Acusado de jogar mulher do 10º andar solto pela Justiça foi ao velório da vítima e chorou abraçado ao caixão
Suspeito de jogar mulher do 10º andar do prédio em São Paulo chorou no velório dela (Vídeo: Gabriel Vital)
O empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, de 40 anos, que teve a prisão revogada pela Justiça de São Paulo no dia 6 de agosto, após ser preso por suspeita de jogar a companheira do 10º andar do prédio em que o casal morava, esteve no velório da vítima no Ceará. (veja o vídeo acima)
O crime aconteceu na madrugada de 29 de novembro e vitimou a cearense Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos. Inicialmente, Alex alegou para os parentes de Katiane que ela havia caído após uma discussão do casal.
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No entanto, após ter acesso às câmeras de segurança do prédio, a polícia identificou que o homem agrediu a jovem, arrastou e tentou enforcá-la dentro do elevador. Momentos depois, Katiane caiu e ele apareceu nervoso, descendo no elevador.
Alex Bispo foi preso em dezembro de 2025, por suspeita do feminicídio da companheira. A vítima deixou uma filha, de um relacionamento anterior, que morava com os avós.
Presença no velório
Katiane Gomes era natural de Crateús, no Ceará, e morreu após cair do 10º andar do prédio, em São Paulo
Reprodução
Antes de ser apontado como suspeito do crime, Alex Bispo esteve no velório e sepultamento de Katiane, realizado no distrito de Realejo, em Crateús, no interior do Ceará, no dia 1º de dezembro de 2025.
Na ocasião, ele prestou solidariedade aos parentes da vítima, participou das homenagens a ela e chorou abraçado ao caixão da mulher.
A cerimônia reuniu parentes e amigos da cearense, que trabalhou em um supermercado e um restaurante da cidade antes de se mudar para São Paulo para viver com o empresário e passar a atuar como influenciadora.
Além de ser réu pela morte de Katiane, Alex Bispo é apontado pelo Ministério Público de São Paulo como membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), e que teria o apelido de “Escorpião do PCC”.
O homem também é sócio de uma empresa vinculada à produtora do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a polícia suspeita que uma das empresas dele foi usada como fachada para fraudes e desvios de recursos em contratos milionário de wi-fi com a Prefeitura de São Paulo.
Decisão da Justiça
Alex Leandro Bispo dos Santos, de 40 anos, é réu na Justiça de São Paulo pela morte da cearense Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos.
Arquivo pessoal
A decisão pela soltura de Alex Bispo foi tomada pelo juiz da 5ª Vara do Tribunal do Júri, na Barra Funda.
Ao revogar a prisão, o juiz determinou que o empresárop não se ausente da cidade por mais de oito dias, não mude de endereço, compareça em juízo bimestralmente e mantenha o telefone atualizado. Ele também está proibido de se aproximar das testemunhas do crime.
Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo disse que “não se manifesta sobre questões jurisdicionais”.
“Os magistrados têm independência funcional para decidir de acordo com os documentos dos autos e seu livre convencimento. Essa independência é uma garantia do próprio Estado de Direito. Quando há discordância da decisão, cabe às partes a interposição dos recursos previstos na legislação vigente”, afirmou o órgão.
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