Análise: empate escancara as dificuldades do Bahia para vencer em casa e acende alerta por G-5
Bahia 0 x 0 Vasco | Melhores Momentos | 22ª rodada | Brasileirão 2026
O Bahia deixou claro ao longo dos meses que aquele jogo bonito das temporadas passadas só existia em lampejos. Agora, além de passar longe do bom futebol, o Tricolor tem sérias dificuldades para obter resultados, algo reforçado no empate por 0 a 0 diante do Vasco, o quarto consecutivo neste Brasileirão.
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O time de Rogério Ceni não encontrou soluções para fazer gols, terminou o jogo com apenas duas finalizações ao alvo e pareceu mais perto da derrota do que da vitória ao longo dos 90 minutos disputados no último domingo, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, pela 22ª rodada [assista aos melhores momentos no vídeo acima].
Bahia x Vasco – Brasileirão
Márcio José/AGIF
Centroavantes não funcionam
Sem poder contar com o atacante Erick Pulga, suspenso, Rogério Ceni escalou dois centroavantes. Willian José foi titular ao lado de Alejo Veliz, uma decisão que se mostrou completamente errada. O primeiro participou de poucas jogadas como pivô e desacelerou contra-ataques, o que deixou a torcida na bronca. Alejo quase não foi acionado dentro da área e fez outro gol anulado.
– Ele (Willian José) flutuou muitas vezes e criou espaços, foi a opção que a gente teve. A gente tinha Kike, que ficou sem treinar, Pulga estava suspenso. Para fazer essa função, achamos que Willian era a melhor alternativa – justificou Rogério Ceni depois da partida.
O técnico também apostou na dobra Rodrigo Nestor, como meia, e Luciano Luba, como lateral, estratégia que deixou o time nulo nos ataques pela esquerda. Faltou um jogador de velocidade neste setor.
Veja abaixo como ficou o posicionamento ofensivo no primeiro tempo:
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O lado direito foi a melhor alternativa graças à velocidade de Ademir, atacante que teve as duas únicas finalizações com perigo do Bahia no primeiro tempo (uma delas defendida por Léo Jardim), antes de sair machucado de campo e ser substituído por Kauê Furquim.
Mas Jean Lucas como meia e Roman Gomez como lateral não deram o apoio necessário para que o Bahia tivesse posse pela direita. No fim das contas, o Tricolor não controlou o jogo no meio de campo e ficou refém de bolas longas de David Duarte, mas apenas uma delas deixou Juba em condições de finalizar (lateral foi travado depois de primeiro drible).
O primeiro tempo só não foi pior porque a linha defensiva suportou as investidas do Vasco. Além disso, um gol sofrido pelo Tricolor depois de bola longa e lentidão na transição defensiva foi anulado por impedimento.
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Tentativas em vão
A volta para o segundo tempo começou com outra mudança por problema físico, desta vez a entrada de Zé Guilherme no lugar de Luciano Juba, que havia sentido dores no tornozelo direito. Além disso, Ceni inverteu os meias: Nestor foi jogar na direita, e Jean Lucas na esquerda.
Mas o Bahia passou longe de criar chances de gol, mesmo com maior presença no ataque (sofreu outro gol anulado em bola nas costas da defesa). Com isso, Rogério Ceni colocou Michel Araujo no lugar de Willian José.
Já Caio Alexandre entrou no lugar de Jean Lucas e fez a saída de bola ao lado de Acevedo, no que pareceu ser um 4-4-2 mais clássico, com Nestor como meia pela esquerda, Michel pela direita, e Furquim como atacante. Veja abaixo:
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Neste momento da partida, o Bahia não teve presença ofensiva contundente, nem criou jogadas, mesmo com acertos de Caio Alexandre e Furquim na criação. Sem manter posse de bola e colocar o Vasco para trás, o Tricolor teve muitas vezes que se preocupar com as descidas do clube carioca e neutralizar cruzamentos e lances de bolas paradas.
O Tricolor não saiu de um sonolento jogo como mandante e terminou a partida com um gol de Sanabria (substituiu Nestor) anulado por impedimento depois de lance isolado de Acevedo no um contra um na intermediária. No mais, apenas cruzamentos para ninguém na segunda etapa.
Resumo do Bahia:
Dois centroavantes não funcionaram;
Lado esquerdo praticamente não criou jogadas no primeiro tempo;
Ademir saiu machucado;
Refém de infrutíferas bolas longas;
Jogo ficou mais distribuído pelos dois lados na segunda etapa, mas sem criatividade;
Cruzamentos sem aproveitamento.
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Rodrigo Nestor em Bahia x Vasco
Letícia Martins/EC Bahia
Alerta ligado
Rogério Ceni teve a pausa para a Copa do Mundo para mudar o sistema de jogo do Bahia , mas o 4-4-2 parece derreter rapidamente. Cada vez mais perdido dentro de casa, o Tricolor amarga péssima campanha como mandante e não cria gordura na briga por Libertadores. São 33 pontos até agora, com apenas 18 pontos obtidos na Fonte Nova (quatro vitórias e seis empates).
Ao menos a próxima rodada vai ter o Bahia como visitante em desafio contra a Chapecoense, no próximo domingo, às 11h (de Brasília), na Arena Condá. A partida contra o último colocado é válida pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Foi a própria Chape a última vítima do Tricolor, há quase um mês. geRead More


