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Departamento de Estado dos EUA nega planos para impedir reeleição de Lula

Departamento de Estado dos EUA nega planos para impedir reeleição de Lula

 Marco Rubio faz discurso de abertura durante um evento intitulado “Ministerial sobre o ressurgimento do terrorismo político” no Departamento de Estado dos EUA em 16 de julho de 2026, em Washington
BRENDAN SMIALOWSKI / AFP
O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou ao g1 nesta quinta-feira (13) ter um plano para impedir a reeleição do presidente Lula, e afirmou que respeitará “qualquer governo” que for eleito em outubro.
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Perguntado se o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, teria um plano para evitar a reeleição do presidente brasileiro, uma fonte do órgão norte-americano afirmou ao g1 que essa convicção da equipe de Lula —revelada pelo blog do Valdo Cruz na quarta— não corresponde à realidade.
“Damos grande importância à relação com o Brasil. Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que eles escolham livremente, por meio de eleições livres e justas no Brasil. E nós [EUA] temos respeitado e mantido relações com governos de ambos os lados do espectro político no Brasil, e tivemos relações muito bem-sucedidas com eles”, afirmou a autoridade, sem mencionar explicitamente o nome de Rubio.
Apesar da negativa, o condicional “eleições livres e justas” remete a falas anteriores do governo Trump para questionar pleitos em outros países, o que deixaria uma brecha para descreditar o resultado da eleição brasileira. O sistema eleitoral brasileiro, por sua vez, é comprovadamente livre e as urnas eletrônicas são seguras, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo assessores de Lula, a sensação de que Rubio teria um plano dessa natureza foi reforçada depois que o governo Trump divulgou vídeo dizendo que o domínio dos EUA em toda a América “nunca mais será questionado”.
Agora no g1
O Brasil e os Estados Unidos enfrentam uma fase de crise diplomática em meio à aproximação das eleições presidenciais, marcadas para o primeiro e terceiro finais de semana de outubro. Entre os fatores que estremeceram as relações entre os dois países nas últimas semanas estão:
Uma montagem de Lula algemado e vendado no lugar do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, que foi preso pelos EUA em janeiro;
Sanções contra autoridades brasileiras, como o cancelamento do visto da embaixadora brasileira em Washington, e em 2025 com a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes;
Sucessivos tarifaços contra o Brasil e produtos brasileiros;
Rubio é tido como uma das principais autoridades do segundo mandato de Donald Trump e a mente por trás da nova etapa da Doutrina Monroe que os EUA buscam aplicar no Hemisfério Ocidental para dominar a América Latina —sob ameaça de uso de militar para quem não coopere.
Em alguns momentos, o secretário de Estado também tem adotado um posicionamento mais inflamatório, como quando trocou farpas com Lula.
Esta reportagem está em atualização.g1 > Mundo Read More