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Confiança dos argentinos em Milei é a menor desde sua eleição, diz pesquisa

Confiança dos argentinos em Milei é a menor desde sua eleição, diz pesquisa

 Milei rouba a cena e ofusca Flávio na convenção
A confiança dos argentinos no governo do presidente Javier Milei atingiu, em julho, o menor nível desde o início de seu mandato, segundo o Índice de Confiança no Governo (ICG), elaborado pela Universidade Torcuato Di Tella (UTDT). O indicador caiu 6,5% em relação a junho e passou a marcar 1,94 ponto, em uma escala de 0 a 5.
Os números chegam dias depois que o presidente argentino esteve no Brasil para participar da convenção nacional do PL, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Durante seu discurso de quase meia hora, Milei criticou a política econômica brasileira, chamou Lula de presidiário e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes de “lixo careca”.
O resultado interrompe a recuperação registrada no mês anterior e reforça uma tendência de queda observada ao longo de quase todo o ano. Na comparação com julho do ano passado, o índice recuou 21%, indicando um desgaste na avaliação do governo.
Segundo análise do jornal “Clarín”, os números representam um “alerta para o governo” porque coincidem com o lançamento da estratégia de Milei para buscar a reeleição. O jornal destaca que o nível atual de confiança é semelhante ao registrado em setembro do ano passado, quando o então candidato sofreu uma derrota expressiva para o peronismo na província de Buenos Aires.
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Milei e Flávio Bolsonaro durante o lançamento da campanha do senador à presidência
Reuters/Jean Carniel
Apesar da piora, o índice de confiança de Milei ainda supera o registrado por Alberto Fernández no mesmo período de governo, quando o ICG marcava 1,12 ponto. Por outro lado, está abaixo dos níveis observados nos governos de Mauricio Macri (2,01 pontos) e Néstor Kirchner (2,26 pontos) após 31 meses de mandato.
Os dados mostram que quatro dos cinco indicadores que compõem o índice registraram queda em julho. O maior recuo foi na avaliação da eficiência da administração pública, que caiu 15,4%.
Também pioraram as avaliações sobre a capacidade do governo de resolver os problemas do país, com queda de 7,3%, e sobre a preocupação da gestão com o interesse geral da população, que recuou 6,9%.
O único indicador que praticamente se manteve estável foi o de honestidade dos funcionários públicos, com leve queda de 0,4%. Ainda assim, esse continua sendo o aspecto mais bem avaliado da administração Milei.
A pesquisa também apontou uma forte perda de apoio entre os jovens de 18 a 29 anos. Nesse grupo, a confiança no governo caiu 23% em apenas um mês.
Regionalmente, a Grande Buenos Aires (GBA) segue concentrando a pior avaliação do governo. A região registrou índice de 1,63 ponto, o menor do país, além da maior queda mensal, de 10,9%.
O levantamento também mostra que a percepção sobre a economia continua sendo um dos principais fatores para a aprovação do governo.
Entre os argentinos que acreditam que a situação econômica do país vai melhorar nos próximos 12 meses, o índice de confiança chega a 4,15 pontos. Já entre aqueles que esperam uma piora da economia, o indicador cai para apenas 0,33 ponto, evidenciando a forte influência das expectativas econômicas na avaliação da gestão de Milei.g1 > Mundo Read More