Herói grego? Atacante de time de SP coleciona acessos e tem nome inspirado em novela
Com nome de personagem de novela, jogador do América-SP ajuda na boa fase do time
A mitologia grega é repleta de histórias curiosas. Uma delas é a de Édipo, um príncipe que, sem saber, matou o pai e se casou com a própria mãe. Uma história trágica e que, à primeira vista, parece completamente distante da realidade dos dias de hoje.
Mas, por mais improvável que pareça, a história nos leva até a quinta divisão do Campeonato Paulista.
Aos 32 anos, Édipo — o jogador, não o personagem da mitologia — tem sido um dos destaques do América-SP, time que conquistou o acesso para a Série A4 e agora disputa a final da última divisão do futebol paulista. Ele é um dos três atletas com idade acima de 23 anos, regra estabelecida pela FPF para a Bezinha.
Apesar de compartilhar o mesmo nome de um dos personagens mais conhecidos da mitologia grega, a história deste Édipo é um pouco diferente.
Nascido justamente em São José Rio Preto, cidade do Rubro, ele ganhou este nome por conta do personagem vivido pelo ator Felipe Camargo na novela Mandala, exibida pela Rede Globo em 1987.
– Na maioria das vezes poucos sabem da história grega. Eu que explico que tem a mitologia, mas que meu nome não veio dessa história, e sim, por causa da novela, que meu pai e minha mãe que escolheu Édipo – disse.
Édipo comemora gol do América na Bezinha
Sarah Prado
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Herói grego, não. Rei de acessos, sim!
Édipo pode não ter o poder dos deuses gregos, mas é possível dizer que ele tem uma espécie de aura quando o assunto é conquistar acessos em divisões inferiores. Até agora, o atacante já acumulou cinco em apenas 10 anos.
O primeiro deles aconteceu em 2016. Defendendo o Rio Preto, maior rival do América, ele marcou o gol contra o São Carlos que garantiu o acesso do Jacaré para a Série A2 do Campeonato Paulista.
Ainda naquele ano, mas vestindo a camisa do Desportivo Brasil, ele ajudou a equipe de Porto Feliz a subir da Bezinha para a Série A3. Na campanha, o atacante também marcou um gol na semifinal contra o XV de Jaú.
Os outros acessos vieram pelo CRAC, de Goiás, em 2018, e pelo São Joseense, do Paraná, em 2021. Nos dois casos, as equipes conseguiram subir da segunda para a primeira divisão estadual, sendo campeãs.
Atacante Édipo comemora gol pelo São Luiz
Lucas Dornelles/São Luiz
Por último, veio a campanha com o América de Rio Preto, que garantiu mais um acesso para a coleção do atacante neste ano.
Nesta edição da Bezinha, Édipo marcou quatro gols. Três deles, aliás, saíram justamente nos momentos mais decisivos da competição. O atacante balançou as redes contra o José Bonifácio, nas quartas de final, diante do Itaquá, no jogo do acesso, e contra o Independente de Limeira, na vitória por 2 a 0 no primeiro jogo da final.
– Ainda cabem muitos acessos na carreira (risos). Tenho muito tempo pela frente e espero conquistar muitos outros ainda.
Falta a cereja do bolo?
Neste domingo, o América pode fechar com chave de ouro um ano que já entrou para a história do clube. Conhecido por ter a maior sequência de participações de um time do interior na elite do futebol paulista, o Rubro voltou a conquistar um acesso depois de 25 anos ao garantir presença na decisão da Bezinha.
Agora, o time está a um passo do título. Depois da vitória por 2 a 0 no primeiro jogo da final, o América vai a Limeira com a vantagem e pode até perder por um gol de diferença que, ainda assim, ficará com a taça.
– Ninguém lembra do vice. Daqui a dez anos, ninguém vai lembrar do segundo lugar, só do campeão. O acesso foi muito importante para nós, mas, como jogadores, o que realmente queremos agora é ser campeões – finalizou.
Édipo comemora gol do América-SP na final da Bezinha contra o Independente
@raphamarquesfoto
A partida entre Independente e América será neste domingo às 10h, no estádio Agostinho Prada, em Limeira. geRead More


