Golpistas avançam do roubo de senhas para o uso de IA para ‘clonar’ pessoas no Brasil, revela estudo
Deepfake nas eleições: entenda o que é e por que pode enganar o eleitor
Um dos golpes mais comuns na internet, o roubo de senhas, está dividindo espaço com uma nova estratégia no Brasil: a “clonagem” de pessoas para tentar enganar vítimas e obter dinheiro.
É o que mostra um levantamento inédito da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, que realiza pesquisas a partir de menções nas redes sociais sobre diferentes temas.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
O estudo analisou conteúdos relacionados à segurança digital, incluindo publicações de pessoas que relataram ter sido vítimas de golpes. O g1 teve acesso a alguns desses casos.
O levantamento identificou relatos de golpes em que ferramentas de IA são usadas para reproduzir a voz ou a aparência de pessoas reais a partir de fotos, vídeos e outros conteúdos disponíveis na internet.
Com esse material, criminosos podem criar identidades falsas ou se passar por alguém conhecido da vítima para tornar a abordagem mais convincente.
O que o levantamento encontrou
Segundo a Nexus, 39,7 mil menções relacionadas a problemas de segurança digital enfrentados pelos consumidores foram identificadas nas redes sociais entre janeiro e julho de 2026.
Desse total, 2,8 mil menções, ou 7,3%, tratavam da manipulação de dados pessoais.
O levantamento também identificou 9,1 mil menções a PIX e transações financeiras, relacionadas a preocupações com fraudes.
“O estudo também revela um contraste: enquanto criminosos já usam ferramentas de IA para se passar por outras pessoas de formas cada vez mais convincentes, os brasileiros ainda tentam entender o que é deepfake e como funcionam os novos tipos de golpe”, afirma Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
➡️ O que é deepfake? É uma técnica que usa inteligência artificial para criar ou alterar imagens, vídeos e áudios de forma realista. Ela pode, por exemplo, colocar o rosto de uma pessoa no corpo de outra ou simular alguém dizendo algo que nunca disse.
“Identificar essa lacuna entre o avanço da tecnologia e a familiaridade da sociedade com o assunto é o primeiro passo para proteger o ambiente digital”, completa Tokarski.
Vítima de golpe de roubo de dados alerta seguidores em publicação no X.
Reprodução/X
Um dos golpes mapeados é o “SIM swap”, em que criminosos se passam pela vítima para pedir à operadora um novo chip, alegando que o atual foi roubado ou danificado.
Quando conseguem fazer a troca, o chip original deixa de funcionar e o número passa a receber chamadas e mensagens no aparelho controlado pelos criminosos. Com isso, eles podem interceptar códigos enviados por SMS e tentar redefinir senhas de contas e aplicativos, como Instagram e WhatsApp.
Outro golpe identificado envolve perfis falsos para a venda de ingressos. Nesse caso, criminosos usam dados de outras pessoas para criar perfis aparentemente legítimos e anunciar ingressos falsos para shows.
As ofertas geralmente são direcionadas a usuários que publicam nas redes sociais que estão procurando ingressos. (veja na imagem acima)
Golpistas avançam do roubo de senhas para a clonagem de pessoas no Brasil, revela estudo.
Pexelsg1 > EconomiaRead More


