Estrela do skate, Rayssa Leal revela quantas Olimpíadas ainda pretende disputar
Rayssa Leal tira 83.70 na primeira manobra da final da Copa do Mundo de Skate Street
Um dos maiores nomes do esporte brasileiro em atividade, a skatista Rayssa Leal já conquistou tanta coisa na carreira que muitas vezes se esquece que ela tem apenas 18 anos de idade.
Duas vezes medalhista olímpica (prata em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024), tetracampeã da SLS e duas vezes campeã mundial, a jovem terá 20 anos nas Olimpíadas de Los Angeles 2028 e poderia, tranquilamente, disputar outras quatro edições dos Jogos. Porém, em entrevista ao Olympics.com, Rayssa explicou ter outros planos.
– Depois de Tóquio e depois de Paris, quando eu chegar a Los Angeles vou estar com 20 anos. São mais dois anos para crescer, aprender novas manobras e evoluir emocionalmente também. Isso é muito importante para a minha geração, no futuro seremos nós os mais experientes. E eu quero disputar mais duas ou três Olimpíadas, então quero deixar tudo o que tenho na pista – afirmou a estrela do skate ao site do Comitê Olímpico Internacional (COI).
O público brasileiro vai poder ver Rayssa de pertinho, no dia 9 de agosto. Ela é a principal atração da etapa do Rio de Janeiro do SLS Takeover. Com grandes nomes do skate street, o evento será no Maracanãzinho. E a final feminina terá transmissão ao vivo pela Globo, durante o programa Esporte Espetacular, além de getv e sportv2. O ge.globo acompanha a disputa em tempo real.
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Rayssa Leal cumprimenta público durante a etapa de Roma da Copa do Mundo de skate street
Raisa Abal/World Skate
Em Los Angeles 2028, Rayssa sabe que vai ter uma enorme torcida para ir buscar a medalha de ouro, a única que lhe falta no pódio olímpico. Tamanha relevância no cenário internacional gera uma pressão interna por vitórias. Ela sabe muito bem disso, pois já lidou com a situação, há dois anos, nos Jogos de Paris, em 2024.
– Paris foi uma loucura. A torcida era incrível, estavam gritando bastante. Eu estava muito nervosa. Senti muita pressão para andar de forma mais leve, mais bonita – afirmou Rayssa, que avançou à final em sétimo lugar, mas se superou e acabou com a medalha de bronze.
Para lidar com a pressão e cuidar da saúde mental, a atleta faz terapia três vezes por semana. Um dos reflexos desse trabalho, segundo Leal, é visto nas pistas ao redor do mundo.
– Depois de toda aquela pressão, aprendi que não era só sobre isso, mas também sobre se divertir. Hoje tenho maturidade para entender que, quando estou me divertindo, consigo chegar a lugares inimagináveis – comentou Rayssa.
– Eu amo o skate, porque me sinto livre. Consigo lidar com as coisas ruins. Às vezes, quando não estou muito bem, subo no skate e essa sensação desaparece. Posso ser eu mesma. Posso me divertir, rir, cair, levantar e continuar. É quando ativo meu lado criativo – emendou ela.
SLS Takeover Rio divulga lista com Rayssa Leal e outros participantes
Divulgação/SLS geRead More


