Expectativa frustrada: saiba por que o Grêmio vendeu Gabriel Mec por menos do que esperava
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O Grêmio encaminhou a venda de Gabriel Mec, maior joia recente da base, por 10 milhões de euros (R$ 60,1 milhões). A cifra é metade do que o clube chegou a projetar como valor de transferência no passado. A pressão por aliviar as contas e a desvalorização do atleta no mercado aceleraram a saída do jovem de 18 anos para o Porto.
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Embora tenha vendido o zagueiro Viery para a Fiorentina em junho por 15 milhões de euros (R$ 88,5 milhões), o clube gaúcho ainda vive apertado. O balanço mais recente apontou déficit de R$ 33 milhões no segundo trimestre. Além disso, na busca por equilíbrio nas contas, a direção mantinha a meta de outra venda. Mec foi a bola da vez.
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Segundo fontes da atual gestão do Grêmio, no primeiro semestre jogador e familiares pediram expressamente para deixar o clube. O objetivo era buscar a independência financeira. O estafe do jogador negou a informação. A transferência foi conduzida pelo presidente Odorico Roman e pelo CEO Alex Leitão.
Enquanto sondagens chegavam fora de campo, dentro dele o garoto de 18 anos não ganhou sequência entre os titulares. Nos bastidores do clube, havia dúvidas se Mec conseguiria, um dia, posição de destaque no time.
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Jogador perdeu valor no mercado
Ano a ano, os valores oferecidos por Gabriel Mec diminuíram, o que deixou a direção em alerta. Em 2024, quando o atleta tinha apenas 16 anos, o Chelsea fez proposta de 15 milhões de euros (R$ 91,8 milhões na cotação da época).
As tratativas avançaram em uma negociação que seria fechada por 24 milhões de euros com a inclusão de gatilhos por metas atingidas. O clube inglês desistiu da investida às vésperas de assinar contrato.
Em 2025, foi a vez do Shakhtar Donetsk tentar Mec também por 15 milhões de euros (R$ 95,1 milhões na ocasião). A gestão do presidente Alberto Guerra aceitou o valor, mas o jogador não quis ir jogar na Ucrânia.
Depois da recusa, dirigentes gremistas ainda acreditavam que o clube poderia alcançar a casa dos 20 milhões de euros na transferência. Mec tinha apenas dois jogos no time profissional, e o desempenho que poderia ter com novas chances dava esperanças. O cenário, contudo, não se concretizou da maneira imaginada.
Gol de Gabriel Mec do Grêmio contra o Corinthians
Mec ganhou mais chances no time principal em 2026, com a chegada de Luís Castro — ao todo, foram 32 jogos, 14 como titular. Porém, a sequência no primeiro semestre não empolgou o mercado.
O Shakhtar voltou a buscá-lo, mas por menos: 12 milhões de euros (R$ 69,5 milhões). Odorico Roman, presidente que assumiu em dezembro, também aceitou a investida. Jogador, família e estafe, não.
Depois da segunda recusa, Mec perdeu espaço no time titular. Nos primeiros 10 jogos que ocorreram depois da pausa da Copa do Mundo, o meia-atacante foi utilizado em apenas quatro e passou à reserva.
Luís Castro justificou a mudança com relação a Mec por mudança tática: o meio-campo passou a ter três marcadores sem uma meia de criação centralizado, função que jovem exerceu. O estafe do jogador estava incomodado com a pouca utilização do atleta.
Gabriel Mec foi vendido pelo Grêmio ao Porto
Lucas Uebel/Grêmio
A relação entre a equipe que cuida da carreira de Gabriel Mec e a direção do Grêmio era difícil. Houve encaminhamento de renovação — o vínculo atual ia até setembro de 2027 —, mas o contrato não foi assinado.
O estafe, em nota pública, comprometeu-se em acertar a extensão se uma venda não ocorresse nesta janela e refutou o medo dos gremistas de que o atleta pudesse sair de graça a partir do próximo ano.
Com os valores das propostas em queda e o fluxo de caixa sufocado, a direção do Grêmio tinha certeza de que a venda de Mec, neste momento, era a melhor decisão. Não havia convicção de que o atleta se afirmaria no time principal no curto prazo e, ao mesmo tempo, o mercado não sinalizava propostas melhores do que a do Porto.
O clube português conseguiu unir a pedida financeira do Grêmio com o planejamento de carreira de Mec. A proposta inicial foi de 8 milhões de euros, elevada a 10 milhões de euros. O clube fica com 80% do valor final. Assim, os lusos levaram a joia para ser lapidada além mar.
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