De dancinhas até o falso assalto: relembre momentos inusitados da Rio 2016
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Há 10 anos, o Rio de Janeiro recebia os Jogos Olímpicos de Verão em 2016 com uma bela cerimônia de abertura que contou com grandes nomes do esporte mundial. Para além dos momentos marcantes nas quadras, pistas, campos e piscinas, relembramos algumas situações um pouco inusitadas que rolaram ao longo dos 17 dias de competição.
“Tô felizão!”
O nadador Bruno Fratus acabou sendo lembrado não por seu desempenho, mas sim pela icônica frase dita a reportagem do sportv logo após o 6º lugar na final dos 100m do nado borboleta. Perguntado se estaria ‘chateado’ com o resultado, ele foi respondeu com ironia: “Não, tô felizão!”. Posteriormente ele se desculpou e hoje leva o caso com bom humor.
Relembre: “Felizão”, Bruno Fratus brinca com frustração em 2016
Marchando para o banheiro…
O francês Yohann Diniz liderava a prova da marcha atlética com folga, tudo indicava que ele levaria a medalha de ouro. Porém, diante de um calor extremo do Rio de Janeiro, o atleta teve algum problema estomacal e precisou interromper sua performance no meio da prova. O marchador perdeu a liderança e as chances de medalha. No entanto, motivado pela torcida brasileira, ele seguiu na competição e terminou com o 8º lugar.
Francês Yohann Diniz é o significado do espírito olímpico na marcha atlética da Rio 2016
Sai Zikaaa!
As declarações da então goleira norte-americana, Hope Solo, antes de chegar ao Brasil sobre a epidemia de Zika Vírus não foram bem aceitas pelo público brasileiro. Em suas redes sociais, a atleta ironizava a vinda ao Brasil em seus vídeos com repelentes e mosquiteiros. A torcida brasileira não perdoou e em todos os jogos dos Estados Unidos, quando a goleira ia bater um tiro de meta, gritavam ‘zika’. No fim, Hope Solo voltou aos EUA livre do zika vírus, mas também sem medalha.
Torcida grita “Zika” para Hope Solo
Dancinha de Kiribati
David Katoatau, levantador de peso do Kiribati, pequeno arquipélago localizado na Oceania, chamou a atenção não apenas por sua técnica ao levantar cargas enormes na Rio 2016, mas por sua performance logo após a execução da prova. O atleta kiribatiano sempre dançava de uma maneira bastante peculiar a cada participação nos jogos do Rio de Janeiro. A medalha passou longe, mas o seu carisma trouxe o público ao delírio.
Levantamento de peso Rio 2016 David Katoatau – 105kg
Reuters
Lochte e o falso assalto
O nadador norte-americano Ryan Lochte se envolveu em polêmica gigante durante os jogos do Rio em 2016. Ele e outros nadadores da delegação americana, resolveram sair da Vila Olímpica e desfrutar um pouco da noite carioca. Após muitos drinks e cervejas, ele e os colegas protagonizaram uma confusão em um posto de gasolina ao depredar o banheiro do local e foram abordados por policias civis que buscavam entender a situação. Lochte foi o único que não atendeu aos pedidos da abordagem policial.
Questionado, o atleta mentiu ao alegar que havia sofrido um assalto, o que foi desmentido depois de imagens de segurança serem reveladas, o que trouxe problemas para o ex-nadador. Após o ocorrido, ele viu sua carreira enfrentar complicações, além da suspensão determinada pelo COI pela falsa testemunha, ele enfrentou casos de doping e não conseguiu mais classificações para representar os EUA nos Jogos Olímpicos de 2021 e de 2024, em Tóquio e em Paris, respectivamente.
Nadador americano Ryan Lochte perde patrocínios após mentir sobre assalto no Rio
O carisma de Bolt
O Rio de Janeiro consagrou uma lenda do esporte! Usain Bolt se tornou o primeiro atleta da história do atletismo a conseguir um triplo-triplo, conseguindo o ouro nos 100m, 200m e no revezamento 4x100m pela terceira vez consecutiva. No entanto, o carisma de Bolt foi além das pistas, o jamaicano dançou, cantou, sorriu ao terminar uma prova e ainda curtiu a noitada carioca… Quem viu, viu!
Veja Usain Bolt correndo ao som de Bob Marley
Alô?!?
Já pensou você estar disputando uma Olímpiada e de repente o seu celular cai do seu bolso? Foi isso que aconteceu com o esgrimista francês Enzo Lefort no meio da luta com o alemão Peter Jappich. O detalhe é que ele colocou o aparelho no bolso pouco antes do confronto começar. Jamais saberemos de quem ele estava esperando algum contato, mas a parte triste para Enzo é que ele perdeu o duelo para o alemão.
Vara no salto…
Ultrapassar o sarrafo é o grande objetivo de um saltador, mas quando você esbarra e o derruba a frustração é gigantesca. O japonês Hiroki Ogita viu suas chances de disputar a final da prova no Rio de Janeiro por uma situação desagradável, após quase ultrapassar o sarrafo, as pernas do atleta nipônico passaram pelo obstáculo mas o fez balançar. O golpe final para derrubar o sarrafo foi aplicado pelo seu próprio órgão genital… Inacreditável!
Torcida pelo juiz
Sem brasileiros para torcer durante uma luta de boxe realizada no Pavilhão 6 do Riocentro, a torcida da casa resolveu torcer por outro brasileiro que estava no ringue, o juiz Jones Kennedy Rosário. A situação ficou ainda mais engraçada com os gritos de “juiz, juiz, juiz” e com a vibração do ginásio a cada vez que Rosário precisava separar os lutadores para que a luta continuasse.
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Brilhando na passarela do Maracanã
Outro momento marcante dos jogos no Rio de Janeiro aconteceu na cerimônia de abertura. A modelo internacional Gisele Bündchen chamou a atenção ao desfilar todo o seu charme e belo vestido ao sem de ‘Garota de Ipanema’, de Tom Jobim.
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