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Abel analisa arbitragem polêmica de Vitória x Palmeiras: “É preciso coragem para seguir as regras”

Abel analisa arbitragem polêmica de Vitória x Palmeiras: “É preciso coragem para seguir as regras”

Veja a entrevista de Abel Ferreira após a derrota do Palmeiras para o Atlético-MG
A arbitragem da goleada do Palmeiras por 4 a 0 contra o Vitória, nesta quarta-feira, no Barradão, foi tema da entrevista coletiva do técnico Abel Ferreira.
Depois da partida, o português analisou a atuação polêmica do árbitro Alex Stefano, que expulsou dois jogadores do Vitória no primeiro tempo. O palmeirense concordou com os cartões vermelhos de Cacá e Luan Cândido.
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– Há dúvidas? Tu tens dúvidas? Não há dúvidas, tu viste o mesmo que eu. Para mim, não há dúvida absolutamente nenhuma. Viram a perna dele, não viram? Pronto. Para mim, o árbitro só seguiu a regra, minha opinião, aceito que tu e teus colegas pensam diferente – disse, antes de concluir:
– A outra. Conheces o histórico do Luan Cândido? Aquele gesto é claro, muito claro. O que o árbitro fez, seguiu as regras. É preciso coragem para seguir as regras – analisou.
Veja os lances nos vídeos:
Aos 36 min do 1º tempo – cartão vermelho direto de Cacá do Vitória contra o Palmeiras
Luan Cândido, do Vitória, é expulso após fazer gesto; veja
Antes das duas expulsões do Vitória, os baianos reclamaram de um lance envolvendo o meia Mauricio, do Palmeiras. Em uma disputa com Cacá, o palmeirense acertou o rosto do defensor rubro-negro e foi advertido com cartão amarelo, o que gerou muita reclamação dos donos da casa.
O VAR não recomendou a revisão da jogada.
– Minhas opiniões sobre os lances todos. Sei que a situação do Mauricio é no limite, como falei, mas na minha opinião, se for perguntar uns dizem que sim, outros dizem que não. O árbitro e o VAR decidiram dar o amarelo. As outras acho que não há dúvidas nenhumas, só seguir as regras. Minha opinião, aceito quem pense diferente – resumiu.
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Maurício do Palmeiras recebe cartão amarelo; veja o lance completo
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O treinador português também analisou o confronto e o desempenho do Palmeiras, que voltou a abrir vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro. Com o empate do Flamengo com o Internacional, o Verdão agora tem oito de diferença para os cariocas.
– Sem dúvida, a palavra que define a mim e o Palmeiras é consistência. Com a qualidade dos jogadores, se vê a qualidade de jogo em campo. É uma arte jogar futebol, onde o esforço e o talento se vê dentro do gramado, onde o espírito competitivo se vê dentro do gramado e onde há uma forma de jogar que acredito piamente. Todos são importantes e ninguém individualmente é indispensável. Assim estamos brigando para ganhar – finalizou.
O Palmeiras, de Abel Ferreira, agora muda o foco para a Copa do Brasil. O primeiro confronto das oitavas de final, contra o Fortaleza, será disputado no próximo domingo, às 16h, no Nubank Parque.
Abel Ferreira em Vitória x Palmeiras
Jhony Pinho/AGIF
Veja outras aspas de Abel Ferreira na coletiva
Análise do jogo
– Sabia que ia ser um jogo difícil, adversário difícil em casa. Entramos muito bem no jogo, o adversário mudou um bocadinho a estrutura deles para jogar contra o Palmeiras, em um gramado até melhor do que estávamos à espera. Tivemos logo no início, ainda no 11 contra 11, uma grande oportunidade com Allan e outra com Mauricio.
– Depois do nosso adversário ficar com dois a menos, claro, já é difícil jogar contra o Palmeiras com 11, imagina jogar contra o Palmeiras com menos dois jogadores. Tínhamos este propósito de vir aqui e ganhar o jogo. Com dois a mais, criamos os espaços que estavam difíceis de encontrar pela estrutura do adversário. Mas acho que as decisões são… pedi aos jogadores controle emocional, eles mantiveram e pudemos ganhar bem o jogo.
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Copa do Brasil é diferente?
– Para mim e para o clube, o Palmeiras em todas as competições entra para competir e ganhar. Viemos de uma derrota dura e difícil, fizemos um jogo consistente, tirando dois lances em que não fomos eficazes em lances defensivos. Depois de analisar o jogo, acho que não foi só o que falei publicamente de chutar mais, arremate. Das quatro ou cinco oportunidaes que tivemos, deveríamos ter feito mais duas ou três e não fizemos. Na minha opinião, disse aos jogadores, fizemos um bom jogo, metemos o adversário para trás.
– Hoje começamos na mesma toada, até o adversário com cantos e lançamentos na área começar um jogo mais vertical, mais direto e nos trouxe dificuldades no meio da primeira parte. Conseguimos muito bem controlar o jogo mais vertical. Agora vou ver como meus jogadores estão, tivemos jogadores que jogaram com muito sacrifício, tenho uma equipe de guerreiros, onde todos metem os interesses da equipe acima dos interesses individuais. Jogadores deste nível fazem você competir em todas as competições. Mesmo em momentos difíceis, como na última derrota. Vamos analisar com o NSP os resquícios do jogo e ver o que fazer nesta competição em mata-mata. Estamos em todas as competições e queremos brigar por todos elas.
Ofertas recusadas por Flaco e Allan
– Quando cheguei aqui, falei muito do que era minha função como treinador. Valorizar o futebol brasileiro, o Palmeiras e os jogadores do Palmeiras. Desde que estamos a trabalhar juntos, já fizemos mais de R$ 2 bi de vendas. É preciso arriscar, apostar nos jogadores, poderia falar de outros, do Vitor Reis, do Estêvão, do Endrick, outros que estão nas maiores vendas do futebol brasileiro. Para poder chegar a um determinado momento, que é o que estamos agora, com responsabilidade como dito pela nossa presidente no seu mandato, para entender quais jogadores que podemos ou não vender pelo momento em que estamos.
– Nossa presidente foi muita clara, temos valorizado muitos jogadores do Palmeiras, normal ter equipes estrangeiras com propostas altíssimas para levar jogadores do Palmeiras. Só que neste momento, a equipe do Palmeiras tem força e sustentabilidade para dizer não. Neste momento, não. Não estou à espera de perder jogadores fundamentais para nossos objetivos. Já conquistamos um título e lutamos por mais três. Pode haver uma ou outra venda periférica, porque o Palmeiras é um clube dinâmico, sei que o Palmeiras gera milhões de expectativas, mas temos responsabilidades internas a cumprir.
– Não estou a conter em perder nenhuma peça-chave, mas se pagarem as clásulas, está fora do nosso controle. Não há como evitar. Mas faço das minhas palavras, as da presidente. Não digo que não vamos vender, mas se tiver que acontecer, serão jogadores periféricos. Palmeiras precisa ganhar títulos e apostar na formação. Ao contrário dos que dizem que há clubes que não podemos apostar na formação pela exigência por títulos, no Palmeiras não muda absolutamente nada. Não há mais nem menos, mesmo quando ganhamos a cobrança chega. Vamos continuar a trabalhar, focados no que temos que fazer. Dentro do clube, o único que tem estatuto é o Palmeiras. Tem estatuto, história e títulos. Precisamos mostrar rendimento, trabalhar muito para ocupar o espaço que temos no Palmeiras.
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