Autor de “poker-trick” contra Remo, ex-Atlético rivalizou com Ronaldo e hoje lidera grupo de pagode
Neste sábado, Atlético-MG e Remo voltam a se enfrentar em Belém pelo Campeonato Brasileiro depois de três décadas. No duelo de 1994, um jovem camisa 9 brilhou. Hoje, ele trocou a chuteira pelo “tantã” e dá show em um outro palco.
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O atacante era Reinaldo Rosa. Lembra dele? Surgiu no Atlético, nos anos de 1990, como grande promessa. “Rivalizou” com Ronaldo (o futuro Fenômeno), do Cruzeiro, entre os camisas 9 do futebol mineiro da época.
– Eu já tinha encontrado com o Ronaldo na seleção de base. Ele era São Cristóvão, tanto que tinha essa conversa que ele ficou na minha reserva, porque eu era do Atlético, o Caio era do São Paulo. A gente estava na frente, a visibilidade era melhor. Depois, eu assustei, ele já estava aqui em BH, começou a rivalidade. Ele fazia gol de lá e eu daqui. Era uma disputa boa.
Em seus grandes momentos está a atuação contra o Remo, pelo Brasileiro de 1994. Era época da Selegalo, de Neto e Renato Gaúcho.
– Era o time da Selegalo, que tinha Renato Gaúcho, Gaúcho, Neto, Eder Aleixo. E eu estava no meio.
Reinaldo Rosa, do Atlético-MG
Reprodução TV Globo
Mas o “time dos sonhos” não vingou. Foi desfeito. Reinaldinho, que já vinha acumulando gols, ganhou os holofotes.
– Quando o Levi Culpi chegou no Atlético, eu era reserva. Ele falou: “Nunca vi o artilheiro na reserva”. O Levir me pôs de titular. Eu fiquei quatro jogos sem fazer gol. Chegou o jogo contra o Remo e eu fiz quatro gols.
O Atlético vinha em busca de uma vaga para as fases finais do Brasileiro. Em Belém, atropelou o Remo por 6 a 0 (assista abaixo). Reinaldo Rosa marcou um “poker-trick”, nome dado quando um jogador balança as redes quatro vezes em uma mesma partida. A origem é o jogo de cartas pôquer, na qual a jogada com quatro cartas iguais é rara.
Atlético vence Remo em 1994 com quatro gols de Reinaldo Rosa
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Reinaldinho ficou no Galo até 1995, quando foi negociado com o Anderlecht (BEL). Voltou ao clube em 1995. Ao todo, tem 53 gols em 116 jogos com a camisa alvinegra.
Aposentou-se dos gramados durante os anos 2000. Atualmente, lidera um grupo de pagode em Belo Horizonte.
Reinaldo Rosa, ex-atacante do Atlético-MG
Lafaete Vaz
– Sempre gostei de pagode, desde novo. Antes de eu ir jogar no Atlético, já curtia. Eu morava no bairro Santo André, lá sempre tinha roda de samba. Meu pai também sempre gostou. Depois, juntou a fome com a vontade de comer. Graças a Deus, o Pagode do Rei já tem 20 anos.
– É uma família. Não é uma família só entre a gente. É entre as famílias da gente mesmo, esposa, filho, neto. Tem um sítio que a gente sempre reúne. Fico até emocionado. No futebol, você não me enche a mão das pessoas que são amigas de verdade.
Reinaldo Rosa, ex-atacante do Atlético-MG
Lafaete Vaz
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