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Super Ligue2? Segunda divisão da França terá vários clubes tradicionais

Super Ligue2? Segunda divisão da França terá vários clubes tradicionais

Hilton fala sobre repercussão local da segunda divisão do campeonato francês na temporada
Saint-Étienne, Nantes, Reims, Sochaux e Montpellier: o que os cinco clubes têm em comum? Todos já foram campeões franceses e agora estão na segunda divisão do país. O Saint-Étienne, inclusive, é o segundo maior campeão francês, com 10 títulos, atrás apenas do Paris Saint-Germain, que soma 14. Como os franceses veem a presença de cinco clubes campeões na Ligue 2?
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Nascido no Gama, cidade-satélite do Distrito Federal, Vitorino Hilton construiu uma trajetória de 20 anos no futebol francês e foi bicampeão nacional por Olympique de Marselha e Montpellier. Atualmente, é auxiliar técnico do Nantes, que disputa a Ligue 2 nesta temporada, na comissão de Michel Der Zakarian. O franco-armênio treinou o ex-zagueiro brasileiro no Montpellier por três anos. Eles voltam a trabalhar juntos, agora na comissão técnica do clube oito vezes campeão francês.
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AFP
— Vai ser a grande segunda divisão. Vai ser um campeonato muito disputado, ainda mais que agora, para poder voltar para a primeira divisão, é mais complicado, só sobem dois times direto. O terceiro colocado vai jogar uma repescagem para tentar o acesso — disse Vitorino.
Um dos clubes mais tradicionais do futebol francês não conquista o título há 45 anos. Foi na temporada 1980/81 que o Saint-Étienne soltou o grito de campeão pela última vez. Antes do aporte financeiro do fundo catari no Paris Saint-Germain, em 2011, “Les Verts”, como são chamados na França, em alusão à cor verde da equipe, eram os maiores vencedores do território. País este que viu, nas últimas 14 edições da Ligue 1, o PSG levantar 12 vezes o troféu de campeão na elite do futebol francês.
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AFP
— O Saint-Étienne não é um clube que passou por dificuldades. Eles não conseguiram fazer um investimento tão bom para rivalizar com outros clubes franceses. Para nós que estamos aqui na França, sabemos que é mais por uma questão do investimento, pela falta de jogadores de qualidade — afirmou o zagueiro brasileiro.
No Montpellier, rebaixado à segunda divisão na temporada 2024/25 ao lado do Saint-Étienne, que Hilton conquistou o seu segundo título do campeonato nacional. Foi em 2011/12, o último antes da sequência avassaladora do PSG, com quatro conquistas em sequência. O tetra consecutivo do Paris era algo que não acontecia na Ligue1 desde a temporada 2004/05, com o Lyon dos brasileiros Juninho Pernambucano, Nilmar, Cláudio Caçapa e o zagueiro Cris.
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Divulgação / Clube
— Uma história marcante neste ano foi a minha transferência do Marseille para o Montpellier. O clube entrou em contato comigo uma semana antes do campeonato, eu cheguei na semana do primeiro jogo. O treinador queria que eu jogasse o primeiro jogo, eu falei não. Fiz minha estreia em Lille, foi uma temporada que a gente não esperava. Foi o primeiro título do Montpellier, isso ficou muito marcado, ninguém imaginava. Nós perdemos o “título” do primeiro turno para o PSG, nosso treinador ficou louco com a gente. Desejou que a gente passasse um período ruim na folga de Natal e Ano-Novo (risos) — relembrou.
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Infoesporte/ge
Foi naquela equipe campeã da temporada 2011/12 que o centroavante Olivier Giroud, campeão do mundo em 2018 com a França, mostrou suas credenciais para o mundo. Artilheiro do campeonato naquele ano, o jovem Giroud deixou o Tours FC, extinto clube da França, para assinar com o Montpellier na época 2010/11.
— Atacante vive de gols. Ele aproveitou a temporada que fomos campeões. Ele empatou com o Nenê em gols, mas fez menos gols de pênalti do que o Nenê e foi considerado o artilheiro. A partir daí ele só cresceu, um atacante muito difícil de marcar. Às vezes você joga com centroavantes altos, mas sem tempo de bola. O Giroud tem muito tempo de bola e faz o pivô muito bem! — finalizou.
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