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Veja cinco pontos que explicam a crise do Inter no Brasileirão

Veja cinco pontos que explicam a crise do Inter no Brasileirão

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O Internacional atravessa um momento de extrema dificuldade no Brasileirão. Afundado no Z-4, o time de Paulo Pezzolano é o único que ainda não venceu no campeonato no segundo semestre. Em meio à turbulência, o clube busca alternativas para reverter a crise.
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Com a derrota para o Santos na última rodada, a equipe chegou a 10 jogos sem vitórias na competição. O último triunfo ocorreu diante do Vasco, em 16 de maio, no Beira-Rio.
Desde então, são seis derrotas e quatro empates. Em 18º lugar, com 25 pontos, o Inter tem aproveitamento de apenas 32%. Abaixo, o ge lista cinco pontos que ajudam a explicar o momento da equipe.
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Alessandro Barcellos, Paulo Pezzolano e Fabinho Soldado em treino do Inter
Ricardo Duarte/Internacional
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Resultados pós-Copa
A posição na tabela passa pelos resultados, ou a falta deles, principalmente no segundo semestre. Embora, no início da temporada, o time tenha ficado sem vencer também nas primeiras seis rodadas.
A “virada de chave” ocorreu na vitória sobre o Santos, na Vila. Depois, o time ensaiou uma reação com outras quatro vitórias – Chapecoense, Corinthians, Fluminense e Vasco. Porém, perdeu os dois últimos jogos antes da parada para a Copa do Mundo.
Havia a expectativa de que, com tempo para trabalhar, Pezzolano pudesse implementar sua ideia de jogo e voltar mais forte para o segundo semestre, o que não ocorreu. Desde a retomada do Brasileirão, o Inter soma quatro derrotas e quatro empates. Além, claro, da eliminação na Copa do Brasil para o maior rival.
Falta de convicção do treinador
Outro fator da crise está na conta de quem comanda a equipe. Paulo Pezzolano altera constantemente a formação, apesar da preferência por um esquema com três zagueiros e uma linha de cinco defensores.
Exemplos disso são os casos de Thiago Maia, Ronaldo e Alan Patrick. O primeiro sequer havia atuado no segundo semestre quando apareceu como titular contra o Bahia, pela 25ª rodada do Brasileirão. Depois, iniciou o Gre-Nal de volta das quartas de final da Copa do Brasil e foi mantido na equipe diante do Santos.
Ronaldo, até aparecer como titular contra o Bahia, somava cerca de 20 minutos em campo no segundo semestre. Já Alan Patrick, o cenário foi inverso. Capitão e camisa 10, foi sacado da equipe titular no Gre-Nal de ida das quartas de final da Copa do Brasil.
Há, portanto, a avaliação de que a falta de uma sequência para os titulares pode estar prejudicando a equipe ou, na melhor das hipóteses, não contribuindo para a recuperação.
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Janela insuficiente
As mudanças constantes promovidas por Pezzolano também podem ser explicadas pela falta de opções no elenco. O Inter convive com problemas de reposição desde o primeiro semestre.
Na lateral esquerda, trouxe apenas Matheus Bahia, único jogador da posição no elenco principal, já que Bernabei foi adiantado para atuar como meia-atacante. Quando necessário, Pezzolano improvisa Aguirre pelo lado esquerdo.
Porém, na próxima rodada, contra a Chapecoense, não contará com nenhum dos dois e precisará avaliar a possibilidade de recolocar Bernabei em sua posição de origem.
Outro exemplo foi a saída de Borré, então artilheiro da equipe, negociado com o River Plate. O departamento de futebol demorou quase dois meses para anunciar um reforço no setor. O escolhido foi Tonny Sanabria.
Sanabria atacante Inter
Ricardo Duarte/Divulgação, Internacional
Antes do paraguaio, que até aqui soma 167 minutos em campo e nenhuma finalização, a direção viveu uma novela para tentar a contratação de Alex Arce, do Independiente Rivadavia, alvo prioritário naquele momento. Também tentou Bakambu, novamente sem sucesso.
Na falta de opções, Pezzolano chegou a utilizar o zagueiro Juninho como centroavante, na reta final da partida contra o Atlético-MG, empatada sem gols no Beira-Rio.
Problemas financeiros
O Inter iniciou o ano com uma dívida de R$ 939 milhões. O passivo se manteve em R$ 1,2 bilhão. Com valores elevados, o clube também encontra dificuldades para honrar compromissos financeiros.
A direção chegou a atrasar em dois meses o pagamento dos direitos de imagem dos jogadores, entre julho e agosto. Também atrasou valores de uma repactuação firmada em 2025.
Os atrasos refletiram, de certa forma, dentro de campo. Antes do primeiro Gre-Nal da Copa do Brasil, os jogadores decidiram não realizar a tradicional concentração na noite anterior à partida.
Para o Gre-Nal de volta, a diretoria antecipou o pagamento dos salários e quitou parte dos direitos de imagem atrasados. Segundo apurou o ge, ainda restam algumas pendências com o elenco.
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Desgaste do presidente Barcellos
Por fim, o momento de crise também passa pela figura do presidente Alessandro Barcellos. O dirigente está à frente do clube desde 2021, em dois mandatos consecutivos, mas acumula eliminações precoces em competições de mata-mata, problemas financeiros e apenas um título: o Gauchão de 2025, conquistado sobre o Grêmio.
Barcellos tem sido o principal alvo das manifestações da torcida nos últimos meses. No ano passado, durante a luta contra o rebaixamento, ganhou força um abaixo-assinado que pedia sua saída do comando do clube.
Após a derrota para o Santos, torcedores voltaram a pedir a renúncia do dirigente. O mandato de Alessandro Barcellos vai até o fim da temporada, quando ocorrerá uma nova eleição presidencial no Inter.
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