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Análise: Inter surpreende ao manter Pezzolano e acelera rota rumo ao rebaixamento

Análise: Inter surpreende ao manter Pezzolano e acelera rota rumo ao rebaixamento

Internacional 2 X 3 Santos | Melhores momentos | 26ª rodada | Brasileirão 2026
Quando se acha que nada pode ser pior, o Internacional surpreende. A atuação na derrota por 3 a 2 para o Santos assustou até quem não viu o jogo no Beira-Rio. Inimigo da vitória, o Inter voltou a derreter em campo em mais um indício de que Paulo Pezzolano está perdido.
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Então, veio a novidade. Mesmo sem ganhar há 10 jogos no Brasileirão, o técnico foi mantido no cargo, em novo capítulo no que parece uma trajetória inevitável e sem escalas rumo ao segundo rebaixamento.
Só que a queda de produção, a falta de jogadas e os resultados devastadores deixam a porta aberta para uma mudança de posição da diretoria e uma demissão nos próximos dias. O que não asseguraria a permanência gaúcha na elite em 2027, claro.
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Escalação pune o time… de novo
Suspenso, Pezzolano não esteve no Beira-Rio. Ainda assim, deixou sua marca em mais uma atuação controversa. Começou com Félix Torres e Ronaldo nos lugares de Maripán e Villagra, respectivamente.
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O auxiliar Esteban Conde alegou cansaço e risco de lesão para justificar a saída da dupla. Ainda assim, Villagra, jogador mais regular da equipe na temporada, entrou no segundo tempo.
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O resultado reforçou os questionamentos sobre as escolhas da comissão técnica, algo que tem ocorrido com frequência sempre que Pezzolano promove mudanças na escalação. Félix Torres pisou na bola e permitiu que Gabigol disparasse para abrir o placar.
O Inter tomou 3 a 0 em um primeiro tempo caótico, no qual os torcedores começaram a deixar o Beira-Rio. No intervalo, inclusive, membros do clube se reuniram em uma escada do estádio, em uma reunião improvisada. Parecia que a demissão era uma mera formalidade. Houve reação no segundo tempo e os gols marcados por Aguirre e Bruno Henrique completaram o placar.
Fico, protestos e confusão
Os protestos tomaram o pátio do Beira-Rio ao final de mais uma derrota e houve tentativa de invasão no local por onde saem os jogadores. Após longa espera, veio a maior surpresa. Conde compareceu à sala de entrevista. A comissão estava mantida, para contrariar a expectativa criada.
O presidente Alessandro Barcellos, xingado antes, durante e depois da partida, com direito a gritos de renúncia, acompanhou a sabatina abatido. Não falou com os repórteres.
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A incumbência recaiu ao executivo de futebol Fabinho Soldado. Em mais uma prova da falta de rumo do clube, o dirigente perguntou ao assessor se seria entrevista ou pronunciamento, mesmo após mais de uma hora entre o jogo e a conferência.
O fato novo
Fabinho explicou a razão de manter o treinador. Disse que o “entusiasmo do treinador e a motivação a tirar o melhor” afiançam a crença da direção em seguir o trabalho. O executivo, aliás, fez uma frase curiosa para justificar a manutenção.
– O que seria o fato novo? Mudar o treinador sem a convicção que daria certo? Está claro que precisamos dar uma resposta o quanto antes. Sabemos que o torcedor está ferido, com razão – disse o dirigente.
O fato novo é ganhar lá contra a Chapecoense. O fato novo é ganhar jogos.
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A frase de Fabinho, embora incômoda aos torcedores, traduz a realidade. Afinal, vencer é um verbo quase utópico entre os colorados.
O Inter não ganha há oito jogos, com quatro derrotas, três delas nos últimos três jogos, quando levou nove gols.
Só tem uma vitória no segundo semestre, o 2 a 0 sobre o Corinthians pela Copa do Brasil. A última no Brasileirão ocorreu no distante 16 de maio, quando goleou o Vasco por 4 a 1. São 10 jogos sem vencer na competição, com seis derrotas. Afundou-se na zona de rebaixamento, em 18º com 25 pontos.
Mas fica mesmo?
Apesar do discurso de manutenção, uma queda não seria de duvidar. Afinal, o time joga cada vez menos, os resultados não aparecem e o risco de rebaixamento é cada vez mais real.
O Inter precisa fazer algo diferente. Talvez já seja tarde demais para evitar a queda. Mas insistir no mesmo caminho não aproxima o clube da reação de que tanto necessita.
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