Análise: Grêmio sofre 30 finalizações do lanterna, mas vence por três motivos; veja quais
Grêmio 3 x 1 Chapecoense | Melhores momentos | 25ª rodada | Brasileirão 2026
Inegociável. Com essa expressão o coordenador técnico Luís Felipe Scolari definiu a necessidade de vitória do Grêmio diante da Chapecoense, em entrevista antes da partida. Assim foi. Mesmo com atuação ruim, o time de Luís Castro garantiu o que mais importava, os três pontos sobre o lanterna do Brasileirão na noite deste domingo.
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O Grêmio sofreu em casa nada menos do que 30 finalizações da Chape, virtualmente rebaixada no campeonato. Nove chutes foram no gol. Já os donos da casa concluíram 11 vezes, sendo cinco no alvo.
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Portanto, o primeiro motivo para a vitória de 3 a 1 foi a efetividade gremista. Gustavo Martins empatou, ao desviar chute de Enamorado, dois minutos depois de a Chapecoense abrir o placar na Arena.
Depois, Pavon escondeu seus costumeiros erros técnicos com um belo gol da virada, de canhota. Ainda deu assistência em cobrança de escanteio para o terceiro gol, novamente de Gustavo Martins.
Gustavo Martins comemora com Carlos Vinicius gol do Grêmio sobre a Chapecoense
Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Com olhos generosos, também foi possível ver uma leve melhorar na progressão com a bola no pé. Essa foi a segunda razão para a o resultado. Krovinovic evoluiu como um coordenador do meio-campo e deu calma e qualidade na passagem da bola pelo setor no primeiro tempo.
Lembrou, em parte e com características mais ofensivas, o que Arthur fazia na sua recente passagem pelo Grêmio – guardadas as devidas proporções.
O terceiro motivo – e tão ou mais importante do que os citados antes – foi a incompetência da Chapecoense em converter seu volume de jogo em gols. O Grêmio cansou de dar espaços pelas laterais do campo, especialmente pelo lado esquerdo.
Porém, o time catarinense não conseguiu ser perigoso nas conclusões e, quando assustou, parou em Weverton. As atuações firmes de Gustavo Martins e Wallace também reduziram o poder de fogo do adversário.
Dupla de zaga, com Wallace e Gustavo Martins, teve atuaçã
Roberto Vinicius / AGIF
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Com 3 a 1 no placar, era natural que o Grêmio arrefecesse o ímpeto. O time de Luís Castro já costuma recuar por característica. Com um Gre-Nal decisivo pela frente, tornou-se impossível uma postura equilibrada.
Se o time estivesse em boa fase, poderia se exigir algo melhor no segundo tempo, mas do jeito que o Grêmio anda, aos trancos e barrancos, a vitória acabou como sinônimo de alívio, distanciando a equipe um pouco mais da zona de rebaixamento do Brasileirão.
O Gre-Nal de volta das quartas de final da Copa do Brasil, na próxima quinta-feira, escancara dois desafios para o Grêmio. Primeiro, propor o jogo contra um time que, provavelmente, jogará com linhas baixas, algo que os comandados de Castro sempre tiveram dificuldade em 2026.
Ao mesmo tempo, técnico e jogadores terão de tapar um furos da peneira – digo, defesa – de olho nos contragolpes do adversário. O rival vem pressionado por estar no Z-4 do Brasileirão, mas o clássico, por vezes, equilibra forças. Todo cuidado é pouco.
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