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Explosão de carro-bomba deixa um morto e 11 feridos na Colômbia

Explosão de carro-bomba deixa um morto e 11 feridos na Colômbia

 Espriella bombardeia facções na Colômbia
Um carro-bomba atribuído à guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) matou um civil e deixou outras 11 pessoas feridas na Colômbia, na noite desta segunda-feira (1º). O ataque aconteceu em Los Patios, município próximo à fronteira com a Venezuela, em meio à escalada da violência no país.
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O veículo explodiu perto da meia-noite, ao lado de uma delegacia. A vítima era um venezuelano de 23 anos, segundo autoridades colombianas. Em entrevista à rádio Caracol, o coronel Jimmy Belalcázar, comandante da polícia local, que atribuiu o atentado ao ELN.
Entre os feridos estão dois policiais. Um deles sofreu uma mutilação na perna esquerda, enquanto o outro foi atingido por estilhaços da explosão.
Jornalistas da agência AFP relataram que dezenas de pessoas, a pé ou de motocicleta, pararam no local enquanto o carro continuava em chamas. Vidros quebrados e pedaços de muros ficaram espalhados pela região.
Segundo a polícia, o veículo transportava cerca de 80 quilos de explosivos, que foram detonados à distância. O carro havia sido roubado e teve a cor alterada para ser usado como se fosse um táxi.
O atentado aconteceu no mesmo dia em que as Forças Armadas colombianas realizaram um bombardeio que matou 20 guerrilheiros na Amazônia. Foi o terceiro ataque aéreo do tipo realizado pelo Exército em menos de um mês.
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Policiais colombianos trabalham em área onde carro-bomba explodiu, em 1º de setembro de 2026
Schneyder Mendoza/AFP
‘Perseguir com mão de ferro’
Desde que assumiu a Presidência, em 7 de agosto, o direitista Abelardo de la Espriella adotou uma política de linha dura contra os grupos armados, com apoio do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Vamos perseguir com mão de ferro aqueles que atentarem contra os colombianos, até capturá-los, desmantelar suas estruturas e devolver a tranquilidade às nossas comunidades”, afirmou De la Espriella na rede social X.
“Onde os terroristas tentarem semear o medo, o Estado estará presente com toda a sua força”, disse o presidente após o bombardeio de segunda-feira.
De acordo com o governo, ao menos 38 guerrilheiros foram mortos nas primeiras semanas da nova gestão. Organizações de direitos humanos, porém, afirmam que quatro menores de idade morreram nos ataques aéreos.
Os grupos armados ameaçaram responder às ofensivas das forças de segurança.
A escalada ocorre em um momento de forte violência política e criminal na Colômbia. As eleições recentes foram marcadas por atentados com bombas, ataques com drones carregados de explosivos e ações contra as forças de segurança.
Abelardo De La Espriella presta continência após tomar posse como novo presidente do país durante a cerimônia de posse, em Cali, Colômbia, em 7 de agosto de 2026
REUTERS/Luisa Gonzalez
Grupos armados
A Colômbia é a maior produtora mundial de cocaína, e o narcotráfico financia grupos envolvidos em um conflito armado que dura mais de cinco décadas.
Nos últimos anos, guerrilhas e cartéis colombianos ampliaram a atuação e passaram a obter recursos também com mineração ilegal e outras atividades criminosas.
O ELN atua há mais de 60 anos. O grupo manteve negociações de paz com o governo do ex-presidente de esquerda Gustavo Petro, mas as conversas não resultaram em um acordo.
De la Espriella também enfrenta dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que rejeitaram o acordo de paz firmado em 2016.
A principal facção dessas dissidências, conhecida como Estado-Maior Central (EMC), sequestrou em 6 de agosto um colombiano que integra a Legião Estrangeira do Exército francês.
Em comunicado divulgado no fim de semana, o grupo afirmou que o homem está vivo, mas responsabilizou o presidente por “qualquer tentativa de operação militar de resgate que coloque em risco” a segurança do refém.
Sob o novo governo, a Colômbia também aderiu ao Escudo das Américas, coalizão de países liderada por Trump para combater o narcotráfico na região.
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