A FIFA e Trump
Donald Trump recebe prêmio da paz de Gianni Infantino, presidente da Fifa
Um deputado democrata está pedindo formalmente explicações à FIFA sobre a relação nebulosa do seu presidente com Donald Trump. Que bom! Alguém tinha mesmo que dar holofote a tantos melindres neste relacionamento demasiadamente próximo entre Infantino e Trump.
Nada foi tão espúrio, indevido e patético quanto a revisão do cartão vermelho do artilheiro dos EUA antes de uma eliminatória contra a Bélgica que, aliás, salvou a Copa ao tirar do torneio a seleção anfitriã. Mas tem muito mais.
Dar o premio da paz a Trump foi acintoso. O árbitro somali que não pôde trabalhar na Copa foi acintoso. Os jogadores que ficaram retidos por sete horas em aeroportos do país foi acintoso.
Infantino deu uma entrevista esbanjando desfaçatez depois da Copa recomendando iração e meditação a quem questionou suas atitudes.
Gianni Infantino, presidente da Fifa, e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
REUTERS/Leah Millis/File Photo
Posso tentar rezar ou meditar e nem assim as atitudes do presidente da FIFA serão aceitáveis. Em paralelo, o sucesso financeiro da Copa é fato e restará como ponto alto do evento.
Não compensa nem justifica, mas é indiscutivel. Como Infantino continuará no cargo, me cabe torcer que a investigação proposta por Jamie Raskin, deputado democrata membro de maior hierarquia do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes, tenha consequências.
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