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Cinco motivos que fazem o CRB virar um sério candidato ao acesso

Cinco motivos que fazem o CRB virar um sério candidato ao acesso

Crsytopher, de cabeça, marca para o CRB contra o América-MG
O CRB não começou bem na Série B deste ano. Oscilou, perdeu pontos importantes e chegou a conviver com uma defesa que estava entre as piores da competição. No returno, a realidade é outra: o time entrou no G-6, assumiu a quinta colocação depois de bater o América-MG por 3 a 1 nesta sexta e virou um sério candidato ao acesso à Série A.
Mas o que explica essa transformação? O ge enumera cinco fatores que ajudam a entender a arrancada.
1. A chegada de Fábio Matias
A mudança mais evidente aconteceu no comando técnico. Fábio Matias assumiu o CRB em um momento de instabilidade e rapidamente fez o time pontuar. Em cinco partidas no início de seu trabalho, foram quatro vitórias e um empate, com 13 dos 15 pontos disputados.
A sequência se prolongou. Antes da derrota para o Juventude, o treinador acumulava sete jogos de Série B pelo clube, com cinco vitórias e dois empates, aproveitamento de 80,9%.
Com ele, o CRB passou a pressionar melhor, compactar as linhas e competir de maneira mais consistente. Tanto que depois do técnico perder a invencibilidade, o time venceu o Criciúma e o América-MG, na sequência.
Em dez jogos à frente do CRB, Fábio Matias conquistou até agora sete vitórias, obteve dois empates e sofreu apenas uma derrota, somando 23 dos 30 pontos disputados, aproveitamento de 76,7%.
Fábio Matias tem aproveitamento de 76,5% de aproveitamento no CRB
Francisco Cedrim/ASCOM CRB
2. O time parou de sofrer tantos gols
Se o ataque já apresentava números importantes, o grande problema era a defesa. Na chegada de Fábio Matias, o CRB tinha a segunda pior defesa da Série B e sofria, em média, 1,80 gol por partida. A transformação foi rápida: o time chegou a ficar cinco jogos consecutivos sem ser vazado.
O próprio lateral Kevin apontou a mudança de comportamento coletivo como uma das explicações. Segundo ele, o ataque passou a pressionar, o meio ficou mais compacto e a defesa conseguiu atuar mais adiantada.
É uma alteração fundamental. Um time que já tinha capacidade para fazer gols precisava apenas diminuir o número de vezes em que era castigado. E os números atuais mostram essa combinação: após 26 rodadas, o CRB tem 39 gols marcados, um dos melhores ataques da competição, contra 35 sofridos.
CRB x América-MG, no Rei Pelé
Francisco Cedrim/CRB
3. O CRB descobriu como ganhar fora de casa
Outro componente importante da recuperação é a campanha como visitante. Antes mesmo da arrancada mais recente, o CRB já apresentava a terceira melhor campanha fora de casa da Série B: 18 pontos em 11 partidas, com cinco vitórias, três empates e três derrotas. O aproveitamento era de 54,5%.
Esse desempenho deu ao time uma espécie de margem de segurança. Quando o resultado não aparecia no Rei Pelé, o CRB tinha capacidade de recuperar os pontos longe de Maceió. E isso é particularmente importante em uma Série B tão equilibrada.
A campanha fora também ajuda a explicar por que o CRB se manteve próximo dos primeiros colocados mesmo durante períodos de oscilação. Hoje, o time regatiano é o melhor visitante da Série B, com 21 pontos em 13 jogos e aproveitamento de 53,8%.
Crystopher comemora gol do CRB contra o América-MG
Francisco Cedrim/ASCOM CRB
4. O segundo turno transformou a recuperação em candidatura
A recuperação deixou de ser apenas uma impressão e passou a aparecer na tabela do returno. Depois de sete jogos do returno, o time chegou a 16 pontos conquistados, assumindo a primeira colocação nesse recorte, consolidando uma arrancada que o colocou novamente na briga pelo acesso.
Agora, com 42 pontos em 26 partidas, está dentro da faixa que garante a disputa dos playoffs pelo acesso e fica de olho até na vaga direta para a Série A. O segundo colocado, o Juventude, tem hoje 46 pontos, quatro a mais do que o CRB.
Mikael marca o segundo gol do CRB na vitória contra o América-MG
5. Mikael e um ataque capaz de decidir jogos
Por último, há o fator individual. Mikael se transformou em uma das principais armas ofensivas do campeonato. Quando o CRB precisava de um jogador capaz de transformar volume em gol, encontrou no centroavante uma referência.
Ele marcou mais um nesta sexta, contra o América, e lidera a artilharia da Série B, com 16 gols. Seu desempenho se tornou um dos principais trunfos do CRB na campanha. Para completar, o centroavante ainda é o goleador do Brasil na temporada, com 26 gols.
Mas a produção ofensiva não depende apenas dele. O crescimento de jogadores como Danielzinho, Dadá Belmonte e Thiaguinho ajudou a formar um setor ofensivo mais perigoso e menos dependente de uma única solução. O resultado aparece na tabela: 40 gols em 26 rodadas, média de quase 1,5 por partida. geRead More