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Ídolo de ASA e CSA, Didira lembra momentos marcantes e promete apoio na busca pelo acesso

Ídolo de ASA e CSA, Didira lembra momentos marcantes e promete apoio na busca pelo acesso

Aos 21 min do 2º tempo, gol de cabeça de Didira do CSA contra o Criciúma
O fim de semana será de fortes emoções para os torcedores de ASA e CSA. Sábado, os azulinos entram em campo para decidir o acesso contra o Uberlândia, no Rei Pelé. No domingo, será a vez dos alvinegros duelarem com o Goiatuba, no Coaracy, por uma vaga na Série C do próximo ano.
Em meio aos dois confrontos, um personagem alagoano tem cadeira cativa na história. Ídolo dos dois clubes, o meio-campista Didira merece um destaque especial.
Didira: a incrível história do menino que tinha asas nas costas
Didira conquistou títulos e acessos por ASA e CSA
Denison Roma / GloboEsporte.com
No clube arapiraquense, o menino de origem humilde superou a fome e passou de gandula a maior jogador da história. Pelo ASA, Didira não só ganhou títulos e conquistou o acesso, mas deixou um legado.
A trajetória vitoriosa na equipe da cidade natal abriu portas e o meio-campista foi emprestado ao Atlético-MG, em 2011. No ano seguinte, retornou ao clube alvinegro e, em 2016, se transferiu justamente para o CSA.
Pelo clube da capital, Didira entrou para a história do futebol ao conquistar três acessos consecutivos e sair da Série C para a A, com direito a título de campeão da Série C, em 2017, e um bicampeonato alagoano em 2018/2019.
Em entrevista ao ge, Didira falou como é ser ídolo de dois dos clubes mais tradicionais de Alagoas e comentou como fica num fim de semana que promete mexer com o coração.
— Ser ídolo do ASA e do CSA é algo que é difícil. Principalmente, quando é na sua cidade, seu estado, né? Mas são dois clubes pelos quais tenho um carinho muito grande, um respeito… Tanto com o ASA como com o CSA. Dois clubes que fiz história. Isso pra mim é gratificante – disse Didira, continuando:
— O coração fica dividido. Uma parte CSA, uma parte ASA. Pedindo, torcendo para que os dois possam subir, para que Alagoas possa ficar mais forte no cenário nacional. Ter dois times como o ASA e o CSA numa Série C, clubes para não estar nessa situação, mas estar disputando uma Série B, como já disputaram, estar numa dimensão maior.
“Então, assim, eu acho que o coração fica dividido, torcendo para que os dois possam conseguir o objetivo.”
Didira foi gandula e começou a carreira na base do ASA
Ailton Cruz
O meia, de 38 anos, comentou como foram as experiências vitoriosas com as camisas de ASA e CSA.
— Foram boas porque é gratificante quando você conquista algo, quando tem êxito naquilo que faz. A gente sabe que não foi fácil, foram acessos difíceis de conquistar pelas equipes de qualidade que tinham também do outro lado, mas a sensação é muito boa, a expectativa boa de alcançar o objetivo e ver todo mundo feliz… Isso mostra que o grupo estava fechado, estava unido tanto na época em que eu estava no ASA como quando estava no CSA. Então é gratificante demais esse momento.
Perguntado sobre quais momentos mais marcaram as conquistas por ASA e CSA, Didira citou uma por cada clube.
— No ASA, foi a batalha do Acre, né? Foi o momento mais marcante para a gente porque o time veio de um empate em casa e a gente conseguiu um empate também lá no Acre, onde foi um jogo difícil, complicado. E a gente teve jogadores a menos, então foi algo marcante naquele momento ali da partida. Foi sofrido, não foi fácil, mas a gente soube sair daquela situação e conseguiu o acesso que foi tão importante para mim, para todo o grupo, para Arapiraca – lembrou Didira, respondendo ainda sobre um jogo marcante no lado azul.
— E no CSA a gente conseguiu o acesso, também, contra o Juventude, onde a gente tinha que ganhar e torcer ainda para o resultado de Ponte Preta, se eu não me engano, e Avaí, onde eles brigavam também pelo acesso.
“Mas esses momentos foram os delicados. A gente conseguiu o objetivo, que foi conseguir o tão sonhado acesso.”
Didira conquistou títulos e três acessos nacionais consecutivos com a camisa do CSA
Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas
Experiente em acessos, Didira deu dicas para que ASA e CSA consigam chegar ao objetivo mais esperado do ano.
— Eu diria que tem que ter tranquilidade, principalmente o CSA, que joga em casa com resultado adverso. Tem que correr atrás do resultado, mas tem que ser um time inteligente, saber jogar o jogo, saber atacar marcando para não ser surpreendido e não tomar gol para não piorar a situação. O CSA é um time maduro também, um time que vai buscar o resultado jogando em casa, é uma equipe forte. Vai ter o apoio da torcida, e a gente sabe que é muito forte esse fator. Então o CSA tem que estar preparado, principalmente mentalmente para não cometer erros e ter tranquilidade para conseguir fazer os gols. As finalizações, que são o mais importante – assegurou o meia, analisando também o confronto do ASA.
—Jogando em casa, o time conseguiu um resultado também fora de casa muito bom, não vem correndo atrás do resultado. Um jogo empate, mas também que é um jogo traiçoeiro. Mas é uma equipe que jogando em casa tem sido forte, tem sido uma equipe competitiva e o Itamar Schülle conhece muito bem a competição, conhece os jogadores que tem. Então, teoricamente, é mais tranquilo para o ASA, vamos dizer. Mas é um jogo chato, difícil, onde o ASA precisa ter também tranquilidade para não ser surpreendido. Tentar surpreender o adversário para buscar o resultado dentro de casa.
Didira marca o dele e empata a partida! Tudo igual em Arapiraca.
Torcedor de ASA e CSA, Didira informou onde vai assistir aos dois jogos.
— Vou acompanhar o CSA no Rei Pelé, vou acompanhar o ASA no Coaracy da Mata Fonseca também porque são clubes que tenho carinho, respeito muito grande. Nesses momentos, é bom estar presente, acompanhando os amigos que temos lá e torcendo que dê tudo certo e as duas equipes alcancem o objetivo que é conquistar o acesso. geRead More