Mais dois deixam a Ponte e processam o clube por atrasos salariais; veja valores
Jogadores da Ponte Preta encerram paralisação e voltam aos treinos
A debandada no elenco da Ponte Preta só cresce. O volante Léo Gomes e o atacante Daniel Baianinho deixaram o clube nos últimos dias e entraram com ação na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) para conseguir a rescisão indireta por causa dos atrasos salariais.
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O advogado João Chiminazzo, representante dos dois nos processos, pediu que a decisão fosse tomado com urgência, uma vez que a janela de transferências fecha no dia 11 de setembro.
No caso de Baianinho, a resposta liminar saiu em menos de 48 horas, e o fim do contrato de empréstimo dele com a Ponte foi publicado no BID (Boletim Informativo Diário) no início da noite de quinta-feira – foram 17 jogos e um gol durante a passagem.
Daniel Baianinho durante treino da Ponte
Marcos Ribolli
A caminho do Floresta para a disputa do quadrangular decisivo da Série B (pertence ao Capivariano, para onde voltará em 2027), o atacante ainda cobra R$ 183 mil envolvendo as pendências financeiras. O valor pleiteado ainda será analisado.
Já a ação de Léo Gomes foi protocolada na quarta-feira, reivindicando a rescisão e também R$ 340 mil. A expectativa é por uma resposta ainda nesta sexta-feira. Com 13 partidas e um gol pela Ponte, ele aguarda a liberação para aceitar uma proposta do futebol do Vietnã.
A reportagem do ge entrou em contato com a assessoria de imprensa da Ponte, mas não teve uma posição oficial sobre a situação.
Léo Gomes em ação pela Ponte Preta
Marcos Ribolli
Agora são três baixas apenas nesta semana. A primeira tinha sido do atacante Brandão, emprestado pelo Coritiba e que recebeu uma proposta do CSKA 1948, da Bulgária.
A lista de saídas desde o início da Série B em consequência da grave crise financeira do clube é extensa. Já tinham ido embora da Ponte nos últimos meses, por exemplo, o goleiro Diogo Silva; os zagueiros David Braz, Márcio Silva e Weverton; os laterais Lucas Justen, Bryan Borges e Thalys; os volantes Rodrigo Saravia e Tárik; e os atacantes Diego Tavares, Luis Phelipe e Pottker.
Não dá para descartar que outros atletas também encerrem a passagem pelo clube em breve. Mesmo com o fim da paralisação, a Ponte, entre saídas e desfalques por problemas físicos, tem apenas seis jogadores do grupo principal à disposição para o duelo de domingo, contra o São Bernardo, às 18h30, no Majestoso: os zagueiros Lucas Cunha e Sergio Palacios; o lateral-esquerdo Danilo Barcelos; os volantes André Lima e Murilo Cavalcante e o atacante David da Hora.
Rodrigo Souza, Jonathan Cafu e Diego Porfírio estão no departamento médico, enquanto o meia Elvis, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, não atua mais em 2026.
Segundo o advogado Filipe Rino, representante do elenco alvinegro no caso, o grupo decidiu voltar a treinar na última terça mesmo sem pagamento em “respeito à instituição e à torcida”.
Brandão e Léo Gomes já não fazem mais parte do elenco da Ponte
Oscar Herculano/ EPTV
Quando anunciaram a suspensão das atividades, na semana passada, os atletas disseram que alguns estão há seis meses sem receber. A reportagem do ge apurou que os atrasos beiram um ano em casos específicos de jogadores e também de integrantes do departamento de futebol.
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Contra o América-MG, no último domingo, a Ponte viajou apenas com jovens formados nas categorias de base para evitar o W.O em Belo Horizonte e acabou derrotada por 2 a 0. Os garotos serão novamente acionados para completar o grupo diante do São Bernardo.
Sem vencer há 19 rodadas, igualando o pior jejum da história da Série B (ao lado do ABC de 2015), a Ponte amarga a lanterna, com apenas 10 pontos em 25 jogos, e caminha para um rebaixamento que parece inevitável diante do cenário caótico fora de campo.
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