Baralhas vive desafios com novo filho enquanto lidera garotos do Vitória em campo e no paintball
Aos 22 min do 2º tempo – gol de dentro da área de Baralhas do Vitória contra o São Paulo
Gabriel Baralhas tem perdido o sono nos últimos dias pela melhor razão possível. O capitão do Vitória foi preservado do jogo contra o Flamengo, no último domingo, de Dia dos Pais, para ver o nascimento de Davi, seu segundo filho. Em entrevista exclusiva ao ge, no Barradão, ele confessou que vinha de uma noite de pouco sono, algo notado pelas olheiras e sorrisos na mesma proporção.
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– Foi muito bom, tenho uma pequena já, foi maravilhoso. Agora mais um, foi um momento especial. Só quem é pai sabe a sensação de ver o nascimento de um filho. Ver, escutar aquele choro. Tem aqueles contratempos, fica um tempinho sem dormir, mas faz parte do pacote. É um momento muito feliz, nós esperávamos que o Davi… Já me embananei aqui [engole o choro, interrompe a resposta e ri]. Um momento muito marcante para mim, sou um cara muito família. É o momento mais feliz da minha vida – explicou Baralhas, na última sexta-feira.
Gabriel Baralhas e sua família no nascimento de Davi
Redes sociais / Gabriel Baralhas
“Baianinho, né? Daqui a pouco está até metendo dancinha de baiano. O famoso baianinho. Meu branquinho baianinho”, brincou Baralhas.
No meio do futebol, a família também lida com as dores e as delícias da fama no esporte. A parte boa, pelo menos, é que a irritação de Giulia, filha de seis anos do volante, é pela quantidade de fotos que o pai tira com torcedores nas ruas.
Baralhas comemora gol em Vitória 1 x 0 São Paulo, na última rodada da Série A de 2025
Márcio José/AGIF
E quase todos os rubro-negros que abordam Baralhas falam sobre seu gol no 1 a 0 sobre o São Paulo, na última rodada da Série A do ano passado, que ajudou a salvar o Vitória do rebaixamento.
– Algumas pessoas [me param para falar daquele gol] sim. Minha filha é engraçada: “ah, pai, vai parar de novo para tirar foto?!”. Mas sim, param. O momento foi muito marcante na minha carreira, fico muito feliz quando a pessoa para e fala desse momento, que foi muito marcante para mim.
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Gabriel Baralhas em entrevista ao Globo Esporte Bahia
Reprodução/TV Bahia
Referência em casa e no clube
Pela história que Baralhas já construiu no Vitória, não é só dentro de casa que ele é referência. Ele garantiu que entende o momento de amadurecimento dos jogadores mais jovens, mas não deixa de cobrar e não perdoa nem nas partidas de paintball, em que ele promete que pega pesado com os garotos.
– A gente conversa, me dou bem com os moleques que sobem, temos afinidade. Não importa se tem 17 ou 38 anos, a cobrança vem de qualquer jeito. É passar tranquilidade, a gente sabe que está no momento de amadurecimento do atleta, de performance, é normal. Mas a gente cobra e orienta da melhor maneira para passar os melhores atalhos e que eles possam atingir o maior nível possível.
A liderança de Gabriel Baralhas vai poder ser percebida no jogo deste domingo, quando o Vitória recebe o Botafogo, no Barradão, às 18h30 (de Brasília), pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Leia a entrevista na íntegra:
ge: A classificação na Copa do Brasil elevou a confiança do time?
Gabriel Baralhas: Importante conquistar a classificação, foi muito importante para a sequência do ano. Querendo ou não, tem uma confiança a mais que a gente acaba pegando. Acho que foi muito importante essa classificação para nós.
ge: O capitão tem um papel especial na briga na Série A e na Copa do Brasil?
GB: Acho que não, cada um sabe da responsabilidade que carrega, do peso que é vestir a camisa do Vitória. Todos nós somos muito cobrados, não só eu. Aquela cobrança sadia para a gente melhorar e alcançar nossos objetivos.
ge: Como a relação com a torcida afeta na briga por resultados?
GB: Quando a nossa torcida apoia os 90 minutos faz total diferença. Por mais que um jogador possa estar meio borocoxô no jogo, o apoio da torcida levanta a confiança do jogador. Isso só favorece a todos, jogadores, torcida e o Vitória. O apoio é fundamental durante os 90 minutos.
ge: O que o Vitória precisa melhorar?
