Análise: Vasco paga caro por mais um erro bobo e inicia sequência decisiva nas Copas no Z-4
Vasco 1 X 1 Mirassol | Melhores momentos | 20ª rodada | Brasileirão 2026
O empate em 1 a 1 entre Vasco e Mirassol, no último sábado, foi o terceiro jogo de Pedro Emanuel no comando do clube carioca, o segundo pelo Brasileirão. E o roteiro da partida parece uma extensão do que foram os confrontos contra Vitória e Independiente Medellín. O time controla, cria as melhores situações e entrega um gol ao adversário em um erro bobo para precisar correr atrás do resultado em desvantagem.
O Vasco desperdiçou a chance de sair do Z-4 antes dos jogos decisivos contra Medellín, pela Sul-Americana, e Fluminense, pela Copa do Brasil. A sensação geral no estádio foi a de ver um jogo que já foi exibido várias vezes no último ano e meio. Seja com uma equipe treinada por Fernando Diniz, Renato Gaúcho ou Pedro Emanuel. O time vascaíno tem uma capacidade impressionante de entregar gols em lances improváveis.
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Spinelli em Vasco x Mirassol
Alexandre Durão
Mais do que isso. Além de errar nos jogos lá atrás, o Vasco não aproveita as chances que tem no ataque. O problema não está apenas na finalização. O Vasco desperdiça muitos ataques antes mesmo da conclusão da jogada, com escolhas erradas quando consegue criar superioridade numérica. Isso faz a equipe precisar de muito volume para marcar um único gol.
Vasco desperdiçou muito contra o Mirassol; Ramon Motta
Não acontecia muita coisa em São Januário, apesar de o Vasco ter mais finalizações e posse de bola, até um escanteio despretensioso para o Mirassol acontecer aos 30 minutos do primeiro tempo. Reinaldo cobrou mal, e a bola poderia ter sido cortada por Cuiabano, Barros ou Puma Rodríguez. Nada disso aconteceu, e ela sobrou livre para Igor Formiga abrir o placar.
Assim como ocorreu contra Vitória e Independiente Medellín, o adversário não fez força alguma para abrir o placar contra o Vasco. E a partir daí, a equipe de Pedro Emanuel teve que se reorganizar e buscar um resultado, mais uma vez saindo atrás do placar.
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O treinador português inverteu o meio de campo para a partida. O Vasco saiu de um meio com um camisa 10 para um setor mais preenchido, com três volantes. Nuno Moreira deu lugar a Ramon Rique. O time também teve os desfalques de Brenner e Thiago Mendes. Spinelli e Tchê Tchê foram os substitutos. A escalação fez sentido durante o primeiro tempo até o erro comprometedor na defesa.
Mas nenhum esquema resiste a atuações tão ruins individuais. Barros está longe do jogador que foi em 2025 e não faz uma boa temporada. Adson voltou muito mal da pausa para a Copa, e a dupla de laterais, fundamental nesse esquema, errou demais na conclusão das jogadas. O time sentiu o placar, o contexto e caiu de rendimento no início segunda etapa. Somado a isso, o Vasco tinha Spinelli em um dia em que errou tudo que tentou no ataque.
Igor Formiga vibra com gol do Mirassol sobre o Vasco
Pedro Zacchi/Agência Mirassol
As mexidas de Pedro Emanuel deram um levante no time. Adson e Tchê Tchê foram substituídos por Nuno e David, que deram mais força e presença ao ataque no campo adversário. Jair deu mais serenidade a um meio de campo que perdeu muito com a queda de rendimento do jovem Ramon Rique na partida. Gómez foi deslocado da esquerda para a direita e foi determinante. O colombiano acertou um golaço para empatar o jogo.
Depois, o Vasco teve chances para a virada, mas não soube aproveitá-las. Há jogadores claramente fora das condições ideais, como Cuiabano, que já se mostrou muito útil, mas não vem jogando bem nas últimas partidas. Há outros atletas que apresentam os mesmos problemas de maneira recorrente e faltam opções no elenco.
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Em mais um jogo, o Vasco deixa evidente que precisa de uma reformulação profunda em seu plantel. Desde que voltou à Série A, as prioridades e carências do time são as mesmas. Um zagueiro, um cabeça de área, um ponta e um centroavante. Quantos jogadores já foram contratados e não solucionaram os problemas? O torcedor parece viver num looping, em que todos os jogos e problemas são iguais, não importa os jogadores escolhidos ou o treinador que comanda o time.
Enquanto isso, o Vasco vai para os mata-matas da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil em estado de alerta máximo no Brasileirão. É óbvio que a prioridade neste momento precisa ser sair do Z-4, mas o clube precisa encarar com seriedade todas as competições de seu calendário. São três finais contra Medellín e Fluminense. E mais 18 finais até o fim do Brasileirão. É esse o senso de urgência que o elenco precisa ter para o restante da temporada.
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