste momento, isso nos coloca dentro da nossa meta principal do ano — afirmou Seabra.
Mais do que a pontuação, a campanha evidencia um projeto que encontrou estabilidade. A manutenção da base, a assimilação do modelo de jogo e a chegada de reforços pontuais ajudaram o Coritiba a competir de igual para igual em seu retorno à primeira divisão.
Bruno Melo jogador do Coritiba comemora seu gol durante partida contra o Bahia no estádio Couto Pereira pelo campeonato Brasileiro A 2026
Robson Mafra/AGIF
Base mantida faz diferença
Um dos principais trunfos do Coritiba foi preservar boa parte da estrutura que conquistou o acesso na temporada passada. Mesmo com a troca no comando técnico, de Mozart para Fernando Seabra, o elenco manteve jogadores importantes e conseguiu dar sequência ao trabalho iniciado anteriormente.
Para o jornalista Daniel Piva, do Globo Esporte Paraná, essa continuidade explica boa parte da regularidade apresentada pela equipe ao longo do campeonato.
— Um dos maiores méritos do Coritiba é a continuidade de trabalho. É claro que reforços para o time titular chegaram, especialmente no ataque, e que teve a mudança do Mozart para o Seabra. Mas ainda assim boa parte do elenco já está dentro do clube há um bom tempo e os principais destaques da temporada passada seguiram no elenco, como Jacy, Sebas, Josué e Lucas Ronier, além do Pedro Morisco, que está se recuperando de lesão — analisou.
A estabilidade também facilitou a adaptação das novidades. Dos reforços contratados pensando na Série A, Tinga, Thiago Santos, Breno Lopes e Pedro Rocha rapidamente ganharam espaço entre os titulares e elevaram o nível do time.
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Ataque decisivo e modelo consolidado
As chegadas de Breno Lopes e Pedro Rocha tiveram impacto direto nos resultados. A dupla soma 15 dos 39 gols marcados pelo Coritiba na temporada, com oito gols do ex-palmeirense e sete do atacante que foi o artilheiro da Série B 2025 pelo Remo.
Ao mesmo tempo, Seabra consolidou uma identidade baseada na organização defensiva e nas transições rápidas. O modelo potencializou as características do elenco e fez do Coritiba uma das equipes mais perigosas quando atua fora de casa, aproveitando os espaços deixados pelos adversários.
Na avaliação de Daniel Piva, esse padrão explica a boa campanha como visitante.
— Os melhores momentos do Coritiba no campeonato foram mantendo o que fazia de melhor no ano passado, que era a solidez defensiva, e encaixando transições rápidas. O Coxa tem um dos melhores contra-ataques do Campeonato Brasileiro. E isso tem reflexo nos resultados, com a campanha como visitante sendo bem superior à de mandante — destacou.
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Fernando Seabra, treinador do Coritiba
JP Pacheco/Coritiba
Desafio para o returno
Embora o primeiro turno tenha terminado com uma campanha histórica para os padrões recentes do clube, o Coritiba ainda considera ter espaço para evolução. O desempenho dentro do Couto Pereira ficou abaixo do rendimento apresentado como visitante, fator que impede uma colocação ainda mais alta na tabela.
Outro ponto observado é a necessidade de ampliar as opções no setor de meio-campo. Atualmente, Thiago Santos é o único volante de origem com sequência entre os titulares, enquanto Wallisson alterna atuações e Fernando Sobral exerce uma função diferente.
Para Daniel Piva, essa é uma das prioridades da diretoria na janela de transferências.
— O ponto abaixo é a campanha dentro de casa. Para garantir um segundo turno seguro vai precisar melhorar nesse quesito. E, para isso, ainda acredito na necessidade de agir no mercado: precisa ao menos um volante que seja titular para ser o parceiro de Sebastián Gómez — concluiu.
O primeiro dos 19 compromissos do Coritiba no returno é no domingo, às 18h30 (de Brasília), contra o Bragantino, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista. O ge acompanha em Tempo Real.
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