Não é só Memphis: Stabile acumula vetos a negociações avançadas no Corinthians
Voz do Setorista: Memphis Depay não veste mais a camisa do Corinthians
A não renovação do contrato com Memphis Depay é mais um caso de negociação conduzida pelo departamento de futebol do Corinthians e barrada pelo presidente Osmar Stabile.
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Depois de meses de negociação, o dirigente decidiu não renovar o contrato do atacante holandês, que chegou ao Brasil há uma semana, passou por exames médicos e aguardou a solução dos últimos impasses jurídicos.
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Quando já não havia mais empecilhos burocráticos, o presidente corintiano ficou três dias sem assinar o novo contrato antes de decidir que não daria aval à renovação, sob a alegação de “responsabilidade financeira”.
O presidente também vetou outros negócios já acertados pelo departamento de futebol, como as contratações de Alisson, Kayky e Rony e a venda de André.
Executivo de futebol Marcelo Paz e presidente Osmar Stabile antes de Corinthians x Barra na Neo Química Arena
Marcos Ribolli
Embora o executivo Marcelo Paz tenha autonomia para conduzir as negociações, é o presidente corintiano quem dá a palavra final nos acordos, com base em aspectos financeiros, mas não apenas neles. Pressões internas e repercussões também são levadas em consideração nas decisões.
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Alisson: ida ao CT e pedido de desculpas
No caso de Alisson, o meio-campista chegou a ir ao CT Joaquim Grava, na época em que Dorival Júnior ainda era o técnico da equipe. Estava tudo certo para que o jogador do São Paulo fosse emprestado ao Timão até o fim deste ano, restando apenas o pagamento da transferência. Stabile, porém, repensou o negócio e barrou a contratação.
Segundo dirigentes, o Corinthians até teria R$ 1 milhão para garantir o empréstimo, mas os demais termos do acordo pesaram negativamente. A diretoria financeira avaliou que não haveria previsão orçamentária para fechar negócio.
O imbróglio causou mal-estar e fez Paz telefonar para Alisson para pedir desculpas pela reviravolta em nome do Corinthians.
Kayky: veto por atrito com Bahia
No caso do atacante Kayky, Stabile desistiu do empréstimo, que era dado como certo, por entender que seria hipocrisia fazer negócio com o Bahia enquanto acusa o clube nordestino de aliciamento a Kauê Furquim.
No ano passado, o Bahia pagou a multa rescisória do jovem, à época destaque das categorias de base, e o retirou do Parque São Jorge por “apenas” R$ 14 milhões.
Paz conduziu as conversas com os representantes de Kayky e fechou o acordo, posteriormente desfeito pelo presidente.
André: críticas públicas de Dorival
Para vender André ao Milan, o Corinthians fez reuniões, acertou valores, aceitou os termos e trocou e-mails e minutas de contrato. Estava tudo alinhado, a ponto de o estafe do volante dar o acordo como certo.
Faltava a assinatura do mandatário corintiano, que vetou a transferência alegando que não gostou dos 17 milhões de euros (cerca de R$ 103 milhões) oferecidos pelo Milan pelos 70% dos direitos econômicos do jovem de 19 anos pertencentes ao Corinthians.
André em jogo do Corinthians
Rodrigo Coca/Agência Corinthians
O recuo do Corinthians, por decisão de Stabile, ocorreu no dia seguinte à revelação da negociação e às duras declarações públicas de Dorival contra a venda.
Houve também forte repercussão negativa entre os torcedores. Boa parte da torcida considerou os valores envolvidos muito aquém do que o clube deveria faturar com André, uma das joias da base.
Em uma entrevista ao ge meses depois, Stabile disse que não se arrependia de não ter negociado André, mas admitiu que o clube precisava vender jogadores.
Rony: alto valor e rejeição
A repercussão negativa e a questão financeira também levaram o Corinthians a não avançar na contratação do atacante Rony, hoje no Santos e, na época, no Atlético-MG.
Quando a informação sobre a negociação veio a público, nos bastidores o Corinthians fez questão de dizer que se tratava de um nome monitorado – não necessariamente em estágio avançado para contratação.
Em entrevista ao jornalista Benjamin Back, Paz admitiu que, para além da questão financeira, a rejeição da torcida pesou para que o Corinthians não avançasse nas conversas.
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