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Entenda como ataque cibernético levou R$ 2,7 milhões dos cofres de prefeitura no Ceará

Entenda como ataque cibernético levou R$ 2,7 milhões dos cofres de prefeitura no Ceará

 Entenda como criminosos fizeram prefeitura do Ceará perder R$ 2,7 milhões em golpe
O golpe cibernético que causou um desvio de R$ 2,7 milhões das contas da Prefeitura de Senador Pompeu, no interior do Ceará, foi realizado por criminosos que entraram em contato com servidores por e-mail e por telefone, se passando por funcionários de instituições bancárias.
O crime aconteceu entre a noite do dia 21 e a madrugada do dia 22 agosto. No entanto, a prefeitura só tornou o caso público nesta quarta-feira (26), por meio de uma nota de esclarecimento publicada na rede social do órgão.
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Segundo a Prefeitura de Senador Pompeu, um indivíduo, que se identificava como funcionário da Caixa Econômica Federal, solicitou que os funcionários da tesouraria realizassem procedimentos para uma suposta “atualização de sistema” do Gerenciador Financeiro.
Com esses procedimentos, o sistema da prefeitura foi invadido e as transações bancárias foram realizadas.
“Não houve entrega voluntária ou repasse direto de senhas e credenciais bancárias sigilosas. […] Durante as instruções prestadas por telefone, foi gerado um acesso/controle remoto do equipamento de trabalho da tesouraria, permitindo a execução das transações ilícitas à revelia do Município”, disse a Prefeitura de Senador Pompeu.
Tentativa de segundo golpe
Os criminosos também teriam tentado desviar R$ 419 mil de contas no Banco do Brasil, mas as transferências foram bloqueadas pelo sistema da instituição bancária.
Conforme a gestão municipal, as movimentações não autorizadas atingiram contas vinculadas a repasses de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Transporte Escolar, Estradas, Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, além de contas específicas de convênios.
“Apesar do desvio de recursos, a Prefeitura informa que mantém todos os serviços públicos e atividades municipais funcionando normalmente, falou a gestão municipal.
A Prefeitura de Senador Pompeu afirmou ainda que, ao tomar conhecimento do caso, registrou boletim de ocorrência e comunicou aos bancos o problema, solicitando a contestação das transferências. Também foi protocolada uma notícia-crime por meio da Procuradoria-Geral do Município.
A gestão também afirmou ter trocado todas as senhas e ter entregue equipamentos eletrônicos para perícia. Além disso, os servidores relacionados prestaram depoimento à polícia.
Investigação
Prefeitura de Senador Pompeu diz ter perdido R$ 2,7 milhões em golpe cibernético.
Aprece/ Divulgação
Prefeitura de Senador Pompeu publicou nota sobre o crime nas redes sociais.
Reprodução.
A Polícia Civil disse que investiga um crime de estelionato digital por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos, porém “mais informações serão repassadas em momento oportuno para não prejudicar o trabalho policial em andamento”.
O g1 procurou a Caixa Econômica para entender se houve falhas no sistema do banco ao permitir a transferência de mais de R$ 2,7 milhões entre a noite e a madrugada de um dia.
Em nota, a instituição respondeu que “prestou atendimento à prefeitura e adotou as providências cabíveis para apuração do caso”.
“O banco destaca que, em caso de movimentação não reconhecida pelo cliente, é possível registrar pedido de contestação em suas agências. As ocorrências são analisadas por equipes especializadas, observados os procedimentos de segurança e sigilo bancário”, acrescentou a Caixa (leia a nota na íntegra abaixo).
Nota da Caixa Econômica na íntegra:
“A CAIXA prestou atendimento à prefeitura e adotou as providências cabíveis para apuração do caso.
O banco destaca que, em caso de movimentação não reconhecida pelo cliente, é possível registrar pedido de contestação em suas agências.
As ocorrências são analisadas por equipes especializadas, observados os procedimentos de segurança e sigilo bancário.
As informações relativas aos casos são consideradas sigilosas e compartilhadas exclusivamente com a Polícia Federal e demais órgãos competentes para investigação. O resultado da análise é informado ao titular da conta.
A CAIXA monitora ininterruptamente produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar situações suspeitas de fraude. O banco possui políticas, procedimentos, tecnologias e equipes especializadas voltadas à proteção dos dados e das operações de seus clientes.
Como parte de sua atuação preventiva, o banco realiza ações permanentes de orientação sobre segurança digital. Para os entes públicos, está disponibilizada cartilha específica com recomendações de segurança aos gestores municipais, disponível em: https://www.caixa.gov.br/Downloads/seguranca/Cartilha-seguranca-prefeitura.pdf.”
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