GB: Temos que melhorar a cada dia, nunca podemos ficar acomodados. Creio que a cada dia, nos treinamentos e nos jogos, temos que evoluir para que a gente não passe o aperto que passamos em 2025. Se a gente quer brigar por algo melhor, tem que evoluir e buscar nossa melhor versão.
ge: As pessoas te param na rua para falar do gol contra o São Paulo?
GB: Algumas pessoas sim. Minha filha é engraçada: “ah, pai, vai parar de novo para tirar foto?!”. Mas sim, param. O momento foi muito marcante na minha carreira, fico muito feliz quando a pessoa para e fala desse momento, que foi muito marcante para mim.
ge: Alguma reação especial dentro do elenco depois desse gol?
GB: A emoção, o peso que estava. Último jogo, a gente se salvou na Série A. Uma comoção geral, foi muito bom.
ge: Conversa com os jogadores mais jovens sobre a responsabilidade de jogar no Vitória?
GB: A gente conversa, me dou bem com os moleques que sobem, temos afinidade. Não importa se tem 17 ou 38 anos, a cobrança vem de qualquer jeito. É passar tranquilidade, a gente sabe que está no momento de amadurecimento do atleta, de performance, é normal. Mas a gente cobra e orienta da melhor maneira para passar os melhores atalhos e que eles possam atingir o maior nível possível.
ge: Qual o papel do capitão quando o resultado não vem?
GB: Não só o meu papel, mas a cobrança interna. A gente se cobra, como eu falei, para fazer o melhor. A gente fica frustrado quando o resultado positivo não vem, isso é normal. A gente tem que se cobrar para minimizar os detalhes e fazer com que os resultados negativos venham o mínimo possível.
ge: Em quem você vê perfil de liderança no elenco?
GB: Kayzer, Arcanjo, Osvaldo, qu já é macaco velho. Marinho também. Temos alguns líderes no elenco. Caíque também.
ge: Como é a relação com Jair Ventura?
GB: Uma relação muito boa. Tivemos uma marca no Atlético-GO, subimos para a Série A e ganhamos o tricampeonato goiano. Uma relação muito boa, saudável, ele me cobra como capitão. Eu tento retribuir. Pego alguém para conversar, às vezes fica com receio de falar com a comissão, aí eu vou e bato um papo. Mas é um papo supertranquilo, para que todo mundo possa fazer seu melhor e melhorar na temporada.
ge: O que o Vitória representa para você?
GB: O Vitória é minha casa. Sou muito grato de vestir essa camisa, sou superfeliz aqui, motivado, e eu quero fazer meu melhor e retribuir todo o carinho dentro de campo.
ge: Qual a expectativa para Vitória x Botafogo?
GB: Com certeza temos que fazer nosso melhor, força máxima dentro do Barradão, para que a gente possa fazer nosso melhor jogo, buscar os três pontos e sair vitorioso.
ge: Você falou que o Vitória é sua casa, e agora dentro da sua casa tem um pedacinho da Bahia. Como foi o nascimento de Davi?
GB: Foi muito bom, tenho uma pequena já, foi maravilhoso. Agora mais um, foi um momento especial. Só quem é pai sabe a sensação de ver o nascimento de um filho. Ver, escutar aquele choro. Tem aqueles contratempos, fica um tempinho sem dormir, mas faz parte do pacote. Mas é um momento muito feliz, nós esperávamos que o Davi… Já me embananei aqui [engole o choro, interrompe a resposta e ri]. Um momento muito marcante para mim, sou um cara muito família. É o momento mais feliz da minha vida.
ge: O fato de Davi ser baiano torna o nascimento dele ainda mais especial?
GB: Com certeza, estamos adaptados aqui na Bahia. Baianinho, né? Daqui a pouco está até metendo dancinha de baiano. O famoso baianinho. Meu branquinho baianinho.
ge: Pretende aumentar a família ainda mais?
GB: Se minha esposa deixar, pretendo [risos]. Falei para ela que quero uns quatro filhos. Eu gosto de criançça, mas dá trabalho para a mulher, né. Mas eu gosto. geRead More


