Andrew e Tristan Tate têm conjunto de passaportes com nomes falsos, diz Justiça do Reino Unido
Andrew Tate (à direita) e seu irmão Tristan em um evento em 11 de abril de 2026, em Miami
AP Photo/Julia Demaree Nikhinson, Pool
Os irmãos Andrew e Tristan Tate, influenciadores do movimento red pill que estão presos há 3 semanas nos EUA, possuem vários passaportes com nomes falsos, segundo a Justiça do Reino Unido.
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De acordo com documentos judiciais apresentados por procuradores britânicos, Tristan, por exemplo, possuía um passaporte mexicano com sua foto e data de nascimento, mas com o nome de Vladimir Scorpius, o nome do principal vilão do romance de espionagem 007 “Scorpius”, de 1988: um traficante de armas.
Uma foto do passaporte falso foi divulgada pelo Tribunal Distrital do Sul da Flórida. Um vídeo postado por ele, em que ele afirma “Eu sou Vladimir Scorpius” durante um passeio de barco, também confirma a fraude.
Passaporte falso de Tristan Tate, com nome de vilão de James Bond
Tribunal Distrital do Sul da Flórida / Divulgação
Já Andrew, aponta a investigação feita pelos procuradores, se gabava abertamente nas redes sociais de ter “8 vidas… 8 carteiras de habilitação e passaportes”, e de escapar das autoridades em vários países.
Os detalhes sobre as múltiplas identidades dos influenciadores foram revelados em novos documentos apresentados esta semana pela Embaixada Britânica em Washington.
A prisão da dupla, feita em um evento de boxe em Miami, no dia 18 de julho, foi feita a pedido da Procuradoria da Coroa Britânica (equivalente ao Ministério Público) dos EUA.
Dois dias depois, noticiou a imprensa americana, o Reino Unido pediu a extradição de Andrew e Tristan Tate.
Ao apresentar a denúncia sobre os passaportes falsos, a Justiça britânica deseja impedir que o juiz que está cuidando do caso dos irmãos nos EUA permita que eles sejam libertados sob fiança, e alerta para o risco de fuga.
Os procuradores britânicos também alegaram que “existem motivos substanciais para acreditar que Andrew Tate e Tristan Tate tentariam identificar e interferir com testemunhas se fossem libertados”.
Andrew e Tristan, que se apresentam como defensores da hipermasculinidade e têm milhões de seguidores nas redes sociais, enfrentam um total combinado de 59 acusações criminais, incluindo estupro, tráfico sexual e crimes relacionados a imagens indecentes de crianças e pornografia extrema.
Uma audiência de custódia para os irmãos está marcada para esta quinta-feira (13).
Quando os dois foram presos, Joseph McBride, advogado de defesa deles em Miami, classificou as acusações como “caluniosas” e disse que vai contestar o pedido de extradição.
McBride também afirmou que os irmãos estão sendo assediados por outros detentos na prisão, e argumentou que as acusações contra eles “os tornaram alvos fáceis para serem esfaqueados, agredidos e assassinados”.
“Toda vez que alguém passa perto da cela deles, eles são chamados por um termo que começa com ‘P’, mais apropriado para (Jeffrey) Epstein do que para eles mesmos”, declarou.
Andrew e Tristan já haviam sido presos anteriormente: em 29 de dezembro de 2022, na Romênia, por suspeita de envolvimento com um esquema de tráfico sexual.
Por lá eles enfrentam acusações que incluem relações sexuais com uma menor, tráfico de menores, chefiar uma organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Eles possuem dupla cidadania (americana e britânica) e mudaram-se para a Romênia em 2016.
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