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Hoje potência, Brasil conquistou 1ª medalha em Paralimpíadas por acaso há 50 anos; conheça história

Hoje potência, Brasil conquistou 1ª medalha em Paralimpíadas por acaso há 50 anos; conheça história

Veja as notícias de esportes do Jornal Hoje, 17/08/2026
Em dois anos o Brasil vai entrar na abertura das Paralimpíadas de Los Angeles com uma missão: manter-se entre as potências paralímpicas do mundo. Hoje o país está consolidado no top-10 do quadro de medalhas e conta com uma estrutura de ponta, mas essa história de conquistas começou de maneira bem diferente. Há 50 anos, Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa abriram por acaso a contagem das 462 medalhas brasileiras em Jogos Paralímpicos de Verão e de Inverno. Os dois foram a Toronto para defender a seleção de basquete em cadeira de rodas, mas levaram a prata nas duplas do lawn bowls, uma modalidade extinta e semelhante à bocha.
Primeira medalha paralímpica do Brasil completa 50 anos
Alessandra Cabral/ CPB
No dia 6 de agosto, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) fez uma homenagem à dupla pioneira no pódio das Paralimpíadas. Falecido em 1987, Robson foi representado por parentes, que também receberam o tributo em nome de Luiz Carlos, o Curtinho, muito debilitado pelo Alzheimer para viajar do Rio de Janeiro para São Paulo.
– Ele e o Luiz Carlos, eles eram exímios jogadores de basquete em cadeira de rodas, mas aí eles foram desafiados a tentar o que a gente chama erroneamente de bocha. É lawn bowls. Então, assim, eles tentaram e conseguiram e representaram o nosso país ganhando essa medalha de prata, sem mesmo ter treinado. Era muito assim no supetão, na garra mesmo – contou Noemia Almeida, sobrinha de Robson.
Robson e Luiz Carlos foram às Paralimpíadas de 1976 para competir no basquete
Coleção Paulo Almeida/ Acervo CPB
Em 1976, o Movimento Paralímpico era embrionário e não seguia o calendário das Olimpíadas como é hoje em dia. Assim, Toronto foi a sede dos Jogos, que permitiam que os atletas disputassem mais de uma modalidade. Era apenas a segunda participação do Brasil em Paralimpíadas. Robson esteve também na primeira delegação verde-amarela, em 1972. Quatro anos depois se juntou ao amigo Curtinho para o desafio na grama do lawn bowls. Só ficaram atrás dos australianos Eric Magennis e Bruce Thwaite.
A medalha pioneira de um impulso ao esporte paralímpico no Brasil, coroando um trabalho iniciado por Robson. O primeiro medalhista do país também participou da criação do Clube do Otimismo, entidade pioneira na promoção do esporte para pessoas com deficiência, em 1958. Foi ainda fundador e primeiro presidente da Associação Nacional de Desportos para Deficientes (Ande).
– Imagina naquela época as condições, como era forma de treino… Eles foram pioneiros mesmo, eles abriram as portas, foram lá, mostraram, conquistaram há muitos anos atrás, volto a dizer nas condições que a gente nem imagina como era lá atrás e foram lá conquistaram as primeiras medalhas para o Brasil – disse Alan Fonteles, campeão paralímpico do atletismo.
Delegação do Brasil nas Paralimpíadas de 1976
Coleção Paulo Almeida/ Acervo CPB
O Brasil se consolidou entre as potências das Paralimpíadas e ficou no top-10 nas últimas cinco edições dos Jogos. Em Paris, a delegação verde-amarela teve o melhor desempenho, com 25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes para acabar na quinta posição do quadro de medalhas. O CPB espera manter a evolução em Los Angeles 2028.
– Eu não poderia deixar de projetar o melhor resultado da história. Assim como foi, está acontecendo Jogos após Jogos. Lógico que estamos fazendo todo o trabalho para que mais uma vez em Los Angeles o Brasil volte com a mala recheada de medalhas – disse Yohansson Nascimento, campeão paralímpico do atletismo e vice-presidente do CPB. geRead More