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Ídolo do Athletico, Nikão revive gol histórico contra o Bragantino e fala sobre títulos e queda

Ídolo do Athletico, Nikão revive gol histórico contra o Bragantino e fala sobre títulos e queda

Athletico supera 2013 e tem melhor início nos pontos corridos
Athletico e Bragantino se enfrentam neste sábado pelo Brasileirão em um confronto que carrega história. Há cinco anos, disputaram a final da Sul-Americana 2021. Três anos mais tarde, foi o Massa Bruta a pedra no caminho no rebaixamento do Furacão. Ídolo do clube, Nikão esteve nos dois momentos, viveu a conquista e sentiu a queda. Hoje, para acompanhar o clube, lida com um fuso horário de 11 horas.
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Nikão foi o autor do gol que deu ao Athletico o bicampeonato da Sul-Americana, em 2021. A partida foi disputada em jogo único contra o Bragantino, no estádio Centenário, em Montevidéu, e foi a última conquista continental do Furacão, que já tinha vencido a edição de 2018.
A plasticidade do gol de voleio do camisa 11 foi o auge de um jogo de poucas chances no Uruguai. Para o atleta, o gol mais importante da carreira.
— Tecnicamente, aquele não foi o melhor jogo, mas o gol sim. Foi o gol mais importante que eu fiz até hoje — disse Nikão, em entrevista ao ge.
— Se tratando da importância, do tamanho do jogo, numa final, um título que a gente queria muito, e naquele mesmo ano a gente também esteve na final da Copa do Brasil. Foi um ano muito especial, poder jogar duas finais e conquistar uma — emendou.
Nikão comemora gol do Athletico na final da Copa Sul-Americana 2021
Divulgação/Athletico
Foram oito anos vividos com a camisa do Athletico. Nikão chegou em 2015 e viu o clube passar por uma transformação, disputar títulos e conquistar taças inéditas, como a Copa do Brasil em 2019.
— No Athletico, eu peguei todas as fases. Em 2015, quando eu cheguei, a gente chegou a jogar o torneio da morte do Campeonato Paranaense. Peguei toda a construção de um time, um clube que era conhecido somente pela grande estrutura, até esse reconhecimento também dentro de campo. Peguei essa era de ouro — relembrou Nikão.
Melhores momentos de Athletico-PR 1 x 0 Bragantino, pela final da Sul-Americana 2021
Dos títulos à queda
Se viveu grandes momentos com o Athletico, o fim do ciclo de Nikão pelo clube foi marcado pela queda justamente no ano do centenário do Furacão. O jogador voltou na temporada de 2024, após passagens discretas por São Paulo e Cruzeiro, e viveu de perto o turbilhão que foi a temporada do time.
— Pra mim foi muito difícil. Tudo o que aconteceu [antes de 2024], parecia um sonho que eu não queria acordar — disse.
O jogador era apenas um dos ídolos atleticanos que estava no elenco rebaixado. Outros jogadores simbólicos do clube, como o zagueiro Thiago Heleno, o volante Fernandinho e o atacante Pablo, também estavam naquele time.
— Infelizmente, a responsabilidade para uns é maior, para outros é menor. Muitas pessoas quiseram transferir responsabilidades, e é muito mais fácil você transferir para os atletas que construíram uma história muito bonita, como eu, como o Thiago, como o Pablo, o próprio Fernandinho. Basicamente, os culpados fomos nós quatro. Outros, foram isentados, na cabeça de muitos — afirmou o jogador.
— Todos que estavam têm a sua parcela de responsabilidades, mas, pela nossa história, acaba caindo a responsabilidade maior no nosso colo e está tudo certo. Cada um tem sua parcela. Se fosse pegar o time no começo da temporada, todos colocariam como uma equipe para brigar entre os cinco [da tabela] — ponderou.
O Athletico teve cinco técnicos na temporada, começou com Juan Carlos Osorio, teve Cuca, o interino Juca Antonello, além de Martín Varini, e foi rebaixado com Lucho González no comando.
Para Nikão, a alta troca de treinadores foi um dos principais motivos da queda. O jogador, inclusive, chegou a ser afastado durante a gestão de Varini, mas voltou a jogar com Lucho.
— Eu acho que influenciou bastante, muita troca durante a temporada, cada um com a sua maneira de jogar, cada um com a sua filosofia de jogo. Muita coisa aconteceu, muitas delas não vêm ao caso agora, mas nada aconteceu à toa — disse.
— Eu sei que o torcedor, o verdadeiro torcedor do Athletico, está com a gente. Quando nos encontram, eles sempre nos dão muito carinho, nos tratam com muito respeito, e é isso que fica — completou.
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O “choque de realidade” de um Athletico rebaixado
Direto da China
Do outro lado do mundo, Nikão tem um fuso horário de 11 horas que o separa dos jogos do Athletico. O atleta vive a segunda temporada no Guangzhou E-Power, que disputa a primeira divisão chinesa. Mesmo assim, tenta acompanhar o time sempre que pode.
— Quase sempre os jogos são de madrugada aqui na China, então é muito difícil. Acabo vendo os lances no dia seguinte. Eu tenho acompanhado o Santos, que esteve com a gente durante esses anos de conquista o clube — disse.
O jogador afirmou que mantém a torcida para que o Athletico conquiste uma vaga na Libertadores neste retorno à Série A. O Furacão ocupa a terceira posição, com 40 pontos no Brasileiro.
— Vejo reprise, lances melhores do momento. Está jogando muito bem, fazendo grandes jogos, ganhando pontos importantes. Estou torcendo muito para que eles consigam novamente uma vaga direta na Libertadores. É muito importante para os atletas.
Já adaptado ao futebol chinês, apesar do clima quente e seco, Nikão tem contribuído com gols no Guangzhou. Em 18 jogos neste ano, Nikão tem seis gols e três assistências pelo clube. Recentemente, o jogador completou 600 jogos na carreira e foi homenageado.
— É uma cidade muito, muito quente. Agora está na época do calor, bate 40ºC, 42ºC, 43ºC, então geralmente a gente treina à noite por causa do calor. É muito quente e seco, não venta na cidade, então parece que você está dentro de uma sauna — brincou.
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