Entenda por que Abel Ferreira mantém esquema com três zagueiros no Palmeiras
Palmeiras 3 x 0 Fortaleza | Melhores momentos | Oitavas de final | Copa do Brasil 2026
A vitória por 3 a 0 sobre o Fortaleza, no primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil, confirmou que o Palmeiras após a Copa do Mundo é um time muito diferente do primeiro semestre.
Pela quarta partida consecutiva, Abel Ferreira escalou a equipe com três zagueiros, repetindo a estrutura utilizada nos jogos anteriores. Sem Gustavo Gómez, o treinador colocou Emiliano Martinez como zagueiro pelo lado direito, com Murilo centralizado e Barboza pelo lado esquerdo.
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Com três vitórias e uma derrota, o esquema ainda parece ser uma alternativa para as ausências de Flaco López e Vitor Roque. O primeiro voltou no 2º tempo da Copa do Mundo fechando o placar, e Vitor Roque ainda se recupera de lesão.
Maurício conquistou sua titularidade de vez no Palmeiras?
Ainda assim, Abel Ferreira pode manter o Palmeiras jogando assim pelo desempenho em campo. O Verdão foi muito mais ofensivo em todas as partidas. Na derrota contra o Atlético-MG, por exemplo, terminou o jogo com 21 finalizações. Contra o Fortaleza, foram 17 finalizações.
A explicação está na forma como o Palmeiras ataca e marca por pressão lá na frente.
Mais jogadores no ataque e saída de bola qualificada
Com três zagueiros, o Palmeiras consegue ter pelo menos sete jogadores no campo ofensivo. Com a posse de bola, Abel posiciona Allan pelo lado direito e Piqueréz aberto pela esquerda. Os dois abrem o campo e Marlon e Andreas ficam mais livres para apoiar o ataque, jogando já próximos do meio-campo do adversário. Veja na imagem.
Com três zagueiros, Palmeiras tem mais jogadores no ataque
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Esse time mais solto e criativo começa na qualidade lá atrás. Barboza encaixou como uma luva porque tem bons passes a partir da zaga. Contra o Fortaleza, Emiliano fez a mesma função de Gómez e ajudou o time a criar sem precisar de um volante pensando o jogo.
Confira na imagem abaixo: Marlon e Andreas voltam para buscar a bola. Depois disso, eles se mandam para frente como autênticos meias de chegada. É como se o Palmeiras ganhasse mais dois meias no ataque.
Marlon e Arias mais participativos no ataque
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“Qualquer sistema pode ser ofensivo ou defensivo. No século XXI, todos já sabem que eu quero agressividade ofensiva. Quero o Marlon perto da área, o Andreas. Uma equipe com sete atacando e três equilibrando.”
Ataque sem posição fixa e Mauricio como destaque
Destaque na Copa do Mundo pelo paraguai, Mauricio já fez 4 gols nos 4 jogos após a Copa do Mundo e atua como um “falso nove”, com movimentação livre pela frente. Atrás dele, Sosa e Arias trocam de posições e ajudam o Palmeiras a abrir espaços sem um centroavante de origem no time.
A imagem abaixo mostra bem como essa movimentação acontece. Mauricio busca a bola e Piqueréz corre, fazendo o movimento de “atacar o espaço”, ou seja, avançar para receber a bola do companheiro. Junto com ele, Arias e Sosa se posicionam na área, como opções para finalizar.
Mauricio é destaque e aproveita da liberdade de movimentação do sistema
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Veja que Andreas e Marlon avançam, e Allan pode trocar de posição. Um dos benefícios da nova posição da joia da base é justamente não ficar fixo ao lado direito e buscar dribles e jogadas para dentro da área, fazendo o Palmeiras atacar sempre com sete no ataque.
Na defesa, linha de quatro e proteção de Allan
Com mais jogadores no ataque, o Palmeiras consegue pressionar e roubar mais bolas no ataque. Um dos exemplos disso é que o líder de retomadas de bola é Arias, grande contratação no ano e considerado titular por Abel Ferreira desde que chegou.
A ideia de Abel é sufocar e pressionar a toda hora. Mas e se algo der errado e o adversário conseguir escapar?
Aí entra uma defesa “híbrida”: o Palmeiras joga com três zagueiros, mas muitas vezes se defende com uma linha de quatro. Piqueréz recompõe com Gómez ou Emi pelo lado direito. Marlon é o primeiro a recuar e dar proteção ao sistema defensivo. Esse posicionamento é um “último recurso” se o sufoco lá na frente não funcionar.
Palmeiras muitas vezes se defendeu com uma linha de quatro atrás
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O esquema até o momento só trouxe vantagens, como:
Com Allan e Piquerez abertos, Marlon e Andreas avançam e o Palmeiras consegue ocupar o campo ofensivo com até sete atletas.
O sistema também favorece a movimentação de Maurício, Arias e Sosa, deixando o ataque menos previsível.
Sem a bola, a equipe pode formar uma linha de quatro e manter proteção caso a pressão na frente seja superada.
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, no jogo contra o Fortaleza
Marcos Ribolli
E quando Flaco e Vitor Roque estiverem à disposição? E Paulinho finalmente puder emendar uma sequência?
Problemas para a comissão técnica do treinador português pensar lá na frente. Enquanto isso, o Verdão volta a campo nesta quarta, 05, onde defenderá a vantagem de três gols no jogo de volta contra o Fortaleza.
A bola rola às 21h30 desta quarta-feira, na Arena Pantanal.
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