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Vilar tem “insônia positiva” após gol em empate com líder e vê novo mental no Botafogo-SP

Vilar tem “insônia positiva” após gol em empate com líder e vê novo mental no Botafogo-SP

Com gol no último lance do jogo, Botafogo-SP empata com líder Criciúma pela Série B
O zagueiro Gustavo Vilar revelou, em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira, que quase não conseguiu dormir após marcar o gol de empate do Botafogo-SP com o líder Criciúma aos 50 minutos do segundo tempo.
Ele recebeu cruzamento de Kelvin na pequena área, subiu mais que dois marcadores e testou firme, sem chances para Airton, no último lance da partida. Foi o terceiro gol dele na temporada e agora ele está a um de igualar o ano mais artilheiro da carreira, 2024, quando estava no Maringá e marcou quatro vezes.
– Eu nem dormi. Eu dormi pouco. Estava muito eufórico ainda, ainda mais pelo jogo ser às 21h30. O gol foi na raça. Porque era o último minuto e, quando eu chego dentro da área, eu pergunto para o juiz quantos minutos faltavam. Ele falou: “Cara, é o último lance e se o Criciúma afastar a bola da área eu vou terminar o jogo”. Sabia que ia ser no último suspiro – disse.
Gustavo Vilar festeja gol de empate do Botafogo-SP contra Criciúma
João Victor Menezes De Souza/Agência Botafogo
Embora a o gol tenha saído em uma bola alçada à área, o zagueiro reforçou o que o técnico Cláudio Tencati havia dito na coletiva pós jogo. Como o Criciúma jogou com três zagueiros altos, a proposta do Botafogo era fazer cruzamentos rasteiros. No entanto, foi justamente o contrário que garantiu o ponto diante do líder.
– Pelo que a gente treinou na semana, tínhamos trabalhado bola rasteira, pelo tamanho (dos adversários). Como sou zagueiro e alto, então a tendência de você cruzar uma bola rasteira é mais difícil de cortar do que jogar uma bola no alto. Eu creio que muitas das vezes a gente se desconectou do jogo e esqueceu desse ponto, que eles tinham três zagueiros super altos e bom na bola aérea, e a gente fez muito chuveirinho. E no final ali, eu acho que foi mais no coração, na raça. A gente falou, “mano, vamos ver no que que dá”. E graças a Deus saiu o gol, e a gente pôde sair com esse empate.
– Desde o começo do jogo a gente teve as melhores chances, a maior posse de bola e a gente não merecia sair derrotado por tudo que a gente criou, por mais que o futebol seja injusto. Eu falei “a gente tem que batalhar o máximo até o final para poder fazer o gol no último minuto e pelo menos arrancar um ponto que do líder, um adversário muito difícil”.
O empate encerrou uma sequência de duas vitórias seguidas do time, mas ampliou para três o número de jogos sem perder. A equipe é a 14ª colocada, com 31 pontos, mas a distância para o G-6 é curta [cinco pontos, mas com dois jogos a serem feitos na rodada], mostrando o equilíbrio da competição.
Para Vilar, o Botafogo tem condições de brigar na parte de cima da tabela por conta de uma mudança importante na mentalidade do elenco.
– Creio que a gente deu uma encorpada legal comparada ao ano passado. Ano passado a gente ia para o jogo, só que com a mentalidade de não perder. Esse ano a gente vai para o jogo com a mentalidade de ganhar, e não empatar ou perder. E eu creio que isso que vem fazendo a diferença do ano passado. A Série B é um campeonato muito difícil e eu creio que se a gente tiver uma alta intensidade do começo ao fim, a gente sempre vai fazer grandes jogos e poder sair com os três pontos.
O Botafogo volta a jogar pela Série B nesta terça-feira, às 19h30, fora de casa, contra o Atlético-GO.
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