Pedro Emanuel analisa vitória na Copa do Brasil: “Esse é o espírito do Vasco e que quero para a equipe”
Em atualização!
O Vasco venceu o Vitória por 1 a 0 no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, em São Januário. O técnico Pedro Emanuel destacou a postura do Vasco, que atuou em desvantagem na maior parte do tempo do confronto. Barros foi expulso aos 14 minutos de jogo. O técnico português também optou por não comentar a atuação da arbitragem.
— Apesar de estarmos condicionados por 80 minutos, mostramos que esse é o espírito do Vasco e que eu quero para a nossa equipe. E que a nossa torcida, que esteve presente mais uma vez, nos apoiou, puxou para cima e nos deu a mão… Os jogadores corresponderam de uma forma fantástica. Revela o que é o sentimento que gosto e quero dentro da nossa casa. Estamos no meio de um jogo em que só terminou a primeira parte. Poderíamos ter saído daqui com o resultado diferente, ainda que com menos um, mas não foi possível. Mesmo antes da expulsão tivemos oportunidades e situações boas para saírmos na frente do marcador, mas não foi possível. Agora, temos que olhar em cima disso.
—Acho que essa parte já foi comentada por parte do Admar (Lopes) e o clube oficialmente fez uma declaração sobre, então não irei abordar esse assunto. Vou falar sobre o que aconteceu no jogo e não entro nesses detalhes — disse, ao ser perguntado sobre as polêmicas do jogo.
Pedro Emanuel em coletiva pós-Vasco x Vitória
Bruno Murito – ge
O gol da vitória vascaína foi marcado aos 13 minutos do segundo tempo, em jogada individual de Andrés Gómez, que chutou de perna esquerda, praticamente sem chance para o goleiro Lucas Aracanjo. O time comandado por Pedro Emanuel ainda colocou uma bola na trave, em chute de Colidio.
— Apresentamos uma equipe fresca, que 11 para 11, confesso que não sei se teríamos tantas oportunidades, porque o Vitória iria abaixar a linha, mas nunca nos fragilizamos. Ajustamos o posicionamento e os jogadores estiveram muito disponíveis. Isso revela o espírito que temos na equipe, que é saudável e nos permite sair na frente dessa eliminatória. Nos últimos jogos temos feito gols e precisávamos fazer isso de novo. Os jogadores foram guerreiros até o último minuto.
Apesar do resultado positivo, o jogo teve polêmica logo no início. O volante Barros foi expulso aos 14 minutos do primeiro tempo após revisão no VAR. O meio-campista tocou com a mão na bola e era o último homem no lance de ataque do time baiano.A diretoria do Vasco e integrantes da comissão técnica chegaram a fazer cobranças ao árbitro no gramado, na saída para o intervalo.
O jogo de volta será no Barradão, na próxima quarta-feira (2), às 21h30. O Vasco tem a vantagem do empate para classificar à semifinal.
Outras respostas do técnico do Vasco
Na torcida Vascaína, como vê a superação da equipe e o que falou pra equipe?
— Acho que hoje tenho que compartilhar com vocês que tivemos uma intervenção de uma pessoa muito importante no nosso clube, e acho que foi uma das melhores intervenções que eu vi alguém fazer. Isso foi meio caminho andado para entrarmos ligados em um momento muito importante da temporada para nós, principalmente nesta Copa, que tivemos na final na temporada passada e não vencemos. Acho que foi uma grande motivação para a equipe, além das estratégias táticas que já havíamos preparado.
Como é feito o planejamento na hora de poupar? A prioridade é o Brasileirão?
— Eu vejo na perspectivas dos que estão frescos. Precisam estar preparados. Se não estivessem, não entravam. Temos um elenco muito vasto. Recebemos dois jogadores que nos acrescentam qualidade e opções. Mas acima de tudo, me sinto confortável porque os 11 que entram e ajudam durante o jogo estão preparados. Por isso, me sinto tranquilo nesse sentido. Nossa estratégia é muito essa.
