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Carlos Farias, presidente da Desportiva, defende SAF como caminho para futebol competitivo

Carlos Farias, presidente da Desportiva, defende SAF como caminho para futebol competitivo

Carlos Farias, da Desportiva Ferroviária, fala sobre a constituição da SAF no clube
A constituição da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) representa, para a diretoria da Desportiva Ferroviária, um caminho para o clube voltar a ser mais competitivo. Presidente da Tiva, Carlos Farias defendeu a mudança de modelo como uma alternativa para atrair investidores e oferecer melhores condições ao departamento de futebol da Locomotiva, que completou uma década sem títulos.
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A SAF foi aprovada no último sábado, durante Assembleia Geral Extraordinária realizada na sede da Desportiva. Dos 30 sócios presentes, 29 votaram favoravelmente e apenas um foi contrário. Na mesma reunião, também foi aprovado o Estatuto Social da nova empresa.
A mudança acontece em meio a um longo período sem conquistas. Como não levantou nenhuma taça em 2026, a Locomotiva completou dez anos sem ser campeã. O último título grená foi o Campeonato Capixaba de 2016.
Diante desse cenário, Carlos Farias afirmou que manter uma equipe capaz de competir em alto nível tornou-se uma tarefa muito difícil para o clube dentro do modelo associativo.
— O futebol hoje representa uma dificuldade muito grande para a associação. O futebol, de forma associativa, ficou muito difícil, quase inviável de se fazer em alto nível. Por isso, a importância da SAF, de trazer investidores e fazer um futebol de uma forma melhor e mais competitiva — afirmou o presidente.
Carlos Farias, presidente da Desportiva Ferroviária
Reprodução/TV Gazeta
Com a constituição da SAF, o departamento de futebol será separado da associação e passará a ter uma estrutura própria. A Associação Desportiva Ferroviária Vale do Rio Doce seguirá existindo e poderá manter outras atividades esportivas.
Ao explicar como ficará o clube após a mudança, Carlos Farias ressaltou que o modelo associativo não será encerrado com a criação da nova empresa.
— A associação, assim como acontece em outras SAFs, continua. O associativo permanece e pode trabalhar até com outros esportes, se quiser — explicou.
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A diretoria espera que a nova estrutura amplie a capacidade de investimento no futebol e ajude a Desportiva a encerrar o longo período sem conquistas. Para Carlos Farias, a chegada de investidores é fundamental para que o clube volte a competir em melhores condições.
— Agora é trabalhar para que a gente possa ver a Desportiva competindo da melhor forma possível daqui para frente — concluiu.
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