Análise: Atlético-MG cai em enxurrada de finalizações, mas derrota na “hora certa” tem efeito mínimo
São Paulo 2 x 0 Atlético-MG | Melhores momentos | 26ª rodada | Brasileirão 2026
Nenhum time quer perder. No entanto, se o Atlético-MG tivesse de escolher, optaria por encerrar a invencibilidade neste sábado, diante do São Paulo, no Morumbis, em meio a uma sequência de decisões pelas copas do Brasil e Sul-Americana. Era a “hora certa”.
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Atuações do Atlético-MG: laterais falham, e ataque participa pouco; dê as notas
Era inevitável que o Galo perdesse algum momento. Por toda a sequência e os problemas envolvendo atletas no DM, a sequência até durou bastante com Barba Domínguez: 14 jogos. E o 2 a 0 para o São Paulo tem efeito mínimno momento atleticano.
Victor Hugo Atlético-MG
Jota Erre
Há motivos: o Atlético-MG não perdeu – e nem perderá – a oitava posição com a derrota no Morumbis e o complemento da rodada do Brasileiro. Não perdeu também alguma referência do elenco no jogo contra o São Paulo e ainda conseguiu descansar titulares com um time modificado e mudanças na segunda etapa. O resultado também não afeta o desempenho nas copas.
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Domínguez poderia até ter poupado mais, inclusive. Optou por escalar Bernard no ataque, deixando Minda no banco. Cuello também foi titular. Contudo, conseguiu descansar Fred e Cassierra (entraram no segundo tempo). Terá a opção de Lyanco, em breve, zaga.
Barbabol sucumbe à enxurrada
O Atlético teve muitas dificuldades para acionar o meio-campo e ter consistência no primeiro tempo. Manteve o estilo “Barbabol” mesmo com um time misto, sustentando as ofensivas do time adversário, mas levando pouco perigo ofensivo. Sofreu 23 finalizações e realizou apenas quatro. Só foi chutar aos 42 do primeiro tempo, com Natanael
O Galo foi fortemente pressionado na saída de bola e encontrou entraves para chegar ao ataque. Atuando com um time alternativo, começou o jogo sem um centroavante de ofício. Reinier atuou mais centralizado, enquanto Bernard e Cuello jogavam abertos pelas pontas. A estratégia, porém, teve pouco impacto ofensivo.
Eduardo Domínguez; técnico do Atlético-MG
Marcello Zambrana/AGIF
No segundo tempo, Domínguez colocou mais três titulares em campo: Fred, Cassierra e Vitor Hugo, substituindo Bernard, Castaño e Reinier. Os dois primeiros ganharam fôlego para o duelo decisivo contra o Santos, pelas quartas de final da Sul-Americana. Com as alterações, a equipe ganhou mais qualidade no meio-campo e aumentou o volume de posse de bola
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Entretanto, uma mudança tática teve efeito negativo. Alan Franco passou a atuar mais centralizado, ao lado de Alexsander. A alteração cedeu espaços nos corredores ao São Paulo e expôs os laterais. Foi dessa forma que o time da casa conseguiu construir as jogadas e marcar os dois gols, sem que o Galo demonstrasse poder de reação.
A derrota, evidentemente, não é positiva, mas terá efeito mínimo no Atlético-MG, que vem embalado pela classificação às semifinais da Copa do Brasil sobre o rival Cruzeiro e foca agora nos confrontos diante do Santos pelas quartas de final da Sul-Americana.
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