RÁDIO BPA

TV BPA

Análise: escorregadas mantém Remo dentro do Z-4 da Série A

Análise: escorregadas mantém Remo dentro do Z-4 da Série A

Remo 2 x 2 Atlético-MG | Melhores momentos | 22ª rodada | Brasileirão 2026
O Remo teve mais uma grande oportunidade de deixar o Z-4 da Série A, posição que ocupa desde a 5ª rodada sem conseguir sair. O começo foi animador, com um gol do atacante Jajá logo aos dois minutos do jogo contra o Atlético-MG. Porém, o time cedeu uma virada ainda no primeiro tempo.
📲Clique aqui para seguir o canal do ge PA no WhatsApp
Ao menos o empate veio com Gabriel Taliari, que marcou o primeiro dele após quase quatro meses, mas o ponto único somado diante de 15 mil azulinos no Estádio Mangueirão mantém o time na zona de rebaixamento.
Zé Ricardo em ação pelo Remo contra o Atlético-MG
Pedro Souza / Atlético
Escalação com Marllon liberado
Logo de cara, uma novidade na escalação: Marllon, liberado em cima da hora por conta de um efeito suspensivo conseguido pela diretoria do clube, foi titular e capitão da equipe. Fora isso, os 11 iniciais tiveram a presença de Matheus Alexandre, na vaga do lesionado Marcelinho, e Taliari, por opção, no lugar de Alef Manga.
Confira o time titular do Remo
Marcelo Rangel; Matheus Alexandre, Marllon, Matheus Felipe e Mayk; Zé Welison, Picco e Zé Ricardo; Pikachu, Jajá e Taliari.
Initial plugin text
Veja mais:
+ Taliari comemora reencontro com as redes, mas lamenta primeiro tempo do Remo

Subindo a pressão na saída de bola do Atlético-MG no início do jogo, o Remo aproveitou um erro da defesa do adversário, aproveitado por Marllon, que escorou de cabeça para Jajá. O atacante dominou já ajeitando a bola na frente, e finalizou com categoria, colocado, abrindo o placar logo aos dois minutos.
Aos 2 min do 1º tempo – gol de Jajá, do Remo, contra o Atlético-MG
Depois de conseguir o gol, o Leão baixou as linhas e viu o Galo ter acima de 70% da posse de bola, mas sem criar chances reais. Aos 19, o time voltou a assustar, em um chute de longa distância de Zé Ricardo, sem perigo, diferente de outra tentativa quatro minutos mais tarde, em chute colocado, defendido por Everson.
A falta da bola, porém, iria custar caro. Aproveitando de um evidente baixar das linhas do time azulino, além de um “calcanhar de aquiles” que havia sido escancarado no primeiro jogo pós-Copa do Mundo, o lado esquerdo defensivo, o Atlético-MG chegou a dois gols no intervalo de quatro minutos.
Aos 33, Preciado passou em velocidade sem ser acompanhado por Jajá, ou mesmo Mayk, ambos marcando a bola. O lateral/ala direito do Galo cruzou na cabeça de Reinier, livre, já que Matheus Alexandre escorregou e não conseguiu acompanhar.
Já aos 37, Minda teve um corredor todo aberto, enquanto o lateral-esquerdo remista tentava fechar o passe por dentro, enquanto que, do outro lado, o lateral-direito do Remo não acompanhou, e Bernard só empurrou para o gol vazio.
Aos 37 min do 1º tempo – gol de dentro da área de Bernard do Atlético-MG contra o Remo
Sem a parceria ofensiva de Marcelinho pela direita, Pikachu só apareceu aos 44 minutos, quando tentou cavar um pênalti. Antes disso, os remistas chegaram em uma cabeçada com Taliari, aos 42, e um chute bloqueado de Jajá, aos 43, além de uma tentativa de cavar pênalti com Pikachu, aos 44, sem sucesso.
No intervalo, os números apontaram pouco mais de 70% de posse de bola para o Atlético-MG, que teve com quase três vezes mais passes que o Remo (390 a 143).
Na segunda metade do jogo, o Remo voltou com duas mexidas do intervalo, a primeira delas foi a saída de Matheus Alexandre para entrada de Alef Manga, que passou a ocupar o lado direito do ataque, recuando Pikachu para a lateral direita.
Alef Manga, atacante do Remo
Samara Miranda / Ascom Remo
A outra mexida foi a substituição de Leonel Picco, que esteve em uma noite pouco inspirada, para a entrada de David Braga. Desta vez, quem precisou recuar foi Zé Ricardo, auxiliando Mayk na marcação, deixando o espaço à frente da dupla de volante para o meia que acabara de entrar.
As trocas no meio de campo foram a chave para a reação do Remo, claro, somadas a um recuo do Atlético-MG para tentar segurar a vantagem. O volume no segundo tempo foi maior, representado principalmente na posse de bola, de 59% a 41% a favor do Leão.
Em coletiva pós-jogo, Léo Condé explicou que a entrada de David Braga teve o objetivo de “sustentar a bola no meio de campo”, enquanto que a do meia Vitor Bueno se deu pela “capacidade de último passe”. Curiosamente, a entrada do camisa 15 rendeu vaia ao treinador, mas não pela escolha de quem entrou, e sim por tirar Jajá.
Segundo o comandante, o jogo não favorecia o atacante, pois o Galo tinha fechado os espaços que costumam ser explorados pelo autor do primeiro gol. Pois bem, a mexida precisou de apenas dois minutos para surtir efeito. Depois de entrar aos 26, o meio-campista acertou um passe na medida para Gabriel Taliari, que driblou Everson e chutou sem ângulo para empatar.
Aos 28 min do 2º tempo – gol de Gabriel Taliari, do Remo, contra o Atlético-MG
Passado um susto aos 32, quando o VAR sugeriu a revisão de um possível pênalti de Marllon em Pascini, o jogo não teve tanta emoção até o fim, eis que, aos 48, Everson recebeu um recuo na fogueira, foi pressionado por Taliari, e mandou na direção onde estava Alef Manga, que antecipou a marcação, ficou cara a cara com o goleiro, mas perdeu a passada, escorregou e caiu, perdendo a última chance real de gol da partida.
As escorregadas do Remo seguem cobrando um preço caro do time. Considerando apenas o recorte pós-Copa, o time sofreu com o corredor pelo lado esquerdo contra o Atlético-MG e diante do Corinthians, e vacilou na bola parada diante do Mirassol.
Caso o Internacional tropece neste domingo, 9, contra o Palmeiras, ou mesmo que vença, o duelo entre Leão e Colorado no Beira-Rio no próximo dia 17, no encerramento da 23ª rodada, será de “seis pontos”, e não permitirá um novo escorregão.
Jogadores do Remo comemoram gol de empate com o Atlético-MG
Samara Miranda / Ascom Remo geRead More