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Zubeldía confia em classificação do Fluminense às quartas da Libertadores: “Temos bons jogadores”

Zubeldía confia em classificação do Fluminense às quartas da  Libertadores: “Temos bons jogadores”

Fluminense 0 x 0 I. Rivadavia | Melhores momentos | Oitavas | CONMEBOL Libertadores 2026
O Fluminense abriu a disputa das oitavas de final da Libertadores com um empate sem gols com o Independiente Rivadavia, nesta terça-feira, no Maracanã. A atuação ruim gerou vaias da torcida e gritos de “time sem vergonha”, além de xingamentos ao técnico Luís Zubeldía – que, por sua vez, reforçou a confiança na qualidade do time para buscar a classificação na Argentina.
— Temos bons jogadores o suficiente para ganhar a Libertadores. Estamos em um momento ruim de resultado e jogo. A última decisão é dos jogadores em campo, e temos bons jogadores — disse Zubeldía.
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André Durão
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Questionado sobre uma possível falta de senso de urgência do Fluminense, Zubeldía citou as dificuldades impostas pelo Independiente Rivadavia. Os clubes já haviam se enfrentado na fase de grupos da Libertadores, com um empate e uma vitória dos argentinos.
— Foi muito duro, muito duro. Sabíamos que seria um jogo muito difícil, porque é uma equipe que hoje é a melhor da Argentina em toda a temporada. Já tínhamos enfrentado eles duas vezes e foi duro, como esperávamos. Mas, mesmo nós fazendo um jogo discreto, ruim, como quiserem chamar, tivemos muito a bola, mas com muito pouca efetividade para conseguir incomodar o adversário, principalmente no último terço. Mas é jogo de oitavas de final, e realmente é um jogo duro. Já é a terceira vez que jogamos contra eles, e os três jogos foram difíceis.
O Fluminense volta a campo para enfrentar o Palmeiras, no sábado, pelo Campeonato Brasileiro. Depois, o clube viaja para a Argentina para o jogo de volta das oitavas da Libertadores, contra o Independiente Rivadavia, na próxima terça-feira. Quem vencer, avança de fase.
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Jorge Rodrigues/AGIF
Outros tópicos da entrevista de Luís Zubeldía:
Escolhas da escalação:
— Bom, é um cenário como visitante. Muda um pouco, claro, o contexto. Hoje, a pressão era nossa, nós tínhamos que ir buscar o resultado. Acho que, em muitos momentos, fomos imprecisos em situações que, em alguns momentos da temporada, fazíamos melhor. E isso também é um pouco a Copa, não é? A gente entende que a obrigação, jogando em casa, é ganhar. Entende também que o desespero, se o gol não chega cedo, pode atingir qualquer um dos jogadores.
— Agora, como visitante. São 180 minutos. É um campo aberto, um campo em que também dá para jogar e em que pode haver mais espaços. O que mais chama a atenção é que aquilo que nós nos propusemos, além de ter a bola, era não sofrer contra-ataques nas transições, porque é justamente isso que eles esperam: uma transição, um cruzamento ou uma bola parada. Nós tivemos muito a bola, mas, evidentemente, não tivemos os mecanismos necessários para criar situações e fazer um bom jogo. Esperamos que, como visitante, isso mude.
Por que o Fluminense não tem conseguido começar bem os jogos?
— Como teríamos muito a bola, o rival terminaria cansado. No segundo tempo, com o desgaste e as nossas trocas, teríamos que encontrar os espaços, mas não pudemos aproveitar. Fomos ineficientes ofensivamente. Se você tem a bola no primeiro tempo, eles sentem cansaço no segundo tempo. Você segue empurrando.
Precisa de reforços?
— Não. Não estou pensando nisso neste momento.
Opções na escalação:
— É uma boa alternativa, também jogar com meia-atacante. Temos opções que o banco permite trazer esse equilíbrio. Mas agora não pudemos estar ao nível que todos esperavam. Mesmo com as trocas. Pode ser duro no primeiro tempo, é quando o rival está mais organizado. No segundo, precisavamos de jogadores de mais aceleração no último terço, com mais drible curto e em pouco espaço, mas não fizemos a partida que tínhamos em mente.
Atuação de Hulk:
— Acho que o mais saudável agora é não individualizar nenhum rendimento e ser bem claro que não fizemos o jogo que esperávamos, que tínhamos em mente, sem citar nomes. Depois, eu sei que o futebol tem essas coisas. Quando parece que você não está em uma boa fase ou está em um nível abaixo, isso pode mudar de um dia para o outro, de um jogo para o outro. E assim é a vida de um jogador, assim é a vida de uma equipe. Sem dúvida, a confiança está baixa, porque há situações que podemos resolver melhor. E temos que saber superar isso. Estamos passando por esse momento difícil que não queríamos passar, mas, no que diz respeito à eliminatória, ela segue aberta, porque só foi disputado o primeiro jogo. Empatamos em 0 a 0 e agora temos que decidir fora de casa.
Desempenho da equipe:
— Não estamos bem. Não fizemos uma partida como esperávamos. Não vou me aprofundar mais porque não tem sentido.
Opção de deixar Canobbio e Lucho Acosta no banco:
— Simples. Sentíamos que, se conseguíssemos fazer as ultrapassagens como aconteceu no primeiro jogo, lembro que fizemos um gol chegando com o Arana, combinando uma série de passes. Então, a presença do Hulk poderia ajudar o Castillo, formando uma dupla de ataque em alguns momentos. Não o tempo todo, porque ele começou pela direita para terminar por dentro, mas poderia ser uma opção com as subidas do Guga e com a posse dos nossos meio-campistas.
— E por isso digo: tivemos a bola. Apesar de termos cometido erros não forçados na circulação, faltou profundidade, sem dúvida. E, quando falta profundidade, naturalmente os dois atacantes acabam ficando sem opções de gol. Acho que, nesse contexto, o Soteldo esteve bem. Foi quem mais tentou. Acho que foi preciso no jogo, porque partiu para cima, gerou superioridade numérica e tudo mais. Mas faltou a outra parte. Faltou alguma coisa a mais que nós não conseguimos fazer.
Tomadas de decisão no último terço:
— Difícil de explicar. Nessas sete partidas sem ganhar, houve jogos em que tivemos muitas ocasiões, outras não. E partidas em que falhamos em algumas combinações que habitualmente saíam. Me lembro de uma com Lucho, que era uma bola que entrava antes. Quando dá certo, no minuto que seja, te dá mais confiança. Estamos em um momento difícil. Há situações que saíam e hoje não saem. Isso é futebol. Tem que mudar. Com trabalho e com muita consistência isso vai mudar. Tem que mudar.
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