— Vamos tentar ir o mais longe possível nas duas Copas e no Brasileirão tentar sair dessa zona que ninguém gosta de estar. Só tendo uma equipe com essa capacidade de trabalho e humildade para fazer com que a torcida nos apoiasse. Isso deixou a mim até arrepiado. Não tinha vivido um jogo inteiro com a torcida, desde o aquecimento, entusiasmada. Senti que seria uma noite mágica para nós. Isso nos contagia. No final, ganhamos uma vantagem para a volta. É curta, poderia ser maior, mas é fruto do esforço desses rapazes.
Como ajudar o mental dos jogadores do setor ofensivo para melhorar as finalizações do Vasco?
— Sim, é um bom exemplo o que você falou. Temos que ser mais eficazes. Não temos tempo para treinar isso, então temos que treinar a parte mental. A parte mental foi o que representou hoje a nossa capacidade de criar, de continuar a criar. Se fosse melhor, poderíamos ter saído com outro resultado. O Andrés é um bom exemplo disso. É normal, há altos e baixos. Ele se sacrificou em um momento importante para nós, que foi no jogo contra o Fluminense. Ele perdeu um pouco do fôlego que ele tinha de lá pra cá. Não particularizando, mas, ao mesmo tempo, o jogador tem que sentir essa confiança de que é capaz.
— Acho que hoje demonstramos, como equipe, e individualmente, que mesmo na adversidade, em uma eliminatória, nós fomos capazes. É isso que fica. Não é só a vitória. Esse jogo mostra o que somos como Vasco. Com ambição, determinação, isso é ahistória do Vasco também. Uma pena que não tenha sido o segundo o jogo, e por isso mesmo ainda temos um árduo trabalho. Eles serão mais agressivos e mais intensos. Hoje conseguimos bloquear bem, mesmo com 10. Vamos ver se conseguimos repetir isso também.
Colidio
— Se agradou a vocês, imagina a mim. Não é fácil nos agradar. A questão é que nós sabemos e estamos fazendo um esforço conjunto, corpo técnico, scout, para ver essa questão complicada do mercado. A temporada já vai para terminar e precisamos trazer jogadores que estão preparados para jogar. Não é fácil encontra-los. Trouxemos o Sosa e o Colidio. Colidio por jogar há mais tempo se adaptou facilmente. Ele tem demonstrado ser um bom jogador e alguém que quer continuar a melhorar. Ajuda na nossa forma de jogar, pode ser ponta, atacante, nas três posições da frente, nsa quatro posições. E ainda assim continua a jogar bem. Mas não foi só ele, foram todos. Foram corajosos, foram bravos. Eu fiquei maraavilhado com isso. Vivi uma noite mágica aqui e isso se deve a ligação com a torcida. Nos ajudou nesses 100 minutos de dificuldade.
Jogo contra o Vitória pode ser o ponto de partida dessa virada de chave?
— Eu acredito que sim. Acho que temos feitos boas exibições, aqui e ali com alguns apagões em determinados momentos, que nos tem custado muito caro. Principalmente no contexto do Brasileirão, acho que isso também era um desafio para nós, se conseguiríamos manter essa estabilidade emocional durante 95/100 minutos. E nem de propósito, não sei se o árbitro fez (de propósito) ou não, mas jogamos com menos um durante 80/85 minutos. E isso foi uma prova de grande caráter por parte da equipe, de não entrar em pânico, apesar do Vitória ter crescido quando sentiu que estava em vantagem numérica em campo. Mas nunca perdemos o nosso sentido posicional e ofensiva.
— Tivemos bem mais oportunidades de gols, e Facundo (Colidio) merecia ter saído com um gol com atuações muito boas. Merecia pela dedicação e qualidade no nosso jogo. Era um prêmio justo para ele, que não acontece, mas nos leva a acreditar mais que somos capazes diante do que temos trabalhado, que é na parte mental para sermos mais consistentes no jogo. Não é fácil. Era um desafia grande, e penso que conseguimos de uma forma muito histórica e seria bonito se fosse o segundo jogo, mas é só o primeiro e teremos um árduo trabalho pela frente.
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