Márcio Zanardi não repetiu escalação na Ponte Preta; veja balanço após oito jogos
Em quase dois meses no comando da Ponte Preta, Márcio Zanardi segue sem conseguir repetir uma escalação sequer. Contratado para tentar mudar o rumo da equipe durante a Série B, o treinador utilizou oito formações diferentes nas oito partidas disputadas até aqui, reflexo de um cenário marcado por mudanças constantes no elenco.
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O retrospecto também evidencia as dificuldades encontradas desde a chegada ao Moisés Lucarelli: são sete derrotas e um empate, sem vitórias.
Márcio Zanardi em Ponte Preta x Criciúma
Marcos Ribolli
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Embora os resultados estejam abaixo do esperado, a ausência de uma equipe-base tem explicações que vão além das escolhas da comissão técnica. A crise financeira provocou saídas de jogadores importantes, o departamento médico acumulou desfalques e as punições impostas ao clube impediram a utilização dos reforços contratados para a sequência da temporada.
Mudanças em todos os setores
As alterações começaram pelo gol.
Titular absoluto até deixar a Ponte por causa dos atrasos salariais, Diogo Silva rescindiu contrato durante a Série B. Guilherme Viana assumiu a posição, mas acabou substituído por Vinicius Ferrari após oscilações.
Vinicius Ferrari e Guilherme Viana ao longo de Diogo Silva e dos preparadores
Marcos Ribolli
Na defesa, Zanardi tentou consolidar um sistema com três zagueiros, mas também encontrou dificuldades. Lucas Cunha foi o único nome praticamente fixo no setor. Ao seu lado, Sergio Palacios, Diego Leão, Márcio Silva e Danilo Barcelos alternaram entre titularidade, lesões, suspensões e mudanças por opção técnica.
O meio-campo foi outro setor afetado. A saída de Tárik e a lesão muscular de Murilo Cavalcante reduziram as alternativas de marcação, obrigando o treinador a improvisar atletas como Kevyson e Danilo Barcelos em diferentes momentos da competição.
Pottker, ex-atacante da Ponte Preta,
Gustavo Dias/Especial PontePress
Já o ataque perdeu peças importantes durante a crise financeira. William Pottker e Diego Tavares deixaram o clube, enquanto Brandão, David da Hora, Rodriguinho e Baianinho passaram a disputar espaço sem que nenhum conseguisse assumir definitivamente a posição.
Escalações usadas por Márcio Zanardi:
x Juventude: Diogo Silva; Thalys, Sergio Palacios, Diego Leão e Diego Porfírio; Tárik, Léo Gomes e Elvis; Diego Tavares, David da Hora e Brandão
x Novorizontino: Diogo Silva; Lucas Cunha, Márcio Silva e Danilo Barcelos; Thalys, Rodrigo Souz, André Lima, Elvis e Kevyson; Baianinho e William Pottker
x Atlético-GO: Guilherme Viana; Lucas Cunha, Diego Leão e Danilo Barcelos; Thalys, Léo Gomes, André Lima e Kevyson; William Pottker, Rodriguinho e Baianinho
x Fortaleza: Guilherme Viana; Thalys, Sergio Palacios, Lucas Cunha, Márcio Silva e Diego Porfírio; Danilo Barcelos, Kevyson e Elvis; Baianinho e Brandão
x Criciúma: Guilherme Viana; Sergio Palacios, Lucas Cunha e Márcio Silva; Diego Tavares, André Lima, Danilo Bracelos, Elvis e Kevyson; David da Hora e Brandão
x Goiás: Guilherme Viana; Sergio Palacios, Diego Leão e Lucas Cunha; Júlio, Juan, Danilo Barcelos, Elvis e Kevyson; Miguel e David da Hora
x Operário-PR: Vinicius; Sergio Palacios, Lucas Cunha e Márcio Silva; Júlio, Léo Gomes, Danilo Barcelos, Elvis e Diego Porfírio; Kevyson e Brandão
x Athletic: Vinicius; Sergio Palacios, Lucas Cunha e Danilo Barcelos; Júlio, Léo Gomes, André Lima e Porfírio; Kevyson, Elvis e David da Hora
Reforços ainda aguardam
A dificuldade para formar um time também passa pelo mercado.
Desde a abertura da janela de transferências, a Ponte contratou 11 jogadores, mas nenhum deles pôde estrear. O clube segue impedido de registrar atletas por causa de um transfer ban da CNRD e outros dois aplicados pela Fifa.
Márcio Zanardi e sua comissão técnica no banco de reservas
Marcos Ribolli
Sem os reforços, Zanardi precisou recorrer às categorias de base para completar até mesmo o banco de reservas. Na última rodada, diante do Athletic, sete dos oito suplentes eram formados no clube. A média de idade do banco foi de apenas 22,3 anos, tendo o experiente Rodrigo Souza como única exceção.
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A tendência é que a sequência de alterações continue diante do Ceará, na próxima sexta-feira.
Márcio Silva, desfalque contra o Athletic por problemas particulares, voltou a treinar e pode reaparecer entre os titulares. Já Brandão retorna após cumprir suspensão automática.
Quem também se aproxima de voltar é o volante Murilo Cavalcante. Fora de combate há exatos 90 dias por causa de uma lesão muscular, ele será reavaliado ao longo da semana e pode reforçar a equipe nas rodadas finais da Série B.
Murilo Cavalcante, volante da Ponte
Marcos Ribolli
Lanterna da competição, com apenas nove pontos, a Ponte visita o Ceará tentando encerrar um jejum de 14 partidas sem vitória e conquistar o primeiro triunfo sob o comando de Márcio Zanardi.
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