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Bahia vive campanha histórica no Brasileiro Feminino e mira atletas convocadas para a Copa em 2027

Bahia vive campanha histórica no Brasileiro Feminino e mira atletas convocadas para a Copa em 2027

O Bahia já fez história no Brasileirão Feminino com a classificação em sexto lugar ao fim da primeira fase. Agora, quer escrever capítulos ainda maiores no mata-mata. Nesta segunda-feira, as Mulheres de Aço recebem o Palmeiras, às 21h30 (horário de Brasília), na Arena Fonte Nova, pelo jogo de ida das quartas de final da competição.
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Em entrevista exclusiva ao ge, o treinador Felipe Freitas falou sobre o projeto do Bahia e sobre a possibilidade de o desempenho das jogadoras chamar a atenção de Arthur Elias, técnico da Seleção, para a convocação da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil.
Bahia x Corinthians, Brasileirão Feminino
Letícia Martins/EC Bahia
– O que eu falo muito para elas é: vamos provar, vamos fazer nossa parte. A nossa parte a gente faz. Vamos entregar resultados, entregar desempenho, duelar em alto nível com todas as equipes. E, na hora que for oportuno, nós seremos convocados. E, quando convocados, estaremos prontos para representar a nossa pátria – diz Felipe Freitas
A campanha atual já é histórica. O Bahia garantiu a classificação para as quartas de final com uma rodada de antecedência e fechou a primeira fase na sexta colocação, com 29 pontos. A melhor temporada do clube na história da competição.
O feito dá sequência a uma trajetória de crescimento. Em 2025, o Bahia já havia entrado para a história ao se tornar o primeiro clube nordestino a se classificar para o mata-mata da Série A1 do Brasileirão Feminino. Naquele ano, as Mulheres de Aço terminaram a primeira fase em sétimo lugar, com 24 pontos.
Felipe Freitas, técnico do time feminino do Bahia
Letícia Martins/EC Bahia
Um ano depois, o Bahia voltou ao mata-mata. E chegou mais forte. Para Felipe Freitas, a evolução passa por três pilares: planejamento, montagem do elenco e a capacidade das atletas de comprarem a ideia proposta pela comissão técnica.
– Uma delas é o planejamento de médio e longo prazo. Outra foi agregar atletas que se encaixassem como uma luva dentro do modelo. E todas as atletas entregando o seu melhor e comprando a ideia. Acho que esses três elementos foram determinantes para essa campanha – explicou.
Mudança de mentalidade
A transformação, porém, não aconteceu apenas dentro de campo. Felipe Freitas também identifica uma evolução emocional no grupo.
Segundo o treinador, derrotas que antes poderiam derrubar o time passaram a ser encaradas de outra maneira. A equipe ganhou maturidade para lidar com os desafios e, principalmente, passou a se enxergar como protagonista diante dos grandes clubes do país.
– O desafio foi colocar na cabeça dessas atletas que elas podem ser muito maiores do que aquilo que é imposto para elas. Hoje foi convencê-las de se sentirem campeãs e jogarem como campeãs. Essa mudança de mentalidade, de ser campeã, ser protagonista, tem feito com que a gente entre com qualquer equipe num nível muito igual – conta.
Bahia x Corinthians Brasileiro feminino
Reprodução
A continuidade também é considerada fundamental. No Bahia desde 2024 e com contrato até 2027, Felipe vê a permanência do trabalho como um dos principais motivos para os resultados aparecerem de forma mais sólida.
– Eu vejo que essa continuidade tem trazido resultados sólidos. A gente consegue pegar atletas e potencializar algumas coisas para que elas sejam ainda mais determinantes- afirmou.
Nordeste no radar da Seleção
O crescimento do Bahia acontece justamente às vésperas da Copa do Mundo Feminina de 2027. O Mundial será disputado no Brasil, com Salvador entre as cidades-sede, e pode representar uma oportunidade de ampliar os olhares para o futebol praticado no Nordeste.
Felipe acredita que o trabalho desenvolvido no Bahia pode ajudar nesse movimento. E sonha com uma jogadora do clube vestindo a camisa da Seleção Brasileira no Mundial.
“É uma realização de um sonho que eu não pude viver como atleta. Seria muito legal”, projeta Felipe
Arthur Elias, técnico da seleção brasileira
Ismael Soares/SVM
– Eu tive uma participação direta aqui nesse período, da convocação da Ângela, na seleção uruguaia. Ela não era convocada quando cheguei, e a gente conseguiu, com o trabalho, com a entrega da jogadora e de toda a comissão, fazer com que ela fosse para a seleção – contou
Para o treinador, uma convocação no Bahia teria um significado que ultrapassaria o próprio clube.
– Tendo ainda uma atleta do Bahia, certamente vai potencializar muito a torcida e vai fazer com que os olhares ainda sejam aumentados para a competição – projeta o treinador.
Antes de pensar na Copa do Mundo, o Bahia tem um desafio pela frente. O adversário nas quartas de final é o Palmeiras, equipe que terminou a primeira fase na terceira colocação e chega ao confronto como uma das principais forças do futebol feminino brasileiro.
Felipe sabe do tamanho da missão, mas aposta em preparação e estratégia para surpreender.
– Temos treinado muito arduamente após os estudos do Palmeiras. Temos tentado identificar algumas vulnerabilidades e pretendemos surpreender. Óbvio que sabemos do grau da dificuldade – diz Felipe. geRead More