Análise: eliminação do Grêmio para o Bolívar revela muito sobre o trabalho de Luís Castro
“Nada sustenta mais o trabalho do Luís Castro”, diz Queki | A Voz da Torcida
Inadmissível. Não há outra palavra para descrever a eliminação do Grêmio para o Bolívar com direito à derrota por 1 a 0 na Arena nesta quinta-feira. Contudo, a queda não foi uma surpresa para quem acompanhou os tropicões do time de Luís Castro desde o início do ano.
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Classificar-se diante do Bolívar era obrigação. É verdade que o elenco tricolor não é capaz de ser campeão brasileiro. Também não se pode exigir que conquiste as copas, que sempre são loterias. Porém, para eliminar os bolivianos, este grupo estava mais do que de bom tamanho.
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Começar o jogo com três volantes pode ser aceitável, visto que, no domingo passado, um trio de marcadores ajudou a neutralizar o Fluminense. Mas mantê-los até o intervalo depois de levar o gol aos 15 minutos do primeiro tempo, tornou-se um erro angustiante. O time precisava de três gols para se classificar de forma direta, e o treinador resolveu esperar.
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Foram quatro gols sofridos nas duas partidas dos playoffs. Quando o assunto foi eficiência, o adversário ganhou de lavada. No combo, duas derrotas para quem que não vencia um clube brasileiro como visitante há 24 anos.
Luís Castro foi vaiado pela torcida ao longo de Grêmio x Bolívar
Maxi Franzoi/AGIF
Embora as 31 finalizações do Grêmio na Arena tenham dado ao técnico argumento apontar uma boa atuação, o Bolívar concluiu 18 vezes, número que está longe de ser desprezado. O jogo não teve domínio do Grêmio, ao contrário, foi aberto pelas circunstâncias que favoreciam um e pressionavam o outro.
É verdade que a eliminação do Grêmio passou por erros individuais. Braithwaite e Matheus Nascimento fracassaram como os “homens-gols”. Pavon foi sofrível na direita. Nardoni… o que faz mesmo? A lista de nomes, adjetivações e questionamentos poderia continuar.
Porém, chegar a conclusão em julho de que nenhum jogador serve não é o caminho. Quando a turma inteira vai mal, a culpa não é somente do alunos, mas também do professor.
Luís Castro tem dois grandes lances à frente do Grêmio: o título do Campeonato Gaúcho e a afirmação de Viery, vendido à Fiorentina por 17 milhões de euros. Mas o estadual e seis meses de boa atuação de um zagueiro da base não sustentam um trabalho que é de Z-4 no Brasileirão, vexame na Sul-Americana e absoluta incerteza na Copa do Brasil.
Villasanti em eliminação do Grêmio na Sul-Americana
Maxi Franzoi/AGIF
Elogios a Luís Castro podem ser feitos no momento, mas em um exercício de futurologia. Pode, um dia, o resultado aparecer? Pode, porque na vida nada é impossível. Mas é preciso mais. Muito mais. Acreditar, por enquanto, é a cada jogo mais difícil.
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