Massis vive pressão no São Paulo em meio a transfer ban e pedido de expulsão
Harry Massis enfrenta momento de pressão com transfer ban e pedido de expulsão
Harry Massis enfrenta o momento de maior pressão desde que assumiu a presidência do São Paulo, em janeiro, depois da renúncia de Julio Casares.
Enquanto tenta encontrar uma solução para encerrar o transfer ban imposto pela Fifa, o dirigente precisa administrar uma crise política nos bastidores depois que passou a ser alvo de um pedido de expulsão do quadro associativo.
O Tricolor está impedido de registrar novos jogadores há duas semanas. A punição foi aplicada pela Fifa após o clube deixar de pagar a primeira parcela de 1,05 milhão de euros (R$ 6,08 milhões na cotação atual) referente à compra dos direitos econômicos do volante Marcos Antônio junto à Lazio, da Itália.
+ Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp
Desde a punição, Massis e o diretor financeiro Sérgio Pimenta tentam levantar recursos para quitar a dívida.
Nos bastidores, a avaliação é que o clube não dispõe do valor em caixa e trabalha para antecipar receitas que permitam o pagamento da pendência.
A quitação é considerada prioridade pela diretoria. Enquanto a punição permanecer, o São Paulo não poderá registrar o zagueiro Domingos Duarte e o lateral-esquerdo Iago Borduchi, reforços acertados para a sequência da temporada.
A expectativa da diretoria é solucionar o caso ainda nesta semana para que Dorival Júnior possa contar com os dois jogadores na partida de sábado, contra o Grêmio.
Mais do São Paulo:
+ Bobadilla se recupera de dores e volta a treinar com elenco
Harry Massis, presidente do São Paulo, em São Paulo x Palmeiras
Marcello Zambrana/AGIF
Bastidores pegam fogo
Paralelamente ao problema financeiro, Massis passou a enfrentar pressão também na esfera política. Um grupo de oito conselheiros protocolou um pedido de expulsão do presidente do quadro associativo. A solicitação foi encaminhada à Comissão de Ética e está sendo analisada.
Na representação, os conselheiros apontam o transfer ban como um dos principais fundamentos do pedido. Segundo o documento, a punição sofrida pelo clube seria um indício de “grave descontrole administrativo” e de uma possível gestão temerária.
O requerimento também pede o afastamento liminar de Massis. Pelo regimento interno, a Comissão de Ética tem até 20 dias para analisar o caso e elaborar um parecer, que pode acarretar em uma votação no Conselho Deliberativo.
O desgaste ocorre em meio ao início da movimentação para a eleição presidencial do São Paulo. Massis é um dos nomes cogitados para representar a situação, embora ainda não exista consenso em torno de sua candidatura.
+ Leia mais notícias do São Paulo
Desde que assumiu a presidência, o dirigente também precisou conduzir outras decisões importantes no departamento de futebol, como as demissões de dois treinadores e o desligamento do executivo Rui Costa, alvo de críticas da torcida.
A eleição do São Paulo está marcada para dezembro.
🎧 Ouça o podcast ge São Paulo🎧
+ Assista: tudo sobre o São Paulo no ge, na Globo e no sportv geRead